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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Mais uma que acha que só ela é que tem razão

Este é o texto que não me sai da cabeça hoje. Um texto, publicado no blogue Insurgente, que inclui estas coisas lindas:

"A tese do artigo, que espanta ter sido congeminada por alguém sem deficiências cognitivas, é esta: os países com quem temos défices nas trocas comerciais estão a prejudicar o crescimento económico do país".

artigo de que fala é do DN de hoje. Por ser do sítio onde trabalho chamou-me mais a atenção, mas a minha opinião seria sempre a mesma: não vejo qualquer necessidade de chamar a uma pessoa de "rematado imbecil, "beterraba ignorante". Se fosse com outro jornal, pensava mas não escrevia, como é com o "meu", passei o dia em modo ofendida. A parte em que diz que a notícia em causa é "a mais estulta, básica e ignorante" que a autora se lembra de ter lido em Portugal nos últimos anos também me doeu à brava, mas, pronto, tomo uma rennie para a azia e pronto. Agora, contra o jornalista?

Sei que estes textos se movem a números de partilhas, visualizações e likes, mas nunca cessa de me espantar a facilidade de quem o faz. Se a rapariga não arranjava maneira de dizer o mesmo sem insultar...

Londres, dias 4 e 5 (e já me calo)

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[As fotos que faltam] Celebrámos os feriados importantes e, no Selfridge's, fizemos cara de parvos a olhar para o telefone num sticker de selfies. É feio dizer pau de selfie, não é?


O mais importante foi, claro, o que se vê na foto.
Depois de dias de trabalho, comida que não merecia esse nome, frio e saudades, apareceu o meu marido e foi como estar no Erasmus. Está tudo igual mas melhora logo só porque alguém de quem gostamos mesmo-mesmo aparece.

Este foi o dia de lamber as montras porque é em Londres que estão as lojas mais bonitas do mundo e experimentar coisas boas. Fish and chips do Jamie Oliver e, uma coisa que nunca tínhamos feito, um chá das cinco.

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Earl grey cheiroso, scones, doce e manteiga, sanduíches-dedo e bolos que vinham em três andares. A sala estava quentinha, as pessoas eram muito elegantes, todas muito british. Até nós nos enchemos de nove-horas só por estarmos ali.

Depois de vários dias a viver downstairs foi bom subir as escadas de Dowton e brincar a ser a Lady Mary.
 
No dia seguinte, a tripa-forra continuou. Como certas e determinadas pessoas têm um palato demasiado fino, não as podia submeter a café com leite, pão bimbo torrado e manteiga, portanto fomos comer um english breakfast à Heddon Street, à esquerda de quem anda pela Regent's Street a sentir-se minímo com as montras.

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 Pedido para aqui, pedido para ali e descobrimos um empregado português porque como fomos aqui da aldeia não sabíamos dizer pão integral. Pusemo-nos logo a trocar cromos, claro. O que estávamos a fazer, e ele, e o tempo e há quanto tempo ali estava aquele restaurante. Dois meses e meio, contou-nos. "Sabem quem é o dono?". Não. "É o Gordon Ramsay".

Claro que as pessoas intelectuais e sérias estão a lixar-se para pormenores destes, mas eu sou uma gaja que já consumiu muito "Masterchef" e aquele outro programa dos Pesadelos, que até já escreveu um perfil sobre o homem, que sabe que ele tem quatro filhos e uma mulher de origem espanhola e que não sou imune ao "factor celebridade". Além disso, não esquecer, vou da aldeia. Portanto, sim, fico contente por tropeçar em coisas destas. Para mais, pelo ar de modéstia. Não havia nenhuma referência ao proprietário em lado nenhum. E estava tudo maravilhoso.

No fim, surpresa, dispararam os alarmes e teve de sair a malta toda -- empregados de sala, de cozinha e clientes (incluindo nós e uma mulher de saltos altos, sem meias). "Better safe then sorrow", dizia a menina do colete, encarregue de evacuar o restaurante. "Agora quando já chegarem a Portugal já podem dizer que tiveram de sair de um restaurante do Gordon Ramsay porque os alarmes dispararam", disse-nos o empregado português. E tinha razão.

 

PS: Notar como um restaurante com meses procura o mesmo feeling de antigo que uma pastelaria fundada em 1909. Nada como umas chávenas a fazerem lembrar os lanches em casa da tia vitoriana que nunca tive ou como me marcaram todos os livros de Agatha Christie.

 
 

        

Estas bifas são malucas

Andam sem meias. Sem meias. Não foi uma nem duas. Não foram raparigas com ar de malucas. Não. Tinham bom ar e algumas estavam com saltos agulha. Sem meias. E os termómetros nos 2 graus.
Mas, também, de que me posso admirar se em Hyde Park, às 08.30 da manhã, vi um homem em tanga todo molhado acabado de sair do lago.
MA-LU-COS.

Londres, dia 2

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Numa loja de souvenirs, a caminho de um trabalho (sim, estou aqui em trabalho) encontrei estas encantadoras rainhas. Ele é o fatinho, eles são os sapatinhos, ele é a malinha - o que há para não gostar nesta imagem. Estive para entrar e comprar uma mas estou a poupar para comprar merchandising do Paddington. As miúdas estão doidas por ele desde que viram o trailer. Esta manhã estive em Hyde Park. Ou melhor, corri em Hyde Parker. Eram 08.00, estava tudo coberto por uma camada fofa de neve. Fui ver as modas ao Victoria & Albert, à borliu, como acontece com quase todos os museus. Só para admirar as coisas estonteantes que a humanidade faz, incluindo novas maneiras de mostrar o que parece que não tem interesse nenhum, como estas roupinhas de boneca do século XIX, iguais, claro, às que se usavam na altura.

Esta cidade é simplesmente incrível.

Incrível andarmos sempre rodeados de estrangeiros, incrível as soluções que encontram para tudo, incríveis os museus, o frio, o metro, andarem sempre como formigas laboriosas, o cheiro a comidas de todo o mundo, as lojas tão lindas. Tudo.

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