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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

As férias continuaram, por esse país acima

Depois da curta paragem em Lisboa, a família arrancou A1 acima até Guimarães. E porquê? Por ser o berço da nacionalidade? Por ser uma cidade digna de visita? Podia ser. E deu para perceber que começamos a estar preparados para aventuras mais complicadas do que o simples abancar num sítio, mas o que nos levou por essa estrada fora foi mesmo um casamento -- o terceiro vértice do clássico de férias à portuguesa juntamente com a bagageira-do-carro-onde-não-cabe-nem-mais-um-alfinete e os carros de choque.

Para algumas pessoas, casamentos são fretes. Eu divirto-me muito. E este, de uma prima de my husband, foi genial. O sítio do copo d'água era magnífico e a decoração 100% romântica. Mas romântica com seriedade. As coisas não estavam feitas para o cenário ficar giro nas fotos. Era realmente bonito.  Estou tentada a achar que só no Minho é que sabem fazer casamentos em condições (já em maio tinha estado num sítio fabuloso!). Pensar que puseram tanto esforço em criar uma coisa tão boa para as pessoas que convidaram deixa-me quase com a lágrima no canto de olho. Se a intenção era agradar, prova superada. A minha única pena foi não termos podido ficar para a música (tinha levado a sandalinha rasa e tudo), mas quando saímos, às 02.00 da manhã, as crianças já tinham dado tudo. Aos noivos desejamos, claro, a melhor sorte do mundo.

O grande drama do biberão perdido

Um amigo postou no Facebook uma foto da mala do carro atafulhada de malas, mais um carro de bebé e outras mil coisas. Adorava que pegasse a moda de mostrar bagageiros de família. Podia ser uma coisa muito divertida!  A nossa, a caminho do Algarve, era a visão do inferno: dois malões, um saco de desporto de coisas várias de última hora, mais os dois carrinhos de passeio, lancheiras carregadas de leite (parecia uma quantidade estúpida e voou todo ao fim de três dias) e a mochila do pai. Uma loucura e, o mais engraçado, para o Algarve, nos conseguimos esquecer do saco com as fraldas. Um saquinho muto arranjadinho onde seguia também o biberão do leite da Quica.

Foi lindo descobrir que tínhamos três fraldas nessa noite. A falta de biberão achámos nós que se resolvia comprando outro no Pingo Doce. Porém, a criança tem uma boca delicada e não quis. Numa parafarmácia, comprámos um Nuk parecido com o que ela usa em casa da avó. Nada. Não queria. Corremos as duas parafarmácias, mais a farmácia de Altura até descobrir que só numa outra farmácia, em Cacela Velha, podíamos encontrar biberões Avent. E encontrámos: dos novos. Todo um mistério se desenhava no horizonte: será que a Francisca ia gostar? Gostou. Fim do problema. No jantar em Ayamonte perdemos logo a tampa, mas, ok, que seriam umas férias nossas sem perder alguma coisa? Correu tudo bem. Até chegarmos ao Porto. Durante um passeio, PERDEMOS O BIBERÃO. A sério. PERDEMOS O BIBERÃO. No problem. Fomos a uma farmácia e comprámos outro. Um modelo errado, de outra marca, mas muito parecido. Portanto, voltámos à farmácia e pedimos para o trocar e ir comprar a outro sítio. Estou a escrever e a pensar "esta gente é doida". E, sim, se calhar somos.

Ao sétimo dia, rumámos à Zambujeira do Mar

Depois do êxito do Super Bock Super Rock, o papá fez questão de vos levar ao Meo SW. Não me perguntem o cartaz (se fizerem questão de saber, é melhor irem aqui), um festival é mais do que isso. Aliás, agora parece que é tudo -- campismo, dança, estar com os amigos -- menos música. Em todo o caso, ouvimos Yuri da Cunha (sabia lá eu quem era...).

Esta é uma das minhas fotos preferidas das férias. Não é difícil perceberem porquê, meninas. Duram dois segundos estes momentos de amor e custa captá-los. Quando se consegue é uma vitória. Tirámo-la depois de termos deixado as miúdas colecionarem coisas de marcas várias, algo que só se admite nestas idades, há que dizer).

As bandoletes com flores fizeram sucesso, os colares de penas também, mas o que deixa as minhas filhas fora da casinha são as tatuagens. É a loucura!

Subimos à roda gigante.

 

E na zona vip, as três estarolas pintaram as unhas Teresa, a primeira. Madalena, para não ficar atrás. Quica, a surpresa. Depois da Madalena se levantar, subiu para o sofá e espetou as mãozinhas. Um feito, tendo em conta que mal me deixa cortar-lhe as unhas.

Finalmente, o quarteto maravilha.

Se calhar é melhor começar pelo princípio: Praia Verde

Estas foram as nossas primeiras férias a cinco realmente sozinhos. Não houve cá avós ou babysitter para dar uma mão. Com a bagageira à pinha, rumámos à Praia Verde. Algarve em agosto é do melhor que há. Escolhemos o sítio por ter fama de ser dos mais quentes e porque tinha estado lá em abril em trabalho. Estava em estado de nervos temendo que o senhor-meu-esposo não gostasse (Barcelona foi um tiro ao lado e tinha sido eu a escolher). Mas parece que acertei. No hotel e no local. Até à praia era um instantinho e conseguimos a proeza de lá chegar pelo menos dois dias antes das 10.00 e nos outros às 10.00 e pouco. A água estava fria à brava, há que dizer. Piscinámos, zangámo-nos convosco, houve birras, mas também nos rimos muito e descobrimos coisas novas.

A Madalena, cada vez mais crescida, tirou fotografias a tudo o que mexia. E até ao que não mexia. Durante as férias aumentou um número de sapatos e também lhe caiu o quarto dente de leite.

A Teresa faz frases cada vez mais completas e complexas e anda muito senhora do seu nariz. Sempre que podia pedia para jogarmos aos "animais". O jogo consiste em dar pistas de um bicho para os outros adivinharem. O preferido da nossa filha era este: "Diz um animal que tem um pau na cabeça e rabo de cavalo e é branco e azul". Nós dizíamos "unicórnio" e era o delírio. O papá ensinou que se diz antes corno. 

A Francisca era um bebé e tornou-se uma menina. Quer brincar com as irmãs e exige ser incluída nas conversas com elas. Faz olhinhos de pena quando as manas fazem coisas em que ela não pode participar. Aprendeu a dizer todas as palavras que precisa. A nossa favorita é "baxa" -- francisquês para bolacha.

 

 

Entretanto, aproveitámos a babysitter do hotel e as miúdas estiveram a fazer brincadeiras várias. Uma das preferidas foi esta: fazer pizzas a sério.

Há sempre rivalidades e implicâncias quando os irmãos se juntam e é engraçado vivermos isso na primeira pessoa. Engraçado digo eu agora. Quando estamos a assistir é desesperante. Em todo o caso mantenho a convicção: dão-se bem e gostam uma da outra. Gostei de ver. A embirração mútua só pode ser bom sinal quando a seguir vem um abraço.

A meio da semana aconteceu a cena mais divertida. Estávamos na piscina e apareceram três irmãs adolescentes (16, 14 e 12 anos). Estavam a implicar com a mais nova, que só queria imitar as mais velhas e a "Madalena" da família só queria fazer tudo sozinha. Típico, pensei eu. Perguntei-lhes a diferença de idade e era a mesma que a vossa: dois anos. 

 

Mas a grande estrela das nossas férias a sul foi a nacionalização do BES, logo ao segundo dia. Ia ser um dia bucólico domingo...

Madalena e Teresa a aprender a fazer pizzas com uma das pizzeira do À Terra, a Quica a dormir no carro e nós a bebermos um gin.

E, de repente, já o pai tinha de estar ao telefone e a escrever...

Apesar de me chatear que me interrompam as férias, é um orgulho poder dizer que o meu marido gosta mesmo de notícias. É um Jornalista.


E enquanto Lisboa ardia, consumida pelos desastres de gestão do Banco Espírito Santo, a família estava nos carrinhos de choque.

Para a Teté foi uma estreia, ainda que meramente no lugar do passageiro. Ou, como a Madalena dizia, "eu sou o papá e tu és a mamã".

Adoro a mão de mana mais velha a proteger a mana mais nova, nesta espécie de foto.

Deu para ler e este é dos que não se consegue largar, exatamente como queria

 

Como não podia deixar de ser, cruzámos o rio para ir jantar a uma povoaçõa perto de Ayamonte.
 

Uma das fotos que a Madalena tirou.

Para último deixámos o passeio a Vila Real de Santo António.

Adorámos e jantámos num sítio que é preciso divulgar: o restaurante de associação naval (nesta marginal espectacular).

E os gelados Rosário? Afastem de mim esse cálice...

 

E antes de ir embora, gastámos mais umas fichas em carrosséis.

Uma estreia para a Quica. Tudo.

Pit stop em Lisboa antes de seguir caminho pela A1

image.jpeg

As crianças passam o dia com os avós enquanto os pais se dedicam à nobre arte dos afazeres domésticos. A cena fixe é que, com jeitinho sobra sempre algum tempo para as coisas boas da vida. Ontem, cinema. Alguém já viu o "Que Mal fiz Eu a Deus?". Há muito tempo que não me ria tanto com um filme! Sempre a pensar que coisa idêntica nos pode acontecer [para quem não sabe do que falo (e na hipótese de estas palavras suscitarem curiosidade), quatro rapariga francesa casam-se com um judeu, um muçulmano, um chinês e a mais nova com um católico... preto]. Hoje, sushi na Lx Factory. E, de repente, parece que voltámos da Praia Verde há imenso tempo.
PS1: Tinha deixado mal o nome do filme. Que dislexia mental!
PS2: Meu rico Nagoya.

Voltar a casa

O duque a duquesa de Vendôme, com as três filhas (ainda tiveram um rapaz),
"encarnavam o espírito e a elegância da Belle Époque, levando uma vida mundana intensa na sua casa..."

 

Vimos contentes, com aquela alegria de voltar ao que é nosso e duas horas depois já se abateu a cruel realidade sobre nós: sacos e sacos de roupa suja e crianças no meio da casa a espalhar brinquedos como se quisessem simular a passagem de um tsunami.

 

A boa notícia é que ainda temos mais uma semana de real não fazer nenhum pela frente. E com belos programas para fazer... encarnando o espírito e a elegância dos tempos contemporâneos, e levando uma intensa vida mundana.

Later, alligator!

 

 

Uma semana fora e uma ida ao SW

Foi tudo muito bom e fantástico e rematámos a semana com uma ida ao Meo Sudoeste. É uma espécie de tradição que se começa a impor. Nós íamos, agora elas vão connosco. Ficamos à tarde, curtimos o ambiente e deixamos que sejam massacradas pelo marketing das marcas. Só hoje: tatuagens na EDP, chapéus à cowboy do Meo, flores para o cabelo do Meo, colares de penas do Meo. Na roda gigante descobriram que existia um sítio para brincar (um serviço que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa passou a organizar este ano para miúdos entre os 4 e os 12 anos). Fomos lá preencher a papelada e deixámos as mais velhas. Quando voltámos, ao fim de meia hora, a Teresa tinha estado a brincar aos fantoches e estava a mascarar-se. A Madalena tinha estado a jogar futebol e desafiou o pai. Estiveram a jogar uma boa hora, enquanto a Quica se entretinha com outra bola e a Teresa se maquilhava e punha coroas. No fim estava suada como acho que nunca a vi. E contentíssima. Bom, isso estavam as três. Manter as coisas simples. Exatamente como ela diz.

300 km

A viagem foi feita ao som do dia da Maria Vasconcelos. Adoro. Mas três horas disto... Estou doida. Esquecemos o saco das fraldas em casa. Iupi. Não foi mau ter de ir só pingo doce à pressa. O jantar foi soberbo. O tempo está ótimo.

Praia do Forte: E aquele detalhe que faz toda a diferença

 

 

Chama-se Club Careta Careta e tem atividades para as crianças a partir dos 4 anos entre as 10.00 e as 12.00, entre as 15.00 e as 18.00, entre as 19.00 (jantar) e as 22.00. Deve ser a principal razão por que o resort onde ficámos foi considerado o melhor sítio do género para crianças de toda a América Latina. Não sei de quem é a classificação, mas posso dizer que é mesmo-mesmo espectacular. Na foto, a Madalena está numa aula de surf. Em outros dias, fez uma visita a uma floresta, visitou a casa das tartarugas e comeu sorvete na vila. O clube tem várias piscinas de várias alturas (mas sempre com pé), um campo de jogos, sombra... À noite, a pequenada ia jantar com os "tios" (monitores) e ainda via um filme e fazia mais uns jogos.

A Teresa, como é pequena, teve a companhia de uma babá. Muitas vezes não pôde fazer as mesmas coisas que a irmã e as amigas, mas sempre pôde estar perto e desfrutar do seu canto preferido: a brinquedoteca e estar com o seu boneco do coração, o nenuco mulato. E ficar protegida do sol intenso.

 

Só assim foi possível aos adultos desfrutarem do sol.

 

Ainda estou a digerir a maravilha deste achado, mas acho que se resume a isto: eles entretinham as crianças e os pais ficavam só com as partes boas. Verem os seus filhos divertirem-se. Ficar longe de birras, sem jantares stressantes. Nada de "come Teresa, Madalena não te sujes. Despachem-se. Já disse que só comem gelado se se portarem bem". Só ficámos com as coisas boas (mesmo que tivesse sido necessário ser mais duros em alguma ocasião). Elas adoraram. E nós então... Dava vontade de ir ter com os pais que estavam a ter aqueles jantares tensos com os filhos e dizer "Vocês sabem que existe o clube careta careta?".

 

PS: Antes de irmos, díziamos sempre que ia ser de tal forma que no último dia íamos dizer "meninas, estão altas". Não foi lá, mas confirma-se. Cresceram durante as férias! As fardas estão apertadas como se fosse setembro.

 

Praia do Forte: fazer amigos entre os animais

 

 

 

A fuga das tartarugas careta careta (ou cabeçudas).

O caminho que fazem até ao mar fica na memória e 30 depois voltar para pôr os seus ovos, dizem os especialistas do Projeto Tamar.

Com tanta, tanta sorte, ainda nem bem tínhamos pousado as malas já nos estavam a chamar para esta largada de tartarugas. Eram cerca de 30 e a primeira a chegar à água teve direito a palmas e tudo. Alguém perguntou quantas sobreviviam. "Faltam umas 970 para chegarmos a uma", disse a bióloga. É uma espécie ameaçada (já esteve em vias de extinção), daí retirarem os ovos da praia e 'cultivarem-nos' em cativeiro. Existem vários ninhos sinalizados ao longo da praia. De manhã passa o tartarugueiro (adoro a ideia de exisitir esta profissão), observa as pegadas das cabeçudas e marca o local. Mais tarde, são levados para as instalações do Tamar até saírem da casca. Não sou assim tão fã da natureza, mas adorei esta história. Costumava ir fazer uma caminhada às 07.00, 07.30 e tive sempre esperança de encontrar pegadas ou o tal senhor a identificar desovas. Nunca tive sorte.

 

 

 

 

Estes mini-macacos chamam-se mico-qualquer coisa e estavam por todas as partes. Especialmente no pequeno-almoço. Podem morder e até transmitir doenças pelo que havia indicações para não lhes dar de comer. Algumas pessoas, claro, borrifavam-se no assunto e davam-lhes pão e fruta e outros alimentos, o que não é uma ideia agradável. No geral, eram bastante pacíficos e nunca houve problemas. Mas, lá está, nunca nos metemos com eles.

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