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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Descubra as diferenças

Encontrei no "Público"

 

Esta notícia e esta explicação -- “Deveríamos ter-nos dado conta de que excluir as mulheres da versão do catálogo da Arábia Saudita entra em conflito com os valores da Ikea”, disse, Josefin Thorell, porta-voz do grupo Ikea ao jornal "Metro" -- conforta uma mãe de raparigas. Força aí, pessoal. Estão no caminho certo. Apaguem as mulheres, compactuem com esse atraso de vida que é a Arábia Saudita. Chamem-lhe "diferença cultural".

Ainda cá estou e quero mandar um beijinho ao Vítor Gaspar

Moínhas nas costas, barriga dura, umas dores mais fortes de quando em vez, uma criança que parece que vai sair à força mas a acreditar que ainda não é agora. Hoje, descanso absoluto até às 20.30. Ou até às 16.00. Ou às 17.00. Ou até daqui a meia hora. Sim, porque o Vítor Gaspar ainda não anunciou como vai baixar o meu salário de novo e já começou a estragar-me o dia. Pode o pai levar a filha mais velha à escola? Não! Lá terei de ser eu a pôr as patinhas ao caminho com a grande, a pequena e o meu tamanho "Toca a Mexer" e a tratar de tudo. É o fim do mundo? Não! Mas, como a política deste governo, para quê seguir a via simples e direta quando podemos fazer dos nossos dias uma gincana. Obrigada, fofinho.

39 semanas (+1)

1. Esqueci-me de registar tal facto. Ao nível dos neurónios está bonito, está.

2. Ligeira dor de garganta.

3. Abismada com o número de pessoas que conheço que começou a correr e/ou se prepara para uma maratona. É por causa das capas da "Notícias Magazine" e do "Expresso"? Boa sorte, hã.

Como é que um militar pode estar na "Casa dos Segredos"?

Se bem que a "Casa dos Segredos" esteja a ser a maior seca de todos os tempos e uma fraude para quem espera um pouco de diversão e alheamento ao domingo à noite (vamos lá ver se a coisa arrebita), não posso deixar de ficar altamente intrigada com uma das criaturas que lá anda: Rúben, o rapazinho que chamou a atenção logo no primeiro dia por ter admitido que "ainda na semana passada" tinha traído a namorada, pessoa que, a propósito, também é concorrente. É completamente oco, não tem graça nenhuma, acha-se a última coca-cola do deserto, e trata a rapariga, Tatiana, como criada para todo o serviço. Pensar que ainda existem rapazes de 22 anos assim, deprime-me. Que atraso civilizacional, caramba.


Ora, o mais incrível de tudo é que este rapaz é militar e, diz a sua curta biografia no site do programa, está a terminar uma licenciatura em Serviço Social. E não sei se é porque estamos sempre mais interessados em histórias de amor e intriga mas a mim preocupa-me isto. Como é que uma pessoa pode ser militar e estar disponível para passar três meses fora num programa de TV? A instituição militar deu-lhe autorização para ir divertir-se para um programa de TV e ganhar uns trocos extra? Se deu, não está preocupada com a imagem que passa de si mesma? Bem sei que ele é apenas humano e em todo o lado há gente boa e má, mas se os nossos soldados são assim, trogloditas depilados que passam os dias com as mãos nos bolsos, acabe-se já com os três ramos das Forças Armadas. Este rapaz não está preparado para me defender em tempo de paz, quanto mais em tempo de guerra. E há alguma parte do dinheiro dos contribuintes que esteja a ser usada para manter este burro a pão de ló? Bem sei que não é por aqui que se resolverá o défice, mas parece-me pertinente. E mesmo que esteja numa licença sem vencimento, foi atribuída com base em que critérios?


Até nestas pequenas coisas se percebe o machismo deste mundo: uma mulher fora 4 ou 5 meses para ter um filho, é uma chatice para a empresa onde trabalha na cabeça de muitas pessoas (felizmente, não todas). Um homem dispõe-se a ficar três meses numa casa a participar num concurso e ainda não vi uma linha sobre o assunto. Corrijam-se se estiver errada e houver literatura que não acaba sobre este assunto. Darei a mão à palmatória com gosto.

Mas antes, só uma coisinha

Eu, se fosse ela, já tinha dado um tiro na cabeça e posto veneno nos panados com arroz de tomate. Sozinha com dois miúdos em casa, roupa para lavar, pó para limpar e refeições para fazer. É muito engraçado isso de fazer o ninho, mas porque é temporário. É frustrante ter um trabalho que ninguém reconhece e que não acaba nunca. Há sempre mais uma gaveta para arrumar, mais louça para lavar, mais um puré de batara fazer, mais roupa para apanhar. Porque isto não é um trabalho, a não ser para quem faz disso profissão. É uma missão. E bem espinhosa, por vezes. E, pronto, já nem vamos falar da cena psicológica. Uma mulher de aspirador na mão pode ser muito perigosa.

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