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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

A quem é que ela sai assim? A quem?

São 09.00 e esta minha Teresa já me implorou um vestido (convenci-a a usar um de ganga e não as 'rendas' do costume), já se maquilhou, já me maquilhou a mim e agora está a tentar arranjar alguém para pintar as unhas. Tem tanta piada, tanta. Ela até pega nos pincéis e limas como uma profissional, e tudo, mas... a quem é que ela foi buscar estas ideias? É o que me pergunto todos os dias.

Olhemos bem para a insignificância das nossas vidas

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Foi o regime de Bashar Al-Assad? Foram os rebeldes sírios? Não interessa. O que existe é isto: um país onde as pessoas são mortas. Onde crianças são mortas. Pegam em armas. Onde famílias são obrigadas a fugir. Há um momento em que nos damos conta disto: existem as notícias, mas depois existe a vida. A vida. Que continua. Com ou sem Assad, com ou sem rebeldes. Com ou sem política. Ela anda. Os dias nascem, o sol põe-se e nós estamos aqui e temos de ir vivendo. Devia ser suficiente sabê-lo para que seres humanos não produzissem este género de "eventos", mas não. Morrem pessoas. Morrem crianças. Há crianças refugiadas. Há mulheres de 37 anos preocupadas com o sítio onde vão esconder os seus filhos de cinco anos, três e quase 12 meses enquanto eu vou ver os "Aviões" e me preocupo com assuntos candentes como "entrar com o pé direito no novo ano letivo". Hoje, mais que nunca, estou a agradecer a vida que tenho. E depois disto, vamos lá ver, como é que fazemos para acabar com esta injustiça? Se não porque existem princípios morais, pelo menos para evitar pagar a fatura que virá com os adultos que saírem deste caos.

A rapariga cresceu, mas está tudo bem

Os miúdos crescem no verão. Até agora era um crescimento físico. Parecia que realmente as via ficarem mais altas. Ainda fico parva quando os sapatos, que serviam ontem, deixar de caber no dia a seguir, mas este ano percebemos na Madalena que o principal crescimento aconteceu na cabeça.

As birras, o mau humor, os ataques quase desapareceram. Praise the lord! Graças a Deus! Em todas as línguas! Ficaram as respostas. Divertidas (oh, mãe, por favor!, eu já estive em casa do B."), algumas mais tortas (que se lhe vai fazer...), outras inesperadas, por vezes complexas -- "Explica-me que eu sou capaz de entender", até com pedidos: "Posso ter um telemóvel à séria?".

Ontem, quando passámos pela livraria do El Corte Inglés, diz-me: "Olha, o papa Francisco!". Ao menos, se é para reconhecer "famosos", que sejam famosos em condições.

Fomos com ela ver os "Aviões"

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Dentro de muitos. muitos anos quando os amigos da Teresa lhe perguntarem "Qual foi o primeiro filme que viste no cinema?" ela pode responder assim:

Foi o "Aviões". Fui com a mamã e com a minha mana Madalena à sessão das 16.20 do El Corte Inglés. Sala 6. Sentei-me numa dessas cadeiras azuis para crianças (a mana também). A mãe comprou-nos pipocas, ice tea e água.

Não larguei o pacote de pipocas durante mais de metade do filme. Sempre que a Madalena me pedia uma gritava como desalmada. Quando a minha mamã tentou, gritei e esperneei. Parecia bastante ridícula, com os meus óculos 3D que me fazem parecer uma velha com lentes progressivas. Estávamos todas. Quando faltavam uns 10 minutos para terminar o filme, cansei-me e fui brincar para as escadas junto de outra menina.

Não me lembro de nada, pouca atenção prestei mas, tudo somado, acho que valeu a pena.

5 razões para gostar de "The Bling Ring"

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1. A incrível história, baseada em factos reais e publicada na Vanity Fair: Os Suspeitos usavam Louboutins (http://www.vanityfair.com/culture/features/2010/03/billionaire-girls-201003). 2. A maneira como Sofia Copolla filma o assalto à casa da modelo Audrina Partridge. 3. A mistura com imagens reais. 4. Luz "porca" e banda sonora espetacular. 5. Não haver a mais mínima compaixão para com os assaltantes, estando sempre do lado das celebridades conhecidas por serem celebridades vítimas de roubo. No fundo, em defesa da classe e contra os sites cor-de-rosa sangue como o TMZ, o Google Maps e outros sites que ao invadirem a privacidade põem em perigo a segurança das pessoas.

Fica, porém, uma pergunta: Não há chaves nem alarmes em Los Angeles?

Próxima paragem: "Jobs".

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