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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

20 coisas que me podem oferecer nos anos

Vamos interromper os posts fofinhos por uns momentos. Já nem eu me posso aturar com tanta coisa queridinha. Entremos, pois, nas questões materialistas. Falta pouco mais de uma semana para Grande Aniversário e sei que há grande expetativa desse lado (cof, cof, do lado do marido) para saber como me agradar.

1. Brunch no Pestana Palace ou pequeno almoço do Ritz.
2. Dormir até querer -- melhor presente de sempre.
3. Óculos Boho. Há naquela loja onde vamos aos sábados de manhã no Príncipe Real. Redondos. Lentes castanhas porque como não vou para nova preciso de graduá-los.
4. Mala camel Coach para sair à noite. Daquelas pequeninas.Também pode ser Chanel se ficar mais em caminho.
5. Fazia-me jeito um cinto camel. Há giros na Massimo Dutti.
6. Saco grande Longchamp Le Pliage. Azul escuro ou pedra. Asa de pôr ao ombro (muito importante). Também aceito esta.
7. Lenço Hermés. Se temos um carro sem tejadilho, posso brincar à Grace Kelly.
8. Viagem a Bilbau para ir ao Guggenheim.
9. Roupa boa e gira para correr. Há uma marca muito gira no El Corte Inglés, cujo nome não me recordo (tenho de perguntar à Mónica). Mas Adidas e Nike está muito bem. :)
10. Qualquer coisa de cosmética que diga no rótulo Nuxe Prodigieux.

11. a 20. Qualquer coisa da Hoss Intropia. Gosto de tudo. Tamanho 36 ou 38 (sim, também é ótimo para a auto-estima).

Agora dá-se o que caso da miúda comer carne sem destino


A Francisca adotou um estilo de alimentação a que chamo de "dieta monotemática".
Consiste, basicamente, em comer apenas um alimento de um prato.
Ou come massa. Ou come carne.
E vamos falar da carne em particular.
A minha criança descobriu, para meu grande nojo, as delícias do frango.
Agora come frango com gosto e satisfação.
E no domingo alambazou-se aos pregos da sua ia Inês como se estivesse rota.
Comeu mais carne do que a Teresa. Para além do que tinha no prato ainda debicou do nosso.
Um campeã.
Mas arroz?
Arroz não. Isso já é muita confusão.
A não ser, claro, que estejamos num cenário de chantagem, como lhe fez a educadora há uns dias.
"Quica, não come gelado se não comer o almoço".
E então foi carne, foi arroz, foi cenoura e mais houvesse.
Quem diz mal dos terrible two's não sabe o que diz. Que bom é eles descobrirem que existe punição! (Contém ironia)

Rumo aos 39. Dia 15

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O Palácio de verão do Marquês de Pombal abre ao público na próxima segunda-feira, dia 22, e é um bombom para quem gosta de monumentos e jardins. Escrevo no DN sobre o muito que há por ver nesta casita charmosa em Oeiras que o senhor herdou do tio e mandou reformar. Era uma déspota e fez tudo para que se percebesse que era um déspota, mas levou coisas lindas para este jardim e para este edifício, inspiradas em Versalhes. Ainda bem que ele passou mas o sítio não. Como a visita era especial apareceram personagens, duas, trajadas à época (foto em cima).

A melhor notícia de todas é que a entrada é gratuita no primeiro mês. Mortinha por lá ir com as miúdas (porque ontem encheu-me as medidas).

 

Rumo aos 39. Dia 14

Camarões. Secretos de porco preto. Pregos. Pão com manteiga de cabra. E com queijo. A Inês salvou o dia chuvoso com um jantar que deixou as minhas filhas felizes e a mim muito contente. Contribuímos com os caracóis. Que lanche ajantarado de verão pode passar sem eles? PS: Tenho reparado que as coisas que mais gosto de fazer estão muito ligadas a comida. Isto deve querer dizer alguma coisa. Tipo: sou a feliz a comer. O maior pecado dos tempos modernos.

Rumo aos 39. Dia 13

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A corrida de Santo António foi um suplício (só a terminei por saber que havia água na meta) e faltava-me uma corrida para poder dizer que o mês está a ser em cheio. Foi a Marginal à Noite. Como não tinha chip parti de um grupo mais atrás e fiz a corrida totalmente sozinha (o que foi uma novidade). Como também não queria gastar a bateria toda do telefone tirei uma foto no início.

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Fiz as contas no caminho. 8 x 6 = 48. Oito quilómetros a 6 minutos por quilómetro. Se chegasse à meta aos 50 teria feito 48 minutos e um tempo muito bom. Mas não. O relógio marcava 45 m e 55 s à chegada, o que quer dizer que fiz tudo em 43 minutos. Não tenho palavras. E quando terminei quase não tinha pulmões, nem coração.

Na meta encontrei O Arrumadinho. Gosto sempre de ver o Ricardo quando vou correr. Coitado, ele nem sonha nem tem culpa nenhuma mas lembra-me sempre o quanto tempo perdi numa vida sedentária e como estou no trilho certo e como não posso desistir. É um lembrete. Não pares, não pares! Trabalhei anos costas com costas com ele, lembro-me de ele falar em exercício, lembro-me de ser tão pouco regular nas idas ao ginásio, de ele dizer que 15 minutos a correr se fazia perfeitamente, de ter parado completamente e agora corro. Corro e corro 8 quilómetros em 43 minutos. Sinto que a força está comigo! :)

A minha parte favorita da corrida foi a viagem de comboio com Inês e su muchacho. Para lá porque não conseguíamos atinar com a primeira carruagem para irmos juntos, para cá porque fomos recebidos pelo meu esposo e fomos repor energias com sushi, ostras e Gin. Que boa vida!

PS: Post com figuras tristes no Mercado da Ribeira (não sei como, vou lá sempre parar).

Rumo aos 39. Dia 12

Nota mental: Pedir folga ou férias para a próxima véspera de Santo António. Uma pessoa não pode fazer os "Santos" como outra noite qualquer. Pois que saímos de casa às 21.30 com a intenção de dar uma volta a pé, não havia nada e fomos a Santos, pareceu-me adequado, e a Teresa e a Francisca adormeceram no entretanto. Não é que não tenha sido giro, que foi, especialmente para quem não estava com espírito para se meter em confusões (é que não estava mesmo), mas fiquei a pensar que tinha de me preparar melhor. Em todo o caso, adoro arraiais e o que se faz nos arraiais. E adorei os resultados das marchas. Um dia ainda vou ver a malta a descer a avenida ao vivo e a cores.

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Esta é a marcha dos mercados a preparar-se para descer a avenida.

 

Mas, por acaso, com esta coisa de viver primeiro e contar depois esqueci-me do melhor de 12 de junho: Sónia e Vânia. Obrigada.

 

Rumo aos 39. Dia 11

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Mais depressa se encontra a inocência de Ricardo Salgado e Sócrates, juntos, do que eu consigo tirar uma foto focada. Fica a imagem possível de uma bonita salada asiática de couscous com queijo de cabra. O que é isto tem de sabor oriental? Não sei, mas estava bom. Talvez por causa da companhia. Obrigada à Mónica por ter partilhado a refeição comigo. Sempre um prazer, minha amiga.

Rumo aos 39. Dia 10

A bem dizer não me aconteceu nada de especial a mim. Às minhas filhas sim, porque foram ao Ludopólis com o pai e, ouvi dizer, quase foi preciso desligar os insufláveis para as arrancar de lá. Isso também me faz feliz e conta como coisa boa.

Rumo aos 39. Dia 9

Tinha curiosidade para ouvir ao vivo a Mum's The Boss e finalmente esta semana os astros alinharam-se. Não sou uma leitora atenta do blogue, mas gosto de ler sobre parentalidade e, como em tudo, acho o que saber não ocupa lugar. Não vou porque me esqueço, mas quado o faço retiro sempre qualquer coisa. À palestra achei que devia ir com o espírito aberto e desejosa de ouvir coisas novas sobre como educar as crianças, ouvi falar de como não devemos sentir culpa por fazermos coisas que nos dão prazer e saí de lá com alto peso nos ombros. Passou-me depressa porque tinha uma sardinhada combinada no arraial mais cool da cidade (segredo só meu porque nem quero imaginar como aquilo vai estar na véspera do Santo António). É o que me vale! Porque no meio disto tudo, fiquei a pensar, tudo se resume a pensar cinco segundos antes de dizer parvoíces e ter mais tempo. Sobretudo, ter mais tempo (e sinto-me culpada de não ter mais tempo).

A perspetiva da Magda Gomes Dias, psicóloga, é interessante. Defende a criação do vínculo, da responsabilização das crianças (passar-lhes a bola das decisões), de fazer pequenas mudanças. Coisas tão simples como dizer "vais chegar a casa da avó e dar dois beijinhos" em vez de "porta-te bem". E eu, posso estar a ser uma otimista, acho que seria capaz de pôr em prática o que ela diz. Falar positivo, manter a relação bem oleada, ter calma. Com mais tempo. Por exemplo, em vez de acordar em cima da hora de manhã e acabar aos gritos, deitar mais cedo e dar-lhes mais tempo para irem ao seu ritmo. É nisto que me sinto culpada.

Por acaso até se falou de culpa. Esse sentimento que pode acontecer quando estamos a fazer alguma coisa que gostamos muito e na qual não incluimos os nossos filhos. Eu já passei essa fase e, a bem dizer, nunca passei bem por ela. Ainda que saiba que ela existe. E que existe toda uma geração da idade da minha mãe que acharia muito bem que isso acontecesse. Sinto-me sortuda por ter nascido numa época em que nem todas as mentes pensam assim. Mas esse não é a minha culpa. Não sinto culpa de fazer coisas que me deixam feliz porque passo uma boa energia às crianças sempre que o faço. Sinto-me culpada do contrário. De me deixar assoberbar por coisas infinitamente menores que me tiram tempo para ser uma mãe melhor.

[Apesar de ter tido que sair mais cedo, foi bom ouvi-la e poder ficar a pensar nisto. Vale sempre a pena ouvirmos o que os outros pensam.]

Rumo aos 39. Dia 8

2420 gramas. Tudo o que precisamos para saber que o mundo é um lugar que vale a pena. 
A Júlia, filha de dois amigos que adoro, nasceu na madrugada de domingo.
É linda e perfeita. Parecida com o pai de olhos fechados, igual à mãe quando os abre.
(Vai ser difícil superar este presente)


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