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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Uma luz que acende outra

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É difícil perceber, eu sei. A mim também me custa, vindo da posição crente-não crente-agnóstica-agnóstica que prefere acreditar-rendida. Muitas pessoas descrevem a sua relação com Deus como um lugar de certezas. Crentes e não crentes. Tem sido muito difícil viver na posição do crente que não é místico. Não preciso de milagres para acreditar, por exemplo. Não vou a Fátima e me emociono porque uma senhora apareceu a três pastorinhos há 100 anos. Estou a simplificar a coisa de propósito. Não concebo que se viva sem prova científica, logo duvido destes milagres e, ao mesmo tempo, não preciso de provas para saber que Deus existe. Deus existe porque acredito nele. Acredito que trouxe à Terra alguém capaz de divulgar a sua missão, uma missão de paz e partilha, que constitui exemplo para todos nós. Não vivo obcecada com a ressurreição, pois é suficiente mostra da minha eternidade (e de todos e de tudo), o mero facto, cientificamente demonstrado, de sermos feitos de átomos que se combinam de múltiplas formas. A minha alma é a minha memória e é o simples facto de acreditar ou duvidar que me inclui nos crentes. É preciso acreditar em Deus para não acreditar. Esta é a minha narrativa, adere na substância ao entendimento que dela faz a Igreja Católica. É por dever de humildade que não digo que sou católica. Por isso e porque continuo a não arranjar tempo para ir à missa, o que uma patranha de preguiçoso porque arranjamos sempre tempo para as coisas que queremos, importantes ou não, retirando das coisas que não estão no nosso radar.

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Fui à procissão das velas na noite de 12 de maio. A energia gerada por milhares de pessoas que desejam o mesmo - sobretudo quando desejam coisas muito boas para todo o mundo - comove-me. Sempre teve esse condão e sempre terá. E depois a mensagem de paz e partilha, lá está, esmaga-me. Uma luz que acende outra, que acende outra, que acende outra até todas ficarem iluminadas... Não sei se dá para perceber quão grandioso é isto.

Apesar de até agora só ter falado em vestidos de comunhão, não assisto de camarote a este passo da vida da minha filha como de nada tivesse que ver com isso ou como se não precisasse de instrução religiosa. Para mim também é um caminho.

Rehab de comédias românticas

Tudo começou na semana passada, quando vimos Marcelo Rebelo de Sousa dançar em Moçambique. Parecia uma cena de "Can't Buy Me Love", filme que encontrei disponível (inteiro) no youtube e que me dediquei a ver, como se não tivesse mais que fazer (por exemplo, dormir). Seguiu-se uma comédia romântica com Justin Timberlake e Mila Kunis que é agora casada com Ashton Kutcher, que, por sua vez, fez o mesmo filme com Natalie Portman. A recomendação seguinte era um com Anne Hathaway e Jake Gyllenhaall, mais conhecido como uma dos cowboys de "Brokeback Mountain", e agora estou a ressacar porque o netflix não tem mais nada de jeito para me recomendar e, por isso, e só por isso, voltei a fazer posts.

Contratos de associação, mais dúvidas

6 - Porque é que as pessoas não podem escolher sem constrangimentos a escola onde querem inscrever os filhos, de acordo com as suas necessidades: fica mais perto de casa; fica mais perto do trabalho; fica mais perto dos avós; fica mais perto do ginásio... enfim... Claro que isto põe um problema: onde construir escolas e, claro, cabe ao Estado garantir que existe uma rede pública, mas, bom, durante muito tempo eu preferia que as miúdas andassem numa escola perto do trabalho a que frequentassem a creche mais perto de casa.

7 - E no caso de podermos escolher livremente onde inscrever os filhos, como seria feita a seleção: pelas notas? pela proximidade à escola?

Dúvidas e mais dúvidas...

Conjunto de dúvidas sobre contratos de associação

Antes de formar uma opinião sobre este assunto preciso de encontrar resposta para estas perguntas:

1 - Das 79 escolas com contrato de associação, quantas são as que prestam um serviço que duplica a oferta existente obrigando a pagar duas vezes pelo mesmo serviço? Quero ver esta pergunta respondida.

2 - Leio em vários sítios que existem 1500 escolas privadas. Ora, se 1421 colégios que não têm contratos de associação o que leva estas escolas a fazerem tanta barulheira?

3 - Hoje, uma crónica de Luís Aguiar-Conraria pôs-me a pensar numa coisa: não deverão ser precisamente os colégios privados que estão em localidades em que existe um privado a sobrepor-se a uma escola pública, e a ser pago pelo Estado, a queixar-se? (o texto do articulista é este: http://observador.pt/opiniao/autor/luisaguiar-conraria/)

4 - Podemos, com verdade, garantir que estas escolas não estão a selecionar os seus alunos com vista a terem os melhores, os mais certinhos ou os que têm pais que oferecem mais garantias de o fazer?

5 - Mas, por outro lado, pessoas sem dinheiro mas com aspirações, filhos inteligentes e com ambição, devem ser mantidos em escolas com resultados piores porque a média é baixa assim limitando as opções destes crânios? Embora os estudos nos digam que pais com melhor situação socio-económica têm tendência a ter filhos com melhores resultados também sabemos que pais mais atentos também conseguem ter melhores estudantes. Portanto, ao misturarmos todos os alunos de uma escola problemática não estaremos a impedir o acesso de oportunidades de um provável bom aluno. Onde é que queremos a igualdade de oportunidades? O que é a igualdade de oportunidades?

Mãe, guarda o ursinho e a chucha no meu quarto

As famosas palavras de pequena Francisca quando a deixei esta manhã na escola. Voltei logo a casa para deixar os elementos supracitados em cima da cama, à espera da responsável dona. Três anos que este meu bicho tem. Estava tão grávida dela quando o Bruce Springsteen veio a Portugal da última vez...

 

Um dia vamos lá. O outro lado do mundo, de comboio

Diz que é a viagem de comboio mais comprida do mundo. E começa em Portugal. Há uns tempos estava em todos os murais e fixei-a mas não guardei a informação. Hoje revi-a e pensei: não é tarde nem é cedo. Está guardado o link (http://amaiorviagemdecomboiodomundo.com/quanto-custa-esta-viagem/). É para reforma, António. Antes ou depois da Route 66? Antes ou depois da Argentina?

Gostava de ir ver o Benfica, gostava, mas estou de castigo até ao fim da época

Não sendo uma adepta daquelas que vão para o estádio com vestidos feitos de bandeira, gosto de ir ver um jogo ou outro. Pois bem, esta temporada fui a ZERO jogos. No de início de temporada, porque não tem interesse nenhum. Além disso, fazia parte do clube de fãs de Jorge Jesus e até ao Natal chamei Rui Derrota ao treinador do Benfica. (O que é que foi? É verdade!, como diz a Madalena).

Mas à medida que o fim se aproxima, entra a nervoseira e a vontade de ir apoiar. Esta equipa precisa. Notando a ausência de convites do esposo, e achando que ele estava a incumprir nos seus deveres matrimoniais, fui eu que trouxe o assunto à baila. Ao que o esposo responde que nem pensar, pois parece que dou azar. Eu, uma pessoa que estava na Luz quando o Benfica ganhou ao Manchester (uma coisa completamente improvável), agora é pé frio.

A explicação, existe uma, remonta a 2013 (coisa pouca, portanto!).

Galvanizados pelos resultados e acreditando que íamos ganhar tudo naquela partida, quando ainda faltavam três jornadas do fim, o António telefonou-me na manhã daquele 6 de maio (esta parte fui ver à net) e disse: "cometi uma loucura, comprei bilhetes para o Benfica-Estoril". A loucura foi o preço. Eram uns bilhetes em ótimos lugares e valor condizente. Lembro-me que ultrapassava os 100 euros (depois digam-me que entrar em museus é caro) e lembro-me bem de ter falado sobre o desempenho arrasador do Benfica com o taxista que me levou ao Colombo. Ele dizia: "é impossível perder com o Estoril". Não perdemos, empatámos. E o Carlos Martins foi expulso. O titulo ficou logo ali mais longe, mal sabíamos nós que ainda íamos perder jogos aos 92 minutos. 

A saída do estádio ficou-me na memória -- uma marcha fúnebre. Esperava que isto fossem já águas passadas, mas não. Num bai dar, como diria Teixeira dos Santos. Empatámos uma partida decisiva há três anos (repito, três anos), estávamos juntos, logo demos AZAR. É a ciência a comandar a vida, claramente.

Avisei agora que estou a escrever sobre este importante assunto e diz o esposo: "se queres ir, vai tu. Eu não vou. Não quero passar por isso outra vez". Agora já é por causa dos nervos...

Estou farta de me rir sozinha com este assunto. Como é óbvio. Mas depois há uma coisa pior.

É que euzinha já não quero ir. Porque se perdermos de forma estúpida, ainda posso ter sido eu e não me apetece. Eu sei (sei mesmo, palavra de honra, não sou maluca), que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas...

... na dúvida, É MELHOR NÃO IR.

Ri-dí-cu-lo. Estou a um passo de fazer um vestido com a bandeira.

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Claude Monet, "Wild Poppies" (1873)

 

Ponto de fuga #1. Roda Lume

 

Diz-se que foi o primeiro vídeopoema alguma vez feito - 1968. O autor é um português: E. M. Melo e Castro. Todos os dias me surpreendo com a quantidade de coisas que desconheço.

(Trabalhos seus podem ser vistos a partir de amanhã, e até 21 de agosto, na exposição "Matter Fictions" no Museu Berardo)

 

Trabalhar com afinco

Acho que faço parte daquela geração que acreditava que bastava ter dom para ser um futebolista da primeira divisão, bailarino ou tenista. Bastava ter jeito para escrever ou desenhar e podia ser-se escritor ou pintor. Estava tudo errado, tudo, nessa maneira de pensar. Podemos ter talento para uma arte, tarefa, qualquer coisa, mas, sim, é verdade, há que reconhecer 99% é trabalho e praticar o suficiente para obter um resultado. A prova provada do que digo chama-se António Casalinho, tem 12 anos e foi a Nova Iorque buscar o prémio de melhor junior (12-14 anos) do Young America Grand Prix de ballet. [note to self: melhorar, também, este aspeto].

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