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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Só é rentrée quando a escola começa

Portanto, não se me ponham com os nervos amanhã, logo pela fresca, trânsito por todo o lado, stress e mais stress. Lembrem-se das promessas que fizeram deitados na areia: vou ter mais calma do que a rainha Isabel II na visita às tropas. Mais calma do que Cavaco Silva perante os passanços-de-marmita de Pedro Passos e sus muchachos. Mais calma do que o António José Seguro nos debates quinzenais... Pronto, ok, também não é preciso taaaaaaanta calma. Mas acho que se percebe a ideia. Paz, amor e sol na moleirinha.

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Como é boa a sensação de querer começar de novo

Quando Jackie Kennedy renovou os interiores da Casa Branca e a revista Life fotografou.

 

É assim uma coisa que me dá duas vezes por ano: a 31 de dezembro e nestas três semanas entre voltarmos da praia e o início da escola.

Tenho vontade de aproveitar os dias ao máximo, viver como em férias e preparar tudo para começar de novo. Trazer planos para melhorar rotinas, a casa, a comida. Bem sei que ao primeiro revés lá se vão as bonitas intenções, mas é giro e enquanto não acontece deixem-me gozar disto - achar que é possível aproveitar os dias grandes e viver como se Lisboa fosse Montauk (NY).

Parecia-me maluqueira mas já percebi que não estou sozinha. A Sara Carbonero que é a Sara Carbonero também pôs o contador a zeros e ontem tropecei neste post da Rita Ferro Alvim sobre 'destralhar'.
Prefiro chamar-lhe 'o meu ano novo chinês' mas o espírito da coisa deve ser o mesmo. Fazer tábua rasa para o novo ano letivo, no fundo, e, quais formiguinhas, acumular energia para o inverno. Estamos numa de revirar a casa e ajeitá-la ao estilo #santoscosta2014-15.

Tem uma certa piada, na verdade. Estas são as únicas alturas do ano em que não me importo de ser escrava do pano do pó. Deve ser porque a sensação de ter tudo no sítio supera largamente o desgosto de ter de o fazer. Chega até a ser agradável.

 

'Xa-me ir então que há ali duas caixas de ganchos a precisar de arrumação.

 

PS: Estou com a pancada dos mapas, das riscas pretas e brancas, do amarelo, do vermelho e do turquesa. Preferencialmente, todos juntos.

Não é preguiça não, é mesmo andar morta

Post sobre a vidinha (a propósito de uma semana sem empregada):
Duas máquinas de roupa por dia, arrumar a cozinha três vezes por dia, passar roupa desenfreadamente, aspirar e aspirar e mesmo assim ter tudo sujo. Mas hoje veio um bom elogio da pessoa menos esperada: a minha mãe. "É mulher... não há quase roupa para lavar". Pois é. Quando fazemos, fazemos. Mas deixamos de ter tempo para blogar.

Não vale a pena, está quase no fim

As saias estão a ficar justas mas não as penso trocar. É só mais um mês e pouco de escola.  Devia arranjar sandálias.  Para quê? Daqui a nada começa a praia e levam chinelos...  Falta mais de um mês mas é como se já se visse o fim.  E os anos letivos passam cada vez mais depressa. 

Há com cada um...

Choque e horror: uma pessoa por quem tenho consideração e apreço foi ao Facebook defender o croissant de ovo com fiambre. Outra pessoa veio defender a batata doce com bife. Confessou-se quem junta croquete e café (esta era capaz) e ainda apareceu quem, trabalhando numa confeitaria, tenha atendido o pedido do croissant de chocolate com fiambre. Diz com graça a pessoa: até perguntei outra vez! Conchitas da alimentação, pá! E agora deixa-me ir ali cozer um bacalhau com batatas e doce de morango.

Croissant de ovo com fiambre?

Não sei quais serão as combinações loucas que se farão no futuro, mas algumas atualmente metem medo ao susto. O meu pai e a minha prima adoram croissants com doce de ovo e, "para cortar" (palavras deles), fiambre. Poucas coisas me parecem tão repugnantes. Mais repugnante só o facto de a minha prima que diz isto ser um palito. Lembrei-me desta parvoíce, por causa de uma coisa escrita por uma amiga a propósito de outra louca combinação: café e rissol. Ou café e croquete. Ou café e pastel de bacalhau. Eh pá, não... Estive a pensar se fazia alguma coisa do género e convluí que não, mas se calhar não sou bom juíz. Se achasse estranho não comia, não é? Bem, é isso. A mente da vossa mãe está cheia de coisas extremamente relevantes para o curso do mundo.

 

PS: Outra combinação que não me entra na cabeça é batata doce como acompanhamento de um bife, por exemplo.

Telefonar a um jornalista é assim tão complicado?

Nas últimas semanas, sabe-se lá porquê, mas imagino que sejam estagiários das universidades que estão a trabalhar em agências de comunicação, recebo muitas chamadas de pessoas a quererem "vender" as suas coisas como se estivessem num call center. Não há um bom dia, não se apresentam, não dizem ao que vêm e põem entusiasmo zero naquilo que estão a dizer. É como se tivessem à frente um papel e se limitassem a debitar o que lá está escrito. Exatamente como nos call center. Falam como se não entendem sequer o que quer dizer "bom dia" ou "qual é o seu mail?". É uma coisa um pouco assustadora, devo dizer. Especialmente porque já nasci para o jornalismo com agências de comunicação a mediarem o trabalho com empresas, entidades e pessoas e não tenho nada contra. Faz parte, é mais uma fonte de informação que temos disponível.

Ninguém me obriga a replicar press releases nem me limita as perguntas. Nunca tive más experiências, irrito-me quando não me respondem, o que, na verdade, só acontece quando as pessoas não querem/ não podem responder. Sou adulta, entendo. Remédio tenho. Mas, exatamente, na mesma medida em que os estagiários de jornalismo se veem gregos com as redações porque sonham ser Judite Sousa ou a Manuela Moura Guedes, isto é, famosos, o que está acontecer é que uma pessoa fica sem vontade de responder ou pensar no assunto, nem nada de nada.

Podem até dizer-me "ah, ninguém lhes explica", mas isso é um argumento inaceitável. Verdadeiramente, o que acontece é que não sabem fazer uma chamada telefónica. Entabular uma conversa com um desconhecido. Parecem-me jovens mas não me parecem alunos da primária. E também acho que as pessoas que conheço de agências de comunicação não devem ter que ensinar uma coisa que me parece ser uma competência que requeira um curso superior. Minha gente, ponham empenho no que estão a fazer. Se vocês não acreditam, como é que vou acreditar?

 

Bem sei que as redações não são exemplo para ninguém e sobram jornalistas a fazer mau trabalho, eu tenho defeitos e tudo e tudo, e nem quero estar a dizer isto como se quisesse ensinar a missa ao padre -- jornalismo é uma coisa, comunicação é outra -- mas estamos todos a sair prejudicados. Pela parte que me toca, às vezes nem entendo do que me estão a falar.

 

PS: CCB, troca umas impressões comigo sobre isto. Se estiver completamente errada, diz-me.

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