A razão por que não gosto de levar mais do que um balde para a praia

É que é uma história que acaba sempre da mesma maneira. A mula da mãe carrega os brinquedos todos porque elas não podem com eles ou uma delas açambarca os baldes todos. Isto para dizer que estas ferias fui infiel ao principio do "levamos o que possam carregar" e deu asneira. Primeiro porque elas não conseguem carregar tudo e também não vou agora dividir em dois sacos, depois porque não precisam efetivamente de dois de cada, mas sim de variedade, como eu própria já tinha concluído nas ultimas férias. Mais vale, realmente, escolher uns quantos e meter num saco mais pequeno e ir variando. Mesmo pedagogicamente acho mais interessante porque assim as obrigo a brincar uma com a outra e não a disputar brinquedos. E, no entanto, quase aposto que vou continuar a pegar no saco que está na bagageira com tudo só porque é mais rápido... Outra coisa divertida dos brinquedos de praia é ver como se portam os pais quando os seus filhos pedem as coisas de outros meninos. Impera a ideia de que quem tem deve emprestar. Em principio, nada contra. Não só não faz diferença como é normal os pais se esquecerem de levar estas coisas ou os miúdos quererem variar. O que já não me parece tão normal é que os pais partam do princípio que tenho de emprestar o regador da minha filha, a única coisa que ela tem naquele momento e com que está a brincar à beira-mar, só porque outra criança a pede e aparentemente não tem mais nada. Quer dizer, volto a repetir, não me custa emprestar mas não tenho obrigação de carregar com brinquedos para agradar aos filhos dos outros. E, é aqui que quero chegar, onde é que fica também a cordialidade de dizer à criança "Maria dos anzóis, pede à menina para brincar" ou dizer aos pais qualquer coisa que justifique uma entrada a pés juntos de uma matulona de quatro anos sobre uma menina de três.l
