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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Chegou, chegou... e até me esqueço das dores

O Cristiano Ronaldo disse numa entrevista que desde que é jogador de futebol não passou um dia sem sentir dores. Eu digo o mesmo. Desde que corro, todos os dias sinto o corpo dorido. Umas vezes muito, outras menos, outras quase nada, outras tanto que preciso de tomar benuron. Tenho andado a queixar-me nos últimos dias de estar cansada de correr. E estou. Tão cansada. Mas não desisto. E sei que faço bem em não desistir quando começo a ver o frenesim de uma corrida que se aproxima. É como uma festa muito importante para a qual somos convidados!

Tudo para dizer isto: chegou o meu número de dorsal para os 10 km de Madrid.*

Estou em pulgas, caraças.

*A Meia Maratona estava esgotada. Damn!

Manobra de diversão

[Coisas mais ligeiras]

Troquei a escala de trabalho e pensei que ia estar mais tempo com esta miúda. Afinal, não :) 

 

Entretanto, coisas que guardei para ler:

o Freeganismo. Viver sem dinheiro e usar todo o desperdício?

A incrível história do fundador da cientologia, L. Ron Hubbard. Não ponho link porque, coincidência ou não, sempre que abro a notícia, o Firefox colapsa. Está na Business Insider.

Uma coleção de 5800 swatch vai à praça. 

Cábulas para entrar na última temporada de "Mad Men".

Os primeiros filmes de algumas estrelas de Hollywood...

... e como a filha de uma deles está a começar a dar que falar.

Levei um banho de realidade para abrir a pestana

A betinha foi parar ao bairro social para fazer uma reportagem sobre uma criança que, alegadamente, foi espancada pelo padrasto e morreu já no hospital. E quando uma pessoa pensa que já não vai ser pior, zás, descobre que a menina tem um irmão que estava cheio de hematomas e está internado. Suspeita-se de mais maus-tratos. Duas crianças da idade da Teresa e da Quica. É por isso que, apesar de ter chegado a casa à 01.00, apesar de não conseguir dormir, apesar de tudo e de só querer que elas dormissem descansadas, quando a Francisca chamou e me agarrou na mão fiquei ali deitada no chão ao lado dela, a dar mimos. Logo à noite já me passou, mas até lá nem quero ouvir falar de teorias da parentalidade nem de roupas de marca nem de artes nem de nada de nada. Se puderem ler, a história da Bia e do Carlos está na página 18 do DN. No site encontram um resumo suficientemente chocante.

El único fruto del amor es la banana

Bananas!!! Bananas!!! Obrigada à Susana e outra pessoa que fizeram o favor de lembrar que são perfeitas para quem faz exercício e muito fáceis de transportar.

Este post sobre açúcar trouxe ao de cima opiniões que julgava impossíveis. Esta, por exemplo:

"Por amor da santa ! os putos estão cansados,todo o dia na escola, fizeram desporto, tomaram banho, se não for o açúcar chegam a casa a dormir ! Nem tanto ao mar nem tanto a terra... comem Oreos todos os dias ? ou é nos 2 dias que vão a natação ? O Horror é não levar nada e o puto se ficar babado e com fome a olhar para os outros."

Começo pelo fim. Acho que ficar babado e com fome a olhar para os outros ainda não dá problemas cardíacos. Se estiver errada, avisem-me.

Nem sequer percebo como é que alguém pode defender conscientemente darem-se bolachas a estas horas aos miúdos. A sério, ultrapassa-me. Se me disserem que o fazem com o coração dilacerado, ok, aceito, compreendo. Até me identifico. Mas dizer que é normal dar oreos porque fazem desporto. Nem o Ronaldo come isso depois dos treinos, quanto mais...

Depois, alguém, espero que seja a mesma pessoa, diz que este post do blog Quadripolaridades "é que é reflexão". É um texto muito divertido, que é, mas acho que não defende que a malta se entupa de açúcar. Penso que é sobre as modas e como todas passam. Se estiver a defender que isto dos perigos do açúcar é só moda, lamento mas não podia estar mais em desacordo. Até pode ser que hoje andemos a falar sobre o açúcar mas desde que sou gente que me lembro de ouvir pessoas a defenderem a vida saudável. O que é transitório é o nome, não o princípio.

Bolachas de chocolate depois da natação? Reparei! É o horror

Não foi nem um nem dois miúdos, foram muitos mais. A quantidade de miúdos a comerem bolachas (oreos, nomeadamente) depois da natação, ali a bater nas 19.00, mostrou-me que isto da má alimentação está muito mais espalhado do que pensamos. Aliás, o que quero dizer é que está espalhado e já nem se dá por isso. Já vi esta cena dezenas de vezes e nunca me ralei. Assumi que era exceção, mas as exceções estão a virar normalidade. Por isso é que é esta reportagem da SIC e o que ela nos mostra importa tanto. Claro que também está mais do que errado o que fiz, isto é, não levar absolutamente nada. E, quase de certeza, pela mesma razão. Falta de tempo.

Nunca é demais falarmos sobre alimentação saudável mesmo que por estes dias pareça que só falamos do alto do pânico. Um abanão, às vezes, é necessário.
 

Cada um sabe de si, mas eu decidi entrar em reflexão. Viver uma vida saudável interessa-me, na medida em que acredito (mesmo) que comer, dormir e mexer o corpo é o que distingue as pessoas felizes das infelizes. Como mãe, acho que devo evitar o estado de negação, encontrar maneiras de incorporar a alimentação correta na nossa rotina e até aprender a prevaricar. Sim, até a fazer asneiras uma pessoa deve estar consciente (se calhar, precisamente mais nessas alturas). Mas não são apenas os pais (eu, no caso) que estão mal. Os médicos e os especialistas precisam de melhorar o discurso. Dizer o que está certo em vez de dizer o que está mal. Explicar como se devem organizar as refeições em vez de falarem só de "alimentos que só se devem comer uma vez por semana". Deixarem-se de moralismos.

 

Coisas bonitas: trabalhos bem feitos

Coisas boas da reportagem "Somos o que comemos", que passou na SIC no fim de semana (e que só vi hoje):

- Explicar que o sobrepeso e obesidade são apenas uma das consequências da má alimentação, o que é importante para as pessoas com peso a mais porque as põe em igualdade com todas as outras que comem mal e não no território do gordo=feio que é, genericamente, o campo em que tem estado até agora;

- Comer mal vai matando, o que é diferente de "comer mal, mata";

- Como é necessário ensinarmos às crianças que elas precisam de aprender a comer (e nós próprios aprendermos). Mas como? Como?

- Há sempre tempo para reverter o processo.

 

E o gozo que dá a gente ver coisas bem feitas...

 

Tornozelos que são um statement! (temas levezinhos, por favor)

Isto do corpo e de tu achares que estás bem ou mal é a coisa mais relativa do mundo. Penso sempre isto quando vejo as fotos de uma semi-famosa que sigo no Instagram. Eis a questão: ela é linda. Tem uns cabelos-pantene de fazer inveja à Kate Middleton, pernas longas, é magra e giríssima no geral mas tem um fétiche qualquer e passa a vida a pôr fotos dos pés, realçando um dos pormenores mais feios do corpo: os tornozelos. Vamos lá ver, já vi muito pior. Não é que sejam dois tocos que não deixam ver o osso. Mas são feiosos, não há volta a dar. Grossos. E, no entanto, lá está: se não é própria a ralar-se, vou eu preocupar-me? Zero. Gosta dos pés e de pôr fotos de pés. E põe. E sempre que a vejo a postar mais uma foto de pés até fico com vergonha de pensar que não são bonitos. Adoro o descomplexo.

 

Adenda: pelos vistos, hoje não acerto uma. Não queria falar sobre os tornozelos serem feios, queria dizer, tão simplesmente, que é bom a gente gostar de uma coisa que até pode não ser tão boa aos olhos dos outros, se nós próprios achamos que está bem. Que tudo é relativo. Que está em nós. E que sermos assim, confiantes, merece respeito.

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