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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Pára tudo, esqueci-me do mais importante

A Madalena odeia areia da praia.


 


Ares do mar e andar ao colo pelo areal ainda vá, agora pousar o chispe na areia é que nem pensar.


Tentativa número 1: há umas duas semanas, sua excelência experimentou os encantos ao colo de sua avó, mas gritou e esperneou como uma condenada quando a tentaram pôr na areia. Claro que como sou muito boa (ironia!) pensei logo que isto era fita da raínha do Sabá para manipular a avó. Mas parece que me enganei.


Tentativa número 2: no sábado, voltámos à praia ao fim da tarde. Pois, foi quase necessário um perímetro de segurança para conter a ira desta miúda quando ensaiávamos o gesto de pôr na areia. É que não gosta mesmo.


Digam-me, mães experientes, isto passa-lhes?


 

A Madalena é fashion. A Madalena já foi à Lx Factory


E a Lx Factory é um barrete.


Estão a ver a cena de "O Primo Basílio" em que ele pede à amante para se encontrar com ele numa pensão e ela sonha que, apesar do mau aspecto da casa, o quarto é de sonho., mas depois afinal é mesmo uma espelunca? A Lx Factory é isso. 


Para quem não está a par, trata-se uma antiga fábrica em Alcântara para onde se mudaram (ou estão a mudar) designers, artistas e pessoas do género. Eles chamam-lhe "ilha criativa", eu digo "ah ah ah". Centro comercial armado ao pingarelho é o que aquilo é. E com más condições, acrescente-se.


A "Time Out" publicou um trabalho sobre o sítio que dava vontade de fazer dali a segunda casa - revitalizar uma zona morta, encontro de artistas, novas tendências, renhonhó, bicho mau... Como tinha um café a ideia era almoçarmos na dita Lx Factory no sábado. Parecia ideal: ai, a arte; ai, a cultura; ai, os novos artistas; ai, uma loja da Knot em saldos; ai, um cafezinho que de certeza que tem comida de fusão. E lá fomos nós. A Madalena qual rainha do Sabá na sua cadeira do carro, um calor que Deus desconfia, e as bebés B, que continuam a crescer a bom ritmo na barriga de sua mãe, mas que não gostam de nada que as incomode. E que vemos quando lá chegamos?


Um conjunto de casas velhas (nada contra, reciclar é que está a dar) e lojas muito cool, sim senhor, quase todas fechadas, mais um café a fazer lembrar aquelas tascas da Zambujeira do Mar há 15 anos atrás ou o meu querido (mas não muito sofisticado) Gota d' Álcool, em São Julião, nos primórdios desta década. Não faltava o chão irregular da esplanada ou o cartaz dos gelados Olá. Obrigada pela lembrança, mas não obrigada. E antes que venha a brigada "estás a ser snobe", informa-se que só é aceitável para adultos de espírito aberto. Mas com crianças e grávidas os critérios são mais apertados.


Perante isto, fomos bater (mais uma vez) com os costados nos Meninos do Rio - o sítio de que passamos a vida a dizer mal, mas que, apesar do mau serviço e dos preços ultrajantes,


tem a melhor esplanada, comida razoável e cadeiras para as crianças.


Quanto a vocês, pessoal da Lx Factory, se querem ser um centro comercial alternativo óptimo, mas convinha que fossem beber também do melhor dos Colombos desta vida: haver umas condições mínimas para comer e fazer chichi (e com fraldário, sff). Não estão à espera que a Madalena (e as babies to be) atravesse meia Lisboa só pelos vossos lindos olhos, pois não?





Ah, e já agora, amigos da "Time Out", é a segunda vez que me embarretam (a primeira foi com aquelas das Verduras Campestres, uma empresa que entrega legumes frescos em casa. Uma ideia óptima, mas que exige que esteja sempre alguém em casa durante um largo intervalo de tempo. Se eu estivesse aqui tanto tempo assim, ia euzinha ali ao Pingo Doce e voltava, não é?).  Vamos lá ver se não nos chateamos!




PS: Fui reler o artigo que saiu na revista e realmente aquilo é melhor do que vimos, mas mesmo assim, constata-se que sábado não é um dia forte na fábrica. Muitos operários não trabalham. É o dilema do costume.

Mas de onde é que elas aparecem?

Sabia que existia uma boa razão para ter posto o programa "Aqui e Agora" a gravar e ontem quando vi, percebi que não me tinha enganado. O tema era "O Mundo Cor-de-Rosa", esse odiodo, porém apetecível, tema que faz mover multidões a par do aborto, eutanásia, casamento e adopção de homossexuais.


A pergunta-base para abrir um debate destes devia ser: como conviver pacificiamente com a pulsão para cusquice e permanecer sem mácula? Impossível!


Aqui deste lugar onde me sento só vi e ouvi um chorrilho de lugares comuns e parvoíces.


Por exemplo, Diana Chaves dizendo, com o ar de quem faz uma confissão do outro mundo, que aceitou entrar na "1.ª Companhia" por dinheiro. Uau! Por que havia de ser? Pelo Castelo Branco? Bom também o momento em que, picada por Luísa Jeremias, se solta com esta pérola: As presenças são um trabalho como outro qualquer! Exacto, amor, tal como ser paparazzo, então!


Depois, veio a martirizadinha da silva, Inês Castel-Branco, que com os seus modos "gentis" explicou por que acha que há perseguições contra certas pessoas - mais uma com a mania das campanhas negras.


Parece que lhe perguntaram se estava mais gorda e os mandou concentrarem-se no evento, com os seus modos gentis, frisou - a seguir outra jornalista da mesma publicação ligou-lhe a perguntar se queria dar uma entrevista. Disse que não queria por estar sem fazer nada e parece que acha que foi por causa disso que dias depois fizeram uma legenda numa foto a dizer que ela estava gorda e anafada. Opiniões destas deixam-me preocupada.


Como explicar a uma pessoa que se acha tão importante  (ao ponto de uma publicação inteira se virar contra ela) que talvez estivesse realmente gorda e anafada e fazer parte de uma página de crítica divertida aos looks de famosas várias?




A praga voltou

Quinze singelos minutos a apagar tretas como "bailarina de 87 anos, um exemplo", "EDP - não pagues a taxa do audiovisual", "onda de crimes" e, a minha favorita, "Fw: Pensei em Ti".


Já é de desconfiar por ser um forward, mas o que me dá vontade de rir é o "pensei em ti" e uma lista de 300 mails para quem foi enviado. Dá-me vontade de fazer um reply all: "pois, olha, eu não penso em ti, tens mais 299 amigos que se podem ocupar disso". A sério, tenho mais que fazer...

Mini no trabalho da mãe

Sem querer, nem pensar, ontem estive no meu trabalho com a Mini (podia lá ir, sem a atracção principal?!). Culpa da Sofia. Tinhamos combinado almoçar e depois ela convenceu-me a ir à redacção. O almoço foi muito fixe (temos de repetir) e rever toda a gente também foi muito bom.





Aposto que lá estive um ror de tempo, mas a mim pareceu-me que foram só cinco minutos. A Madalena abriu a goela e já não havia condições. Pudera, estava negrinha de fome depois de quatro horas sem comer (toda uma vitória, no entanto, aguentar este tempo todo). Com tanta emoção e tanta gente de volta da Madalena mal tive tempo de falar com as pessoas. Queria perguntar à Patrícia, a outra recém-mamã, se o regresso lhe está a custar muito e responder às perguntas que me fizeram, mas ficou tudo no ar...





Por exemplo, Sónia, a Mini ainda não vestiu o vestido que vocês lhe deram porque primeiro não estava calor suficiente e depois não tinha meias para vestir com o vestido. Mas já tratei disso. As t-shirts farta-se de usar. Às vezes até com um body de manga comprida por baixo para fazer aquelas sobreposições modernas! Os sapatos ainda lhe estão grandes.





E, cara Mikitas, para responder às tuas inquietações, o lavatório é mais que suficiente para a pirralhinha. Sim, ela já pesa 6200 gramas - mais do que um garrafão de água do Luso - mas só mede 60,5 cm.





Tenho pena de não ter mostrado a Mini à tia Almeida. Até pelo ridículo da situação: cruzámo-nos na rua - ela a procurar estacionamento, eu a tirar o chassis do carrinho da bagageira - e depois não apresentei a sobrinha à ogrinha . E nem houve tempo para dar um saltinho ao quarto andar para ver a Carla Lopes ou de ter feito fotos que registassem o momento.  Conclusão: está visto que lá temos de voltar.


 


 


 


 

Milestone: o primeiro amiguinho

Por esta ou por aquela razão, o encontro da Mini com o seu amigo A. ficou adiado até ontem. Tardou, mas valeu a pena. Como agora já começa a olhar realmente para o que a rodeia ao ver o outro bebé - um rapagão de 8 meses, que esticava as mãozinhas para lhe tocar e se ria à gargalhada - ficou espantada e muito curiosa. A esticar o pescoço, a pôr a cabeça para trás, era mesmo como se estivesse a dizer "mas quem é este que me está a querer tocar, que se mexe e faz barulho, mas não é como os adultos do costume". Foi lindo! E um magnífico presente: hoje faz três meses (e o presente vai ser mais uma sessão de vacinas).

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