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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

O juiz é bronco, mas nem tudo é mau

A coisa boa no meio desta tragédia do juiz que acha que adultério é razão para uma mulher ser agredida é constatar a nossa indignação coletiva. Parece que afinal não está tudo parado.

E, portanto, valeu a pena umas quantas maluquinhas se chatearem por coisas sem importância como livros que segregam e representações machistas, porque sem esse episódio provavelmente não existia este. 

Ao longo do último ano e meio (desde o Happy Meal Gate, para ser exata), ouvi e li muitas pessoas criticarem o facto de dar tanta importância a coisas pequenas como o facto de existirem coisas para rapazes e coisas para raparigas. Os argumentos são variados e a quase todos lhes faltava o essencial: notar, por exemplo, que se continuamos a falar dos homens e das mulheres da mesma maneira e com as mesmas palavras (as mesmas palavras mesmo) persistiremos nos mesmos erros e nas mesmas falsas concepções. 

Algumas das pessoas que me insultaram vastamenta na internet, incluindo-me no grupo das histéricas, são agora as mesmas que acham muito mal o que fez o juiz que "desculpou" o homem que agride porque a mulher lhe foi infiel. Fico contente por considerarem que isto é completamente inaceitável. Parece que afinal sempre valeu a pena fazer umas quantas cócegas no cérebro fazendo ver que adultério não desculpa violência. 

Talvez custe entender, mas é também porque se tornam obsoletas certas palavras -- adultério, sem ir mais longe -- que nos parecem inaceitáveis certas coisas. 

 

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