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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Anti-despedimentos

(A propósito do Sócrates)
Quando eu mandar na minha própria empresa -- confio que um dia isso acontecerá --espero não ser contagiada pelo vírus Sócrates, que basicamente acha que despedimentos são a solução para tudo. Não sabemos como endireitar a economia? Despedimos gente. É a pior medida que algum gestor pode tomar, parece-me. No entanto, não param de falar nisso, como se fosse a solução para tudo.

 

Eu tenho tantas coisas contra o despedimentos que nem sei por onde começar. Ou se calhar sei: pelas 120 pessoas que foram despedidas há dois anos na empresa onde trabalho. A maioria até está hoje melhor do que estava nessa altura, mas nem vamos por aí (na altura ficaram bem pior). Concentremo-nos antes nos que ficaram. Já alguém quantificou os danos que provoca uma medida destas em quem fica? Há os que pura e simplesmente boicotam, há os que ficam tão apavorados que começam a fazer qualquer coisa com tal de não perderem o emprego, há quem diga tudo o que pensa e seja progressivamente afastada e, finalmente, há os que começam a trabalhar para sair. A desmotivação é geral: as pessoas acham que serão as próximas, passam o tempo a questionar o seu trabalho em vez de trabalharem realmente e sempre na ânsia de serem contratadas por outros. (Eu também senti/sinto assim).

 

Além disso, isto é uma falcatrua. Pronto, está bem, a palavra é forte, mas façamos contas:
eu produzo 100 com 100 empregados. Despeço 10 e continuo a produzir 100, ganhando os tais 10 pelo caminho. Mas, pergunta muito importante, conseguirei produzir o mesmo com menos pessoas? Se calhar não, pois para isso as contratei. Enfim... Abdicar de pessoas, parece-me sempre um mau negócio. Sempre.

 

Podem dizer-me assim: mas nos EUA as pessoas são despedidas com grande facilidade e isso não é problema. Exacto, mas porque eles são um país diferente. Porque nos EUA o ónus de um despedimento não é o mesmo que em Portugal. Uma pessoa ser despedida neste país é um drama, nos EUA "that's life". E na semana a seguir já se está noutra. Mas com uma cultura assim, é muito fácil ser flexível. Aqui não...

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