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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Rumo aos 39. Dia 21

Estou indecisa sobre o melhor do dia em que o verão chegou:

Correr 10 quilómetros numa hora, as sardinhas assadas e o quindim de coco ao almoço ou ter de despir umas calças porque simplesmente estavam demasiado largas na cintura.

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Rumo aos 39. Dia 20

Estamos a dizer "até já" às obrigações deste ano letivo. Abrimos o tejadilho do carro e apanhámos vento calor na cara.

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 A Madalena inventou multas de trânsito para quando a mãe passa dos 50 km/hora.

Rumo aos 39. Dia 19

Eu sou dessas pessoas que guarda memórias espectaculares da escola primária. Lembro-me de professores e colegas, do cheiro da cantina, de fazermos casinhas com pedras no pinhal. O meu único lamento é que as minhas filhas não possam andar na mesma escola. De certa forma, quando escolhi a escola, essa era a referência: um sítio que se aproximasse daquele que me fez feliz. Não me importam tanto os métodos, não sou especialista no assunto, acho que todos podem funcionar desde que haja empenho. E, quase sem crer, ou não, encontrei esse sítio. Tenho essa certeza quase todos os dias, quando as entrego.

Nessas horríveis semanas que tinha de fazer no ano passado, em que quase não dormia e quase nem raciocinava e me perguntava "para quê? para quê? para que estou a fazer isto?", a minha família ajudou (ajuda sempre) mas a escola também serviu para manter a bússola a apontar para o norte.

Este ano, a Madalena aprendeu a ler e a saber o que é responsabilidade, a Teresa começou a escrever o nome e a desenhar pestanas nos seus bonecos, a Quica descobriu algum prazer em comer. Fazem amigos. Correm para eles quando os encontramos na rua. Vão felizes para a escola. Têm aprendido a ser boas cidadãs e a estar atentas ao próximo. O que podia pedir mais?

Não estou a pintar cenários cor de rosa. Há obstáculos, claro. Mas quase tudo o que importa às minhas filhas está naqueles metros quadrados em que elas passam a maior parte do ano e pensei muito nisso na festa da escola, na sexta-feira (um dos dias mais intensos do mês, talvez do ano), Como agradecemos às pessoas que cuidam dos nossos filhos?

Passámos três horas sentados a ver toooodas as crianças e as suas proezas. Vimos pequenos prodígios do canto, da dança, da representação (há pessoas que nascem mesmo com a veia artística). Foi emocionante. E quando digo que desatei a chorar ainda antes de eles entrarem em palco, é verdade. Choro de emoção porque sim, porque me comove a dedicação que as pessoas põem em coisas que lhes custam mas que vão fazer os outros felizes. Crianças e adultos.

Como é minha gente? Tudo inscrito para a TSF Runners? E para o passatempo?

Quem ainda não se inscreveu para ganhar um dorsal para a melhor corrida de 10 Km da temporada só tem de clicar aqui e fazê-lo. Tem até 26 de junho. Não me obriguem a vir aqui todos os dias falar disto que eu tenho mais que fazer!

A corrida é no dia 5 de julho, às 09.00, em Belém.

Se não vos convence a minha prosa, no site da TSF e no site da TSF Runners estão todas as informações.

PS: A madrinha da corrida é a Jéssica Augusto, aquela pessoa que depois de anunciar ao mundo que ia ser mamã, postou uma foto de uma corrida de 6 Km e a seguinte legenda: "Agora não posso correr". E que, entretanto, já foi mãe.

Rumo aos 39. Dia 18

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"Queres vir com a mãe ao Continente?"

Às vezes é muito fácil fazer uma criança feliz. Ela veio para casa descansar nessa tarde. A atriz precisava de arrefecer as ideias sob pena de não conseguir subir ao palco no dia da festa da escola. Ia passar o dia no sofá com o iPad na mão, estava-se mesmo a ver. Nem hesitou quando a convidei para ir ao supermercado.

Ofereci-lhe uns calções da Primark, para substitutir a saia que fez o favor de riscar de caneta na viagem de carro, enquanto fazia desenhos (está viciada!), e uns anéis. Pôs todos nos dedos. :)

Almoçou à minha frente como uma pessoa adulta e ficou a debicar na comida enquanto ouvia a conversa na mesa ao lado.

Deixei-a andar num destes carrinhos com cestinho. Ela gostou mas achou frustrante que não virasse com os movimentos de volante.

O momento alto foi ajudar a escolher fruta.

Foi perfeito. Pelo menos para mim.

Rumo aos 39. Dia 16

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Ver, em primeira mão, e com os artistas ali mesmo ao lado, os trabalhos preparados pelos finalistas do Novo Banco Photo (formely BES Photo, como agora aparece nas transferências bancárias) para a exposição que inaugurou esta quarta-feira, dia 17, no Museu Berardo. Seja porque já fui a umas quantas apresentações, seja porque o prémio é mais escrutinado hoje (à boleia do que se passou com o BES), a verdade é que esta edição é a minha preferida até agora. Pela qualidade e pelo conjunto. Os trabalhos são individuais mas há um fio condutor.

Não sou ninguém para fazer recomendações, mas começaria pela última sala, pelo trabalho do brasileiro Ayrson Heráclito, que une as duas margens do Atlântico escravizado com um ritual de mãe de santo, o sacudimento. Fá-lo na Baía e na ilha de Gorée, no Senegal. E fá-lo em Portugal, um dos países protagonistas deste "holocausto", como ele lhe chama. Onze milhões de pessoas foram levadas de África para o continente americano. 

Não estou a dizer que seja agradável falar destas coisas mas é preciso falar. A frase assenta que nem uma luva ao caso mas infelizmente não é minha, é da Ângela Ferreira, autora do projeto que está na segunda sala. Ângela nasceu em Moçambique e estudou na África do Sul. Veio viver para Lisboa nos anos 90 com 30 anos e ficou boquiaberta com a ausência de discurso pós-colonial que está presente no seu trabalho.Põe fotos do antigo ministério do Ultramar ao lado de fotos do Museu de Etnologia. Passa os filmes das expedições do etnólogo António Jorge Dias e da mulher, cineasta, Margot Dias. Percebo-a, mas volto atrás. Pois se nem somos capazes de resolver uma coisa que já tem 300 e também mudou a face do mundo. 

O terceiro e último finalista é o angolano Edson Chagas, que vive e trabalha em Luanda. Hoje. A suas fotos, desertas como a lua, podiam ser em qualquer parte. Fecha-se o círculo.

 

Adoro quando um dia parvo dá a volta por cima

Eu abri isto para escrever que há dias que são 100% merdosos (pardon my french). Hoje ainda nada me tinha corrido de feição. Aquele texto que gostas. Aquele telefonema que te sai à primeira. Caramba, nem as miúdas consegui levar a horas à escola. Felizmente, sou uma pessoa que se contenta com pouco (desde que não estejamos a falar da wishlist de aniversário, como é óbvio) e tem uma sorte descomunal. Fui ao mail e... tcharan... aparece aquele RE: que tanto esperava e, lá dentro, boas notícias. Finalmente.

Estou doida, estou maluca. Vou sortear um dorsal para a TSF runners

Perdi a cabeça e vou fazer um passatempo.

Vou sortear um dorsal para a corrida TSF Runners, dia 5 de Julho.

E porquê a TSF Runners?

Por quatro razões, todas sentimentais:

- Porque é organizada por um meio de comunicação social, para mais da empresa em que trabalho, e por isso tenho-lhe carinho.

- Porque na primeira edição fui a caminhar e só fiz 5 km e agora quero igualar o recorde de 10 km em 56 minutos da corrida da Estefânia.

- Porque tenho connections ao mais alto nível com o diretor da rádio, que é padrinho da minha mais velha. Depois de ter passado dois anos a dizer "para quando uma segunda corrida"?, acho que está na hora de contribuir com qualquer coisa.

- Porque é uma cereja no topo do bolo para a Bárbara Baldaia, que faz o TSF Runners e pôs no mapa um hobby que está a melhorar a vida de muita gente. E ainda por cima o programa é bom.

Podiam ser 10 dorsais? Podiam! Mas o meu compadre Baldaia diz que isto é uma iniciativa comercial e tem razão. Tendo em conta o estado da comunicação social é mais que justo.

Mas há um dorsal. E vou entregá-lo com muito gosto.

Agora, vá, envergonhem-me a cara e não participem...

Esta noite espeto aqui um random.org (ferramenta que ainda nem sei como funciona) para todos vocês, centenas de milhares de pessoas, que querem dar o corpo ao manifesto.

Mais informações em TSF.pt e TSF Runners.

 

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