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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Será por aqui que o gato vai às filhoses?

Esta semana houve ridicularização quanto baste à PETA por querer que deixemos de usar expressões como "matar dois coelhos de uma cajadada" e agora, no final da semana, descobrindo que Portugal foi colonialista, percebemos que espólio dos nossos museus pode ser reclamado por outros países. São dois assuntos totalmente diferentes. Em ambos, porém, há sempre alguém que vem e diz: "esta fúria do politicamente correto..."

A mim nem me importa que se queira higienizar a língua. Como já disse algures por aqui, é essa tomada de consciência para as coisas que dizemos que faz com que hoje se olhe de lado para uma pessoa que usa a palavra "paneleiro", até mesmo maricas. Não me lembro de ver muita gente a chorar por elas. E, no entanto, como se vê, continuo a usá-las. São coisas naturais que nos vão acontecendo. Alguém chama a atenção, alguém ganha noção do valor de certas palavras, alguém começa a não usá-las. Por algo ganharam cargas diferentes o vermelho e o encarnado.

Gosto particularmente deste exemplo, porque sempre associei a rudeza da linguagem ao encarnado e a polidez ao vermelho quando, aparentemente, muita gente vê ao contrário. Só para sublinhar como uma palavra não é apenas uma palavra. [Se fosse, aliás, não havia pais que demoram nove meses indecisos com aquele que vão escolher para os filhos. Ou, pelo contrário, aqueles que põem esforço em despachar esse assunto não lhe dando demasiada carga. Como eu.]

Segundo caso de politicamente correto: o das obras de arte que Angola quer 'reclamar' e outras ex-colónias também poderão querer no futuro (incluindo Portugal que deixou muita coisa pelo mundo). A história não anda para trás. Aconteceu assim e com este passado temos de viver. Mas também não faz mal inventariar tudo o que há e tomar decisões baseadas na ciência. Há casos e casos. Estudemos. Isso também é a História a avançar.

O que aborrece um santo é a pessoa ver-se, nestes casos, e no bendito artigo 13, sempre do lado dos velhos contra maneiras novas de ver as coisas. Põe-me doente ver que estou do lado dos conservadores, e mais doente ainda ver que ninguém se rala com isso. As pessoas entram numa certa idade em que não vale a pena dizer nada, porque já não mudam de opinião. E não mudam porque puseram uns óculos que alguém lhes deu quando andaram na escola e acham que nada mais avançou. É patético, minha gente da geração de 70. É como desprezar os coletes amarelos e entender todos como violentos. Disseram o mesmo daqueles rebeldes estudantes que em 1968 foram para as ruas.

Estamos tão errados ao não tentar perceber ideias novas. 

E só para rematar, veja-se como, por exemplo, a Junta de Investigações das Colónias, nascida nos anos 30 para estudar o que passava por lá - botânica, por exemplo - passou a Junta de Investigações do Ultramar em 1963 e a Instituto de Investigação Científica Tropical, já nos anos 80. Porque isto do politicamente correto da linguagem é uma praga do século XXI. #sóquenão.

 

Wuant. O Artigo 13. O mundo

Estamos velhos. Não entendemos. 

O vídeo: 

Tem imensas incorreções e falsos alarmes, mas um ponto importante: fala do que interessa às pessoas de uma geração mais nova. 

A notícia do DN: O fim da Internet? Como um Youtuber lançou o pânico entre as crianças

A resposta de Wuant:

Again, muitas incorreções, muita coisa pela rama, mas uma coisa importante que andamos a ignorar - uma linguagem, uma abordagem que é aquela que a minha filha precisa. 

Senhor, faz com que eu não seja essa "mãe funkeira" que envergonha as crianças. 

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