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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Boas vibrações

Isto é engraçado. Fomos nós que propusemos ao médico a data em que a Francisca vai nascer. Mesmo assim ontem, à saída do consultório, ainda me vieram umas lagrimazinhas aos olhos de emoção. Logo a mim, uma pessoa que nunca chora! Ahahahah. A fase dois da choradeira foram os vossos comentários. Obrigada! Que fixe! Vou dizer-vos, e acho que ela concorda, estar em casa à espera, a preparar a chegada de um bebé, é muito bom mas há dias em que uma pessoa se sente um bocado a leste do mundo. Eu, pelo menos, gosto de falar com outros seres humanos e as reações são boas por isso. Thank you pelos votos de hora pequenina. Vai sair Balança, como desejou esta pessoa, mas mais importante são os desejos de saúde, alegria, boa sorte e muitas coisas boas. Não peço mais, não. Quer dizer, peço. Por favor, que as águas não rebentem e nós na rua. A Cláudia diz que temos tempo mas continuo com os meus planos de ter a Quica em ambiente assético (e de umbigos falamos depois). Gostei dessa força e dessas good vibes. Agora, aguardemos serenamente. Ainda tenho uns dias para vos azucrinar a pinha. E não é seguro que não apareçam mais perguntas e dúvidas parvas.

Sopa e "o comer" em geral - Considerações e respostas

Em primeiro lugar, e porque nunca é demais, um grande obrigado a todas as pessoas que tiraram 5 minutos do seu tempo para darem conselhos e dicas sobre o assunto "Teresa não come nem à força". Vai assim em respostas soltas porque, caso contrário, tenho as miúdas na universidade e ainda não respondi a tudo:

Gostei imenso da sugestão de a chamar para fazer a sopa. Acho que vou experimentar. A Té é muito pequena -- 2 anos e 2 meses -- mas pode ser que se anime. Confesso que nunca tinha pensado em tal coisa. Mas pode ser uma boa! Depois digo como correu, Maria Elisa.

 

Não stressar podia ser um bom método, como diz a Vanita, mas o problema é que já passou tempo a mais. Ela simplesmente já nos dobrou. Pede bolachas e outras porcarias e não come a sopa nem o prato. Para mais com aquele seu feitio adorável mas do piorio (que vos comentava no outro dia): toma uma decisão e não há quem a demova. Ainda agora: embirrou que não ia dormir quando mandámos, foi de castigo para a 'velha' cama de grades mas não cedeu.

 

Ela, de facto, anda "pisca" para comer. Por exemplo, na festa de anos da Kika fartou-se de petiscar mas também se fartou de estragar comida (desculpa, Vera). Quer tudo e depois não quer nada. E tem de comer legumes! Legumes são essenciais para o bom funcionamento do corpo. Não abdico desse ponto. Perguntavam-se se ela come legumes cozidos. Resposta: ocasionalmente. Ela come tão pouco ao almoço e ao jantar que não consigo dizer "come legumes cozidos". Não a posso deixar à noite com papa e fruta porque, apesar de tudo isto, é gorducha e a pediatra pede-nos que as mantenhamos sob vigilância.

 

Por outro lado, acredito que a Dulce, mãe de três e educadora de bués, logo, deve perceber alguma coisa disto (ahahahah), pode ter razão. Será esta a sua maneira de chamar a atenção, levando ao extremo características típicas dos dois anos? O terem menos necessidades calóricas, a neofobia alimentar de que me falava a minha amiga Raquel, que é nutriocionista? A verdade é esta: ela come as coisas que adora, isto é, frutas, iogurtes e bolachas secas. Por outro lado, esta noite quando a irmã me pediu para comer mais "papinha" (o prato principal) e lhe dei uma sobra da Teresa, a pequenina ficou furiosa e desatou a dizer que queria comer. E comeu. Um bocadinho de nada de hamburguer. Isto depois de ter rejeitado que misturasse o esparguete. Lá está, pode ser um desses casos de "só" querer um alimento de cada vez. 

 

Enfim, como disse no outro dia, paciência precisa-se! E, no caso, compreensão. Eis um caso típico de filha número 2, ensanduíchada entre a número 1 e as suas graças, sempre novidade, e um bebé superquerido, por causa de quem ela até saiu da escola. Pois, essa é outra. Se ela estivesse na escola, provavelmente não me preocupava tanto mas agora as rotinas estão 100% nas nossas costas. Acho que lhe estamos a exigir demasiadas coisas ao mesmo tempo. Habituar-se à vida em casa, quando ela, precisamente, é a sempre a primeira a gritar "Páque! Balhoixo", à irmã, a comer o que entendemos, a deixar a fralda, aos seus terrible twos...

 

Ai, se ao menos ela entendesse que não precisa de fazer nada e que é esta personalidade tão forte que nos tem presos... Pelo sim, pelo não decidi que amanhã vamos fazer um programa de mãe e filha, sozinhas. Acho que a minha filha Teresa está a precisar de ser filha única por umas horas. Podem ser métodos de livros, mas já me dei bem com ele com a Madalena, portanto não custa tentar. E todas as desculpas são boas para passarmos tempo juntas a fazer coisas diferentes.

Está tudo marcado!

Pois bem, pessoas que nos acompanham por aqui com mais atenção do que acompanham a "Casa dos Segredos", já temos data de estreia. Vou dizê-la? NÃO! Há coisas que uma pessoa deve guardar para si (risos). Até porque, mesmo não havendo contrações sérias, no domingo muda a lua e tudo pode acontecer. Estou cansada de dizer isto mas é verdade: estes foram os nove meses mais velozes de sempre! Para onde é que os dias foram? E se bem que incomode só conseguir dormir de lado, custe fazer manobras com tamanha barriga e uma pessoa parecer a princesa Fiona (estou a ser simpática), dá sempre uma certa tristeza despedirmo-nos desta sensação de bebés a mexer. Especialmente quando sabemos que é a última vez... Snif, snif. E não me venham com a história de de que ainda vou à quarta vez porque não vou. Passo o cargo de repovoadora da nação a outra e não à mesma.

Lá por ser a terceira vez...

...Não quer dizer que saiba tudo. Ou que me lembre de tudo. Na verdade, está quase a ser como a primeira vez. Como marquei as cesarianas da Madalena e da Teresa para as 38 semanas e 38 semanas e dois dias, nunca tive uma contração na vida. Desta vez, se tudo correr como previsto também me vou pôr a salvo dessas coisas. Mas se pudessem imaginar o pânico que sinto... O meu pior pesadelo é estar com as miúdas na rua e a bolsa das águas romper-se. Eu a chamá-las e elas, como sempre, a fazerem orelhas moucas e correrem em direções opostas. Acontece sempre, mas sempre, quando estou apressada ou atrapalhada com qualquer coisa. Não faço a mínima ideia do que seja um trabalho de parto e, portanto, agora sempre que sinto uma pontada nas costas penso logo que a Francisca vai nascer. Sempre quero ver o que diz o CTG esta tarde...

 

E não é só do trabalho de parto que tenho medo. É não fazer a mínima ideia de como se limpam umbigos (estou bué confiante!) ou, dei-me conta esta manhã, nem saber quando é que devia levar ao pediatra pela primeira vez. Pedi infos no Facebook mas, por via das dúvidas, mandei sms à médica. Confirma-se: oito dias de vida.

 

Adoro a nossa memória seletiva. Coisas tão importantes naqueles primeiros dias, parece que o mundo não gira sem elas, e depois varrem-se. Também, pensando bem, ainda bem. Há coisas que uma pessoa deve esquecer. Como as cólicas. Esta manhã, a falar com um colega, pai de uma bebé com um mês, ele falava-me dessas malvadas. É que não é só o desconforto que provocam no bebé e que os pais, malgré tout, sabem que passará. É o desarranjo total que provocam na vida do bebé. Deixam de fazer ciclos de sono, comida, fralda. O banho que era às 08.00 passa para as 11.00 porque a criança não dormiu nada. Eles birrentos porque também querem saber com o que contam... E tudo se concentra ali naqueles primeiros meses de vida. Grrrrr...

 

Bom, mas já disse que a Francisca está quase, quase aí? E que estou com vontade de dar umas beijocas repenicadas e ruidosas? E que espero que venha saudável e maravilhosa e bem gordinha e cheia de refeguinhos e com aquele cheirinho que só os bebés têm? Pois, é isso.

A foto já não é boa?

Vip

 

Um dia desligada das "redes sociais" e quando me ligo à corrente descubro uma onda de indignação por causa de uma entrevista e produção fotográfica que a Adriana Xavier, a.k.a. "a miúda da manif de 15 de Setembro", deu à revista "Vip" seguida de repetidas partilhas deste texto de Pedro Rolo Duarte. E eu aqui... À toa! Da mesma maneira que não entendi o amor pela foto, agora não percebo a estranheza. É por ela posar para uma revista cor de rosa? É por ser em biquíni? É por dizer coisas como "Gosto muito de fotografia. Não sou vaidosa, mas gosto de me sentir bonita. Revelei a minha faceta feminina. Além de pacífica, também sou mulher"? Mas não tinham soado as campaínhas de que é apenas uma rapariga de 18 anos quando disse ao "Público" que não acreditava em partidos, nem no dinheiro -- “O dinheiro só gera maus sentimentos, só gera ódios"? Alguém que me elucide, por favor. E a quem parece que se sentiu enganado por afinal se tratar mesmo de uma adolescente dizer que a magia da foto, a existir, estava no seu autor, José Manuel Ribeiro. No meio disto tudo, apenas uma dúvida. Onde é que a Adriana foi mais Adriana? Quando falou à Vip ou quando falou ao Público?

Coisas sérias para variar

Nunca na vida imaginei que isso ia acontecer mas a minha filha Teresa recusa-se a comer. Sopa nem pensar, prato principal tem dias. Por ela, alimentava-se a fruta e iogurtes líquidos. Esta brincadeira vem desde julho. Inicialmente usei o meu método infalível: não lhe ligar nenhuma. Dobrou-me. Ao fim de uma semana nisto já lhe estava a dar bolachas depois do jantar. Essa brincadeira continuou até a começarmos a mandar para a cama com fome. Coincidiu com o momento em que, na escola, era capaz de comer quase dois pratos de sopa. Melhorou significativamente nas férias. Não que comesse muita sopa mas sempre comia qualquer coisa. Eu não me importo que comam como, só quero que comam qualquer coisa. Fim das férias e a coisa agudizou-se. Simplesmente, é capaz de passar uma semana sem pôr uma colher de sopa na boca. Já nos chateámos, claro. Porque depois pede bolachas. E eu cedo, mas só até certo ponto. No final da última semana, tirei-lhas mesmo. Dói-me na alma ter de fazer uma coisa destas. Mas não lhe dou comida extra, ponto final. E terei paciência. Muita paciência. Prometo.

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