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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Tenho de lhe dar crédito. É ajuizada

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Uma tarde das férias, 6 de Agosto para ser precisa, enquanto as manas e o pai faziam a sesta, a Madalena e eu descemos ao bar do hotel com o saco dos cadernos e lápis – os únicos brinquedos, para lá dos de praia e dos tablets, que autorizei nas férias. Numa rara e espectacular conjugação cósmica de boa disposição, luz natural, sumo de laranja e paciência, pedi à Madalena para fazer exercícios de matemática. Um, depois outro, e ainda outro, e entretanto foi ela, ELA, que pediu para fazer mais uns quantos. Com uma rapidez e concentração que deixaram a pobre é velha mãe atordoada. Caramba, ela tem mesmo uma cabeça bem mobilada. Fez. Fez bem. Fez depressa. Fez certo. Fez direito.
(Devia ser sempre assim, não é? Acompanhar os trabalhos bem é assim e era assim que me apetecia que fosse todos os dias. Sentava-me à frente a dar orientações muito simples no exato momento em que ela precisava. Nunca respondia “deixa-me só acabar de fazer o que estou a fazer e já te respondo”. Um dia tão lindo como este também traz um dilema. Para quê insistir com os trabalhos de casa nas férias se depois lhe basta uma tarde e vejo que é capaz? Afinal não se esqueceu de nada e vai lendo o que encontra por aí. E quando estou quase, quase a achar as férias são para manter a mochila fechada bate-me de frente a vida real: muito esforço, boas notas, mais confiança. Mantras dos meus afilhados.)
As conquistas são cada vez mais subtis aos sete anos: subir as escadas íngremes do escorrega da piscina da Praia das Maçãs. Deslizar por ele uma e outra vez, uma e outra vez ou saltar da prancha grande e fazer quase tudo isso sozinha porque os primos são mais velhos ou estão noutra. Apeteceu-me chamá-la mil vezes para se sentar ou ficar ao pé de nós na piscina ou dizer "não, não vais" para acalmar os mil medos que tinha mas é isso que distingue os pais excelentes dos bons pais, não é o que dizem os livros? Respirar fundo e pensar. No fim das contas, por mais pomposo que isto possa parecer, tenho de concluir que aquilo que a deixou mesmo feliz foi poder divertir-se, achava ela, por sua conta e risco. Confiar também faz crescer.

PS: Por respeito ao muito que já estava a fazer, aceitei quando a Madalena me pediu para descer no escorrega uma vez (gritei!!!) e saltar da prancha. É dessas coisas que fazes apenas por amor. Estava cheia de medo.

Abrir o álbum das férias

Pé no acelerador até ao nosso destino preferido no Algarve: a Praia Verde.

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Dizíamos sempre que queríamos encontrar um sítio onde criar raízes nas férias e acho que é este.

Este ano, aproveitámos para ir conhecer Cacela Velha e ver ao vivo se a Praia da Fábrica é a mesmo a melhor do mundo.

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Deslumbrámo-nos com as vistas da serra algarvia. 

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Numa atribulada viagem de carro em que a Quica vomitou (malditas curvas), fomos até ao Meo Sudoeste ver os D.A.M.A. (Deixa-me Aclarar-te a Mente, Amigo). Proposta nossa para a Madalena, fã da Balada do Desajeitado. E se não houvesse música não fazia mal, porque andámos na roda gigante (sempre um must!) e no comboio fantasma.

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Tirámos a nossa (já) tradicional foto de família em Ayamonte.  

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E ainda iamos a meio...

Na segunda semana, demos o obrigatório passeio pela Ericeira com paragem nos Queques Gama e no Jogo da Bola para que as miúdas andassem de "pão de forma". Não pode falhar.

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A Quica quis ir a conduzir.

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Fomos ao Museu Arqueológico, à Piscina da Praia das Maçãs, e no último fim de semana ainda fizémos mais 300 quilómetros até ao Porto.

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Se pudessem até os posts no Facebook controlavam

Pausa nas maravilhosas férias para notar como o Facebook acentua uma característica da vida real, de sempre, de todos os dias: algumas pessoas fazem coisas - tiram selfies, mostram imagens dos filhos ou dos animais, põem citações, paisagens belas, músicas, comentários políticos, os seus sucessos nas corridas - outras pessoas criticam as pessoas que tiram fotos e partilham as suas coisas, este "as suas coisas" é muito importante.
Uns fazem, os outros criticam quem faz. E hoje abro uma exceção para criticar este estilo de vida só para deixar claro que me deixa feliz ser uma pessoa que se alegra com as maravilhosas férias dos meus amigos no Facebook, ver os seu filhos crescerem, solidarizar-me com as suas tristezas, fazer like quando correm muito.

Aquela semana pela qual espero o ano inteiro

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Portanto, estamos de férias. Diz que o desemprego caiu (ou não), que faz um ano de Novo Banco (e ainda não foi vendido) e 70 anos de Hiroshima. Tão longe isso tudo. Lisboa e o Japão...
Já jantámos maravilhosamente (À Terra), já fomos embarretados (Vila Real de Santo António), já almoçamos como reis na Casa Velha, com direito a mousse de alfarroba e tudo. Já fomos à praia com pranchas e sacos de baldes. Já fizémos um lago. Já demos mergulhos na piscina. Já andámos nos carrosséis. Comemos gelados bons no Arco, em Altura. Está a passar a voar. Caramba.
PS: Estes inomináveis montaram um ginásio de um ano para o outro é deixaram-me sem condições de não fazer exercício. Fui segunda e quarta. Amanhã volto à carga.

Até no desfralde se vê que a Francisca é do outro mundo

Por uma vez, compensou ser uma preguiçosa. Começámos a tirar as fraldas à Quica na segunda-feira e, hoje, sete dias depois, acho que já se pode dizer que a miúda deixou as fraldas. Os acidentes são raros desde o primeiro dia e, se não fosse por mais nada, porque a Quica simplesmente não quer usar fraldas. Um objeto que lhe era tão caro há uma semana, agora parece ter peçonha.

Acidentes conto três (para já). Um deles muito chato, em casa da minha vizinha (peço desculpa!); outro no chão do quarto; outro à porta de casa. De resto, é levá-la à casa de banho e fazer uma grande festa quando a coisa se dá. Adora.

É uma das recomendações do livro "Acabar com as fraldas e com o Chichi na Cama" que me chegou às mãos na semana passada. Dada a minha total ausência de vontade para o fazer, não me fiz de esquisita e fui lê-lo de cabo a rabo.

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A autora, Olga Reis, começou a ganhar o meu coração  quando diz que é preciso a criança estar preparada e os pais estarem preparados. E, sobretudo, quando diz em letras bem marcadas que NÃO É PRECISO TER PRESSA.

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Como em muitos outros assuntos da parentalidade, quase tudo, estamos sempre a tentar antecipar marcos evolutivos. Como se o facto de os nossos filhos serem capazes de atingir essas metas nos garantisse que as crianças são realmente normais. Infelizmente, essas conquistas não dizem tudo. E, ainda por cima, dão ansiedade.

Por cada pessoa que me diz que o filho tirou as fraldas ainda na maternidade (exagero, claro!), gostava de ter aqui ao lado a minha prima Elsa. Dois filhos, zero tempo ocupado a desfraldar. Simplesmente, esperou. Esperou o tempo suficiente para serem os filhos a dizer que não queriam usar fraldas. Nada de "porcalhão" (coisa que a autora do livro também rejeita), nada de andar com a esfregona.

É um plano que arrepia muitas pessoas mas que a mim me parece brilhante, embora não tenha conseguido ser (completamente) imune às pressões. A geração dos avós está sempre morta por ver os netos sem fraldas, mas é preciso lembrar que quando nós tirámos as fraldas elas eram de pano. Mais valia um chichi no chão do que mais um quadrado de algodão para lavar. Mas a nós... Que transtorno nos causam as fraldas descartáveis?

Ter esperado mais tempo do que esperei com a Madalena e a Teresa poupou-me a canseira de andar sempre a limpar e a canseira mental de estar sempre com medo que ela fizesse chichi nos piores sítios.

O que planeava fazer -- levar ao WC regularmente e fazer uma festa por cada ida vitoriosa -- eram conselhos do livro, por isso, o método foi quase instintivo. O único conselho que não segui foi o de começar por fazer treino no bacio. É como os adultos e mais nada. Esta é a parte em que, eu, mãe orgulhosa, acho que ela é um prodígio. Tão crescida, tão responsável, o meu bebé-quase-a-deixar-de-ser-bebé.

Portanto, ainda não está tudo feito, mas vamos no bom caminho.

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