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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Top das frases que mais digo diariamente depois das 18.00

- Vamos tomar banho.
- Já disse que é para tomar banho.
- Mas vocês querem ficar de castigo?
- Toca a sair da banheira. Já disse.
- Como correu a escola?
- Quantas vezes preciso de dizer que é para jantar?
- Mas eu falo grego?
- Come a sopa, Teresa.
- Para de comer, Madalena.
- Não subas para a mesa, Francisca.
- Não pegues na tua irmã.
- Não faças isso que te magoas.
- A tua irmã não é um Nenuco.
- É hora de ir dormir.
- É hora de ir dormir. Já disse.

É muito agradável ser minha filha.

Abaixo todas formas de ditadura. A começar pelas pequenas

Esta crónica sobre pais digitais, os chatos dos pais digitais, veio contra mim há umas duas semanas. Queria muito ter escrito sobre isso na altura, depois passaram-me os nervos e achei que não valia a pena, até me lembrar que estamos a um mês do 25 de abril. Apetece-me voltar ao assunto e aos melgas dos pais que partilham com o mundo as proezas -- tantas vezes estúpidas -- dos filhos.
Sei que estes textos são escritos em tom provocatório para gerar trânsito e cliques. Também quero acreditar que a autora sabe que isto não passa o crivo do bom senso (se não gosta do que estes seus 'amigos' escrevem, omite-os ou arranja 'amigos' que escrevam o que gosta). É um assunto pequeno e que não interessa por si, mas acho na mesma que vale a pena deitar a língua de fora, dizer buhhhhhh e explicar, com detalhes, por que razão é perigoso dizer mal dos pais digitais.

Para já, há essa coisa de se atirar contra os pais. Pais do século XXI em Portugal é sinónimo de pau para toda a obra quando se trata de achincalhar. Pessoas que falam muito dos filhos são logo metidas na gaveta dos 'chatos'. E ficam lá sozinhas porque ai de quem diga mal de quem só fala de música ou futebol. Essas pessoas têm interesses, os pais... são um tédio. 'Tá certo!

Até posso concordar que certas intervenções a propósito de criança sejam chatas, mas é como tudo. Há outras que são brilhantes. Só tenho pena que não escrevam mais. E digo isto para os pais, como para quem se especializou em frases inspiradoras pela manhã ou para quem diz mal do governo, põe fotos de gajas, fala dos animais, escreve poemas, põe músicas ou partilha crónicas sobre pais digitais. Algumas são mais interessantes do que outras. É vida.

O que me traz aqui, na verdade, é querer dizer isto: quero lá saber do que as pessoas escrevem. O Facebook é um local de liberdade, e diversidade, onde cada um deve fazer o que entende, logo que não atrapalhe o próximo. Válido redes sociais e fora delas.

Abaixo esta mania de querer impor o que é socialmente correto dizer no facebook, das palavras que não é cool dizer, das roupas proibidas, dos locais que estão out, das ideias políticas que não estão no lado certo, das mães e pais que não podemos ser sob pena de os nossos filhos se tornarem delinquentes. Abaixo todas as formas de pressão e ditadura. Abaixo esta maneira rasteirinha de espalhar o medo de ser. O medo de sermos exatamente como somos.

 

PS: Contagem decrescente para celebrar os 40 anos do 25 de Abril (vai em maiúscula para assinalar o acontecimento).

Cenas de um batizado #6

Fui informada ontem, pela minha mãe, como se nada fosse, que está na sua posse uma toalha de batizado que pertenceu à minha bisavó materna, uma menina a quem chamaram Felicidade, um objeto com mais de 100 anos, usado no meu batizado e no do meu irmão. E ainda me pergunta: como é que vais fazer com a toalha de batismo? Como se fosse perder a oportunidade de usar a Toalha da Felicidade.

Beijinhos? C'a nojo!

A Madalena tem uma venda para os olhos -- cortesia da TAP na viagem para o Brasil. Dá-lhe um ar de diva, ajuda-a a dormir melhor e não só. Como prova esta cena: O pai e eu estamos a dar um beijinho, sua excelência olha e diz: - Queres ver que tenho de pôr tapa-olhos?

[Esta família parece-se cada vez mais com a família Keaton.]

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