Festas de anos de meninas com apenas um ano podem ser muito perigosas
A Madalena passou a tarde a brincar com a yorkshire de uma das convidadas da festa de anos da Alice (um ano já, by the way). A parte preferida era puxar a trela da cadelinha. Depois desta conversa, porque sei que esta ideia já lhe anda na cabeça há uns tempos e porque conheço a nossa filha, já sabia o que ia acontecer: mais tarde ou mais cedo, ia pedir-me um cachorro. Pois nem foi preciso sair do jardim para me chamasse para um segredinho. "Mãe, eu quero ter um cão". Dito assim baixinho como quem sabe que está a pedir um Porshe. "A nossa casa é pequena e não temos jardim", dissemos nós. "Arranjamos uma maior", respondeu ela. Antevejo-lhe futuro como dirigente do BE. Do BE ou do BES, não sei bem. Ou no Direito. Porque argumentos não lhe faltam. "Podemos levar para casa da avó e depois fico com ele ao fim de semana" e a derradeira cartada: "Sabem porque é que tenho um cão imaginário? Para vocês verem como trato bem dele."
