Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Rumo aos 42. Dia 3. Feira do Livro

A Feira do Livro cansa-me. Não gosto particularmente do sítio, tão empinado. São muito stands, não conseguimos ver tudo. Está feito uma feira popular, só faltam os carrosséis. Mas nem me passa pela cabeça falhar ou não levar as miúdas. Elas querem coisas bem diferentes do que se possa pensar. Saltam em cima do livro gigante do Wally, ficar numa cadeira a pintar, gelados. Faz parte, devia saber. Faz parte do que é novidade para quem tem livros em várias prateleiras e visita livrarias todos os meses.

Isto tem a sua graça. Em pequena, ir à Feira do Livro era dos melhores programas do ano. Além de comprar livros que realmente queria, eram muitos -- três ou quatro de "Uma Aventura" ou da Alice Vieira. Uma excentricidade. Nunca me pude queixar. Eu podia tê-los (talvez não TODOS! os que me apetecia, mas os mais do que suficientes), só não havia muitas livrarias. Havia a 77 em Mafra, cheia de Patrícias, mas só lá ia quando passava dias em casa da minha tia. Havia uma pequenina em Sintra, foi lá que descobri "Uma Aventura no Supermercado", e a Ovni na Ericeira. É uma loja que ainda lá está, no Jogo da Bola. Nem sonham, e é pena, mas estão associados a uma das minhas melhores memórias de infãncia. A minha mãe comprar-me uma Anita e depois virmos de autocarro para casa, ela a contar-me a história. (E, a sério, que acho isto genial, porque deve ter sido a única vez que andámos de autocarro. Se há coisa que ela sempre fez foi conduzir, e conduzir bem).

Chegamos a hoje, e a essas contradições da vida do primeiro mundo. Eu queria ter livros por todas as partes, agradeço-os e valorizo-os, ponho-os à disposição das miúdas. Mas por serem hoje corriqueiros, as crianças não lhes prestam a mínima atenção. Dão-nos por adquiridos. Terei de me esforçar muito mais do que antecipava para que eles sejam boas leitoras.

The-Reading-Lesson.jpg

 |crédito: Dorothy Rees|

Rumo aos 42. Dia 1. Call for entries

Delpozo_03.jpg

Há três anos (o tempo passa!) abri um #rumo aos 39, uma espécie de aniversário prolongado que consiste em fazer uma coisa boa todos os dias até à data propriamente dita - 26 de junho, para aqueles que ainda não informei. Este ano vou retomar esta magnífica tradição, abrindo as ideias à comunidade (e a todos os que queiram conviver).

Hoje tenho um almoço, há uma nítida sobreposição de eventos no dia 12, mas, tirando isto, está tudo em aberto. Aceito convites para todo o tipo de confraternizações e/ou formas de celebrar a vida.

|Foto: Maria Svarbova|

20 anos

IMG_8902.JPG

Eu já tinha 22 anos quando foi a Expo, mas, por alguma razão, só guardo memórias difusas desse lugar. A única vívida é do último dia. De uma confusão incrível, toda a gente a confiar nos telemóveis e a rede a falhar. Toda a gente a combinar junto ao homem-sol. Toda a gente perdida. Hoje, por acaso, voltei. E na parede de um café, enquanto fazia tempo, encontrei esta imagem. “A” imagem. Como um achado arqueológico. E concluí: faço parte do grupo de pessoas para quem a Expo 98 foi muito mais importante a partir de 1999.


image1.jpeg

Muita coisa boa aconteceu aqui. Concertos memoráveis. Ainda este mês, a Eurovisão. O triatlo em 2017. E, mais que tudo, ELAS. Que nasceram aqui.


image2.jpeg

Coisas bonitas: The Happy Show

Estas são as minhas filhas, três anjos, cinco minutos depois de entrar em The Happy Show, a exposição do designer austríaco Stefan Sagmeister que está na Central Tejo. Sentaram-se de livre e espontânea vontade a ver o filme. E eu, quando vi a cena, só tive tempo de sacar do telefone e fazer a foto.

IMG_8529.JPG

O que, na verdade, devia ser documentado eram os 50 minutos que precederam esta imagem, quando esta mãe usou todos os truques possíveis para evitar palavras como museu ou exposição. E nunca, em circunstância alguma, "vamos ao MAAT'. Antes: Querem ir ao parque? Claro que vamos ao parque. Está a chuviscar, mas que importa? Andámos meia hora para elas constatarem que não podiam usar os escorregas porque estava tudo molhado. E quando já estavam cansadas (e eu!), convidei-as a entrar no edifício do antigo museu da eletricidade, onde tinha "uma coisa de trabalho para ver", para que pudessem descansar. 

IMG_8539.JPGEis, aqui, a foto definitiva. Percebe-se nelas, nas bocas cheias de pastilha elástica amarela e nas poses de zombie (é mesmo isso) que estavam muito contrariadas.

Às vezes, parece que a melhor maneira de educar as crianças é... bem... não quero dizer enganá-las, mas manipulá-las, vá.

Quanto à exposição, vale bem a visita. De cabeça aberta e, preferencialmente, sem crianças. Para ir pensando nas coisas que Stefan Sagmeister diz e escreve.

MAAT_012.jpg

Por exemplo, ele faz pausas de um ano, de cinco em cinco anos, e farta-se de falar sobre isso.

 

 

 

 

É uma questão de perspetiva

Fomos assistir à palestra da Sea3Po no Visão Fest*, hoje, no Capitólio.

Estamos todos sentados e a Quica pergunta:

- Estamos na missa?

E isto pode ser o meu coração de mãe a falar, mas esta miúda é mesmo esperta.

 

*Foi o autêntico evento dos 8 aos 80. Madalena foi ver a YouTuber, eu ouvi a Capicua + Wasted Rita (cinco estrelas!), o pai foi ver os CEO, todos curtimos milhões na zona da PS4 e, acima de tudo, mataram-se as saudades todas.

 

 

 

Poesia. E em qualquer parte do mundo, arte

941521324.jpg.0.jpg

Há tanta coisa boa neste golo que é difícil saber por onde começar. O meu amigo Rui diz que é poesia. E é. Há a beleza do gesto de Cristiano Ronaldo e, também, a mestria de quem fez a foto, Emilio Andreoli, para a Getty Images. São 2,38 metros acima do solo, li algures. Mas não é só isto. É também lembrarmos uma coisa: ter talento é importante, mas trabalhar leva-nos muito longe. Tão bom acreditar nisso e ver o exemplo.

Pequena coleção de coisas ditas a este propósito:

Quanto subiu Cristiano Ronaldo?

Várias perspetivas do golo.

espetáculo de Cristiano Ronaldo.

Com quem é que ele aprendeu?!

Gestos por Ronaldo.

reação de Zidane e que ele disse, definindo a palavra artista: "É o que tem Cristiano Ronaldo. É que faz coisas que são só dele".

No fim, é justo, Buffon ficou com a camisola de CR7.

 

 

 

 

Caí na “ratonera”

Essa pessoa sensata e equilibrada que procura não embarcar em modas do Netflix foi espreitar “La Casa de Papel”, achou que aquilo não era nada de especial e que tinha um argumento bastante parecido com o de um filme com o Clive Owen cujo nome se me varreu, ficou maluca ao terceiro episódio e nunca mais largou a série. Foi na segunda-feira. Estou a dois míseros capítulos de terminar.

 

 

(Ainda bem que dia 6 há mais).

Atrás das teclas

foto do autor

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D