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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Mandela foi (também) uma lição de jornalismo

[Post ligeiramente ao lado do tema do momento] "Mas estes diretos à porta do estádio duas horas antes do jogo são para quê?". É sempre que ouço estes comentários que me lembro de Nelson Mandela. Lembro-me bem da tarde de seca que apanhei, frente ao televisor, naquele 11 de fevereiro de 1990, domingo, à espera de uma coisa que me agradasse, enquanto a RTP, a única estação de televisão que tinha à minha disposição, esperava que aquele homem histórico saísse. Que ele era importante, eu sabia. Já tinha 14 anos e embora não se falasse disso em minha casa via bastante televisão e estava a par de quem ele era. Que a sua importância fosse tal que uma estação de televisão se dispusesse a passar 60 minutos a 'olhar' para um portão, e nada mais, parecia-me demais. Demais para mim que queria o Beverly Hills ou equivalente, mas não demais se pensarmos na importância daquele homem. E é por isso que, tantos anos depois, acho que aquilo foi uma lição de jornalismo. Uma lição sobre a importância de certos acontecimentos. Há coisas que nos escapam mas valem pela sua importância para muitas pessoas ou porque interessam a muitas pessoas. O que eram para mim imagens de nada, eram a história a acontecer diante dos nossos olhos para outros. Não está a acontecer nada, mas pode acontecer...

Tomei uma decisão

Quando a Francisca fizer 3 anos, e iniciar o seu próprio percurso escolar, (se tudo correr bem) volto para os bancos da escola. Para já não está claro o que vou fazer. Se um mestrado em televisão, se uma nova licenciatura - história moderna e contemporânea ou história da arte é a dúvida. Mas que vou fazer alguma coisa, vou.
Tenho descoberto que não me custa fazer planos a grande distância. É uma maneira de sonhar, acho. Partindo do princípio que metade do gozo é o caminho até lá.

Bem-vinda à vida adulta

A minha vida é muito boa. Muito mesmo. Mas às vezes precisava de mais tempo para a apreciar.
De não engolir sandes como almoço, quase clandestinamente. Vestir a minha filha para o ballet dentro de um táxi. Fazer piscinas para levar as mais velhas à natação. Acordar já moída. Estar sempre demasiado cansada para apreciar um filme à noite ou ler qualquer coisa com mais de 140 caracteres.

Cetim azul e um laço cor de rosa - o ideal de uma desportiva

Na escola das minhas filhas existem duas subtribos de miúdas. As pirosas e as desportivas. As primeiras na linha "Princesa Sofia", as segundas inspiradas na Estefânia de "Vila Moleza". Chamar pirosa a uma colega não é insulto, é caracterização. A Teresa é princesa - óbvio! -, a Madalena é desportiva. A "minha mais velha" é feliz de tênis e calças. Detesta brilhos e adornos. Vestidos? Só mesmo se não puder evitar. Como acontece na festa de natal da escola, em que foi pedido que levasse um vestido e uns sapatos de festa. Uma dor de cabeça, no fundo. Aproveitei a minha estreia no mercado da Carlota para resolver o assunto. Parêntesis: as vezes, nestas coisas sinto-me um pouco parva. Vejo tanta coisa que acabo sempre por ir ao que já conheço, o que é um desperdício. Fomos parar à marca de sempre. Aquela que mais adoro desde sempre. (Quem me dera a mim que isto fosse pub paga!). Lá expus a minha dificuldade: encontrar toilette de festa para uma Maria-rapaz. Tinha de ser Madalena a escolher. A senhora foi mostrando opções. E ela nada. Sempre a dizer que não com a cabeça e a apontar para um dos modelos. Ela acabou por lhe mostrar e até os olhos se riram. "Para desportiva...", disse-lhe a vendedora. Não é caso para menos. É "só" o modelo de festa da loja. Verde água de cetim com um laço cor de rosa na cintura. Adoro estas coisas.

Banda sonora natalícia

Jesus está passando por aqui (clap, clap)

Jesus está passando por aqui (clap, clap)

Quando ele passa, tudo se transforma

A alegria vem E a tristeza vai.

Quando ele passa, tudo se transforma

A alegria vem

Para mim

Para ti também.

Para mim

Para ti também.

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