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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Mais um dia que foi para a cama sem comer

Não o digo com alegria, digo até com preocupação. Quanto tempo vamos aguentar nisto? Ontem comeu uma colher de sopa. E quando digo uma, é mesmo só uma. Entre as tentativas quis comer a pêra das irmãs. Recusei. Chorou. Voltei a apresentar a sopa e o prato. Nada. Digo eu: muita fome não deve ter, se tivesse comia... E, vamos lá ver, o ponto é este: a rapariga come. E até come sozinha. Desde que seja leite, fruta, bolacha Maria, pão de vez em quando. Portanto, se tem fome para estas coisas, tem de ter para outras.

 

Sei que o método estivill é polémico, e entendo. Para já, há essa coisa de se chamar método. Eriça logo os pelos. A mim pelo menos. Depois, há a questão dos minutos. Para quem não sabe, a ideia é fazer tentativas separadas por vários minutos - três de tentativa e três de pausa, quatro de tentativa e quatro de pausa, cinco de tentativa e cinco de pausa (como é óbvio, se a criança começar a comer não se para). Esta ideia parece pateta, para usar a expressão da MAB em comentário ao post anterior, mas aí é onde tenho de defender realmente o Estivill. Os minutos são aquilo que permite aos pais entenderem realmente que podem continuar e não estão a magoar os filhos. O que é que ele diz? Durante três minutos, a pessoa que está a dar o jantar acalma-se, conversa, fala sobre a boa comida que ali está. Três minutos é pouco tempo dito assim. Pensava eu que era impossível ficar tão à beira de um ataque de nervos em tão pouco tempo. Mas fica-se. E o bom deste método, não sei se as outras pessoas acham o mesmo, é que a certa altura eu só pensava 'não é preciso ficar chateada, daqui a um minuto isto passa' e 'consigo ficar calma por três minutos'. E fica-se. A Francisca chorava e eu calma. Desistiu de berrar em pouco tempo. Não comeu mas não se zangou. E quando o fez percebeu logo que era inútil.

 

O que me parece é que o método é para os pais e não tanto para os filhos. Trata-se de ensinar os pais a darem comida aos filhos. Uma vez admitido o problema - sim, eu não sei dar de comer às minhas filhas - passa-se à solução. E quem precisa das tais regras são, no fundo, os pais. Precisam de ter a certeza que estão a fazer bem. Se o método estivill vai funcionar não sei. Mas tenho fé. E, defendendo-o mais uma vez, creio que de maneira instintiva apliquei esta ideia do tempo quando a Teresa era pequena. Deitava-a na cama e contava os minutos no relógio. Se chorasse ao fim de dois minutos dava-lhe colo. Poucas vezes foi necessário. Lá está, contar os minutos era aquela coisa que me dizia que era pouco tempo, apesar de aos ouvidos dos pais dois segundos de choro serem uma calamidade. Quanto a este método, quero que funcione. Quero mesmo. Enquanto não ultrapassarmos isto, não descanso.

 

PS: O meu pai ligou-me indignado porque mandei a minha filha para a cama com fome.

É cedo para cantar vitória mas...

 

Dentro do copo cor de rosa estava uma maravilhosa sopa de brócolos. Estava. A Quica bebeu-a. Talvez tudo não passasse de um problema de verbo. Ela quer beber, não quer comer.

 

PS: Pessoas que me venham azucrinar a mente porque a menina devia comer com colher e isto são só maus hábitos não serão toleradas. Estou já a avisar para depois não ficarem surpreendidas.

Continua sem comer mas vamos conseguir

A propósito deste post sobre a fastienta Francisca, queria, em primeiro lugar, agradecer a ajuda de todas as pessoas que comentaram (aqui, no Facebook, por mensagem privada, ao vivo e a cores, por sinais de fumo e etc.) e me deram ideias, conselhos e esperança. Podia estar aqui a nomear mas ia esquecer-me de alguém e não vale a pena. Estamos a tentar acalmar. Ontem não correu mal, hoje foi desastroso (não almoçou, não lanchou porque lhe oferecemos sopa), mas estamos a tentar acalmar. Talvez realmente tudo isto passe e ainda nos encontrem aqui a fazer um post como o desta mãe. Não é que tenha ficado subitamente descansada mas 1) disseram-me que preciso de estar calma porque ela fareja o stress (true!), 2) toda a gente diz que passa. E, realmente, não acredito que tendo comida em casa, vá ficar sem comida. Há-de passar... E, tenho quase a certeza, quando os dentes de cima, que decidiram nascer todos ao mesmo tempo, saírem, isto vai melhorar. Só pode.

Ela não come e não há literatura que me ajude

O que é que tenho que fazer para a Francisca comer a sopa? A sério, digam-me. Faço qualquer coisa. Vou a Fátima a pé se isso me resolver o problema. Aturo qualquer coisa. Basta que me digam que ela assim come a sopa. A Chiquinha não come sopa, nem prato. Tem 17 meses e nos dias bons come umas colheradas de sopa, misturada com a fruta. Nos dias muito bons come à mão um bocadinho de peixe ou carne migadinho no prato. Raramente tem dias muito bons. Nos dias excecionais até come a sopa sozinha. Um cenário ainda mais raro. É muito difícil. Ontem, comeu uma concha de sopa com peixe misturado "enganada" com a fruta enquanto eu cantava e dançava para a distrair. Não é que ela não goste de comer ou não saiba mastigar. Ela adora a sua pera em gomos a meio da manhã, ela adora um pãozinho, ela adora um bocadinho de pão de leite, ela adora a sua bolachinha Maria. Peixe e carne é que nem pensar e sopa nem vê-la... Agora, o meu problema é que estou farta de fazer pesquisas, estive a ler um livro sobre alimentação infantil, já falei disto com pessoas, algumas especializadas, com a própria pediatra e obtenho dois tipos de respostas: 1) "Insista, Lina" 2) "Dê o prato antes, sopa e fruta". Duas respostas que simplesmente não me ajudam nada. Bem, também há quem me diga, "isso passa" e na verdade essas são as pessoas que mais gosto de ouvir. Sempre que me dá alguma tranquilidade. Porque, de resto, isto tem sido o caos. Porque é que a minha filha não come? A sério. Porquê?

Francisca, a minha filha que vai ensinar palavrões às vossas

A Francisca faz 17 meses no dia 4 (acho que são 17, já me custa contar e obrigaram-me a deixar a Matemática quando fui para o 10.º ano) e está uma espevitada. Para nós, cá em casa, é surpreendente. Se a Teresa estava a dar os primeiros passos com esta idade, a Chica já tenta correr (atrás das irmãs, claro), já sobe o degrau da casa de banho e outros pequenos obstáculos que lhe vão aparecendo. É fenomenal. O efeito de imitação é brutal. Anda sempre atrás da Madalena e da Teresa, só quer os brinquedos delas, raramente vai ao seu próprio quarto e fala imeeeeeeenso. Claro que como as irmãs falam mais (e mais explicado) quase nos esquecemos disto mas o facto é que ela já se faz entender. "Não quero", "É meu", "Miza", o mencionado "có... có...", para além de mamã e papá, são o que mais diz ao longo do dia. Tenho quase a certeza que tendência se vai manter por muitos e bons anos e, por isso, temo que ela venha a ser aquela 'ranhosa' que irá espalhar a desordem e o horror no infantário introduzindo crianças inocentes nos palavrões e nos fenómenos da moda como a "Violetta" ou o que estiver a bombar dentro de dois ou três anos.

 

É uma criatura a atirar para o pequenote (percentil 25 na altura, 50 de peso, de acordo com as últimas medições da pediatra). Dá-me muita vontade de rir isto. Até há pouco tempo, tudo o que deixava de servir à Quica ia diretamente para a Alice, nascida sete meses depois. A Alice, filha de uma princesa, é prematura. Nasceu pequena mas no verão pôs as pilhas. E começou a crescer, a crescer, a crescer... Já pesa 10.500 Kg, ultrapassando pela direita a minha pigmeia. Pigmeia mas muito perfeitinha, note-se.

Amanhã começam os ensaios

Há de ser das poucas vezes para que serve uma criança estar acordada de madrugada mas... Enquanto embalava a Francisca inventei a canção para a Madalena. Nem Dra. Brinquedos, nem Jake nem nada dessas modernices. Peguei na música da "Casa Engraçada" e cá vai disto. Está feita. Só falta passar o lápis azul da Madalena, que quer que a letra inclua a palavra formiga.

Esta minha número 3 promete

Além de me passar o chão a babygrow mais depressa do que um roomba, a Francisca é essa criança que gosta, porque gosta, de fazer o caminho mais difícil (ai, senhores, as dores de cabeça que isto me vai dar). Portanto, manter-se de pé sozinha agrada-lhe pouco, exceto se for... em cima da cama dos pais. Aí, pronto, tudo bem. Fica bem sozinha e até levanta os braços como se fosse levantar voo. Mais uma que me ia tão bem lançada e agora só vai andar com 16 meses. E ainda bem, não me interpretem mal, mas como isto ia... Havia expetativa.

 

Outras coisas que adoramos:

- Onde está a cabeça? E lá vai ela com a mãozinha em direção à nuca-

- Pega em tudo o seja guardanapo, ou que se pareça remotamente com um guardanapo, e limpa a boca.

 

A cena que nos deixa piursos:

- Não come.

Põe-me doida. Não come sopa, não come o prato. Só gosta de fruta, iogurtes e biberões de leite.

 

Fora tudo isto...

muuuuuita querrriiiiida!

Francisca, uma criança muito saudável, é sim senhora

E digo isto na ressaca do dia em que ela vomitou tudo à sua passagem para relembrar que só existem dois dados científicos que permitem dizer que uma criança é saudável. Se entra na casa de banho e vai direta ao papel higiénico. Se  tem mil brinquedos para a sua idade e quer brincar com os lápis pontiagudos das irmãs. A Francisca faz as duas. Benza-a Deus.

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