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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Para a Mil Sorrisos, sobre higiene pessoal e coisas afins

Cara amiga,

não estás sozinha. Se a tua filha não quer lavar os dentes e isso é sempre motivo de birra, a nossa está igual. Geralmente, tento não lhe fazer grande caso, mas acaba sempre com os dentes mais mal lavados do que gostaria. Gosta da pasta e da escova, de fazer conta que bochecha (e de engolir a água), mas se puder não esfregar os dentes melhor. Uma canseira, é o que é! Já tentei a modalidade "à força", com péssimos resultados, registe-se, e agora estou na fase "pseudo-compreensiva" em que a sento ao meu colo e lhe digo "faz boca de leão". Ela abre bem a boca e eu lá consigo dar duas ou três escovadelas mais aceitáveis. Sempre abaixo dos mínimos olímpicos, mas já é qualquer coisa.

 

Cá em casa, lavar os dentes nem é o pior. Se tomar banho se faz sem dilemas - às vezes a moça até quer ficar mais tempo e já tenta tomar duche sozinha (fica um amor!) - o mesmo não se pode dizer sobre lavar a cara. Se puder sair de casa sem o fazer, fica feliz. Como também não quero que se molhe toda no lavatório, acabo por lhe passar com uma compressa na cara. Mesmo assim, há ramelas teimosas que persistem. Já passei vergonhas por causa disso, mas, confesso, desisti de me preocupar. São coisas que acontecem.

 

Pentear o cabelo faz com relativo agrado. Acha piada pôr o spray para desembaraçar que usamos ultimamente e gosta que lhe ponha os ganchinhos. Mas nada de mexer muito. E totós nem pensar. É passar das marcas.

 

E, finalmente, o dilema dos dilemas: cortar as unhas e o cabelo. A palavra cabeleireiro soa-lhe, dá-me impressão, a Freddy Kruger e, como sempre, desde que nasceu, não se lhe pode cortar as unhas que a doutora fica logo ensalsada. Ou o faço a dormir ou peço na escola (felizmente não é caso único e elas estão habituadas*) ou então é a minha cunhada, que é esteticista, que lhas corta. Já experimentou duas versões: à força (é sempre o recurso mais fácil) e com lima, com evidentes e maravilhosos resultados. Além da jovem ter ficado com umas mãos que por gosto se podiam ver, achou que era muito bom. "Não faz mal", diz-me agora sempre que lhe falo em cortar as unhas com a Juli.

 

E agora, por falar em extremidades, vou ali tentar cortar as unhas da Madalena.

 

(*parece, no entanto, que na escola aquilo é tudo muito simples. A Manuel diz: "Madalena, vamos cortar as unhas" e ela vai, senta-se e estende as mãos!)

 

 

 

 

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