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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Como é que tu encontraste o papá?

Madalena - Porque é que o tio dorme na casa dele com a D.?

Me - Porque são namorados.

Madalena - Porque é que são namorados?

Me - Porque se encontraram, gostaram um do outro e começaram a namorar.

Madalena - Como tu o e o papá?

Me - Sim, como eu e o papá.

Madalena - Como é tu encontraste o papá?

Me - A mãe foi a uma festa na casa da tia Inês, gostou do pai, o pai gostou da mãe e começaram a namorar.

Madalena - Como é que o tio e a namorada se encontraram?

Me - Tens de lhes perguntar. A mamã não sabe.

(Silêncio)

Madalena - Foi a avó que te levou a casa da tia Inês?

Me - Não, não! A mãe já era crescida e foi sozinha.

Madalena - E depois?

Me - Depois os pais não podiam viver um sem o outro e foram viver juntos.

Madalena - E quando se separam?

Me (ligeiro ataque de pânico) - Quando se separam, como?

Madalena - Então, têm de ir trabalhar.

Me (suspiro de alívio) - Pensamos um no outro e quando temos saudades telefonamos.

Madalena - Pensam com a vossa cabecinha!

(Silêncio)

Madalena - Quando eu for crescida posso encontrar o B. e podemos ser namorados.

Me - Sim, também te vai acontecer a ti.

Madalena - E depois vou ter um telefone como o teu. E vou ter roupas iguais às tuas. E o B. vai ter roupas iguais às do seu pai.

Me - Isso. Exatamente.

(Silêncio)

Me - E pode ser com o B. ou com outro menino qualquer...

(Breve silêncio)

Me - Que tu gostes. 

Madalena - Pois. Eu também gosto um bocadinho do MC.

Esses irritantes hábitos

Crianças:

- Vem para a mesa

E nada.

- Vem para a mesa.

E nada.

- Veeeeeeeeeeem para a mesa.

- Já vou...

- Não é já vou, é imediamente (com gritos).

 

Sigh...

 

Adultos:

- Olha, não vai dar para fazer tal coisa no dia x. 

- Ah, então depois avisas-me.

- Estou a dizer-te já porque é preciso encontrar uma solução. 

- Depois vemos então.

 

Longuíssimo sigh...

 

Parece mentira, o Cabide na rua e este blogue não diz nada #3




O "Coisas Novas no Cabide" tem sido uma fonte de inspiração e experiências. Das quatro paredes da redação para a rua e agora até já com este trailer com uma das melhores bandas sonoras de sempre da história do cinema: a versão de Dick Dale de "Misirlou" que Quentin Tarantino usou no filme "Pulp Fiction" (1994). O próximo episódio já está em pré-produção. E tem a ver com um acontecimento de setembro (palpites?). Enquanto não fica pronto, é ir espreitando o que a Joana Emídio Marques conta no Facebook.

Parece mentira, o Cabide na rua e este blogue não diz nada #2

 

Vestidos curtos para noites quentes

 

Este é um dos episódios mais úteis do "Coisas Novas no Cabide", pelo menos para a minha pessoa. Não estava com a Joana Emídio Marques quando ela o gravou no Hotel Altis Belém mas há duas coisas que ela diz que são verdades como templos. Por um lado, que achamos sempre que temos uma vida social mais fulgurante do que a que temos na realidade. Por outro, como boa filha do grunge (mesmo sem nunca ter sido grande apreciadora do género musical) passei a adolescência com umas calças de ganga e uma camisa aos quadrados. De dia e de noite. É por isso que as dicas deste cabide são preciosas.

As fotos

Volta e meia deixo cair ao chão a pastinha dos cartões onde acumulo faturas, o boletim de grávida, requisições de análises e ecografias. A minha amiga Sofia arrepia-se. "Não devias ter mais cuidado com isso?". Eu digo-lhe: "Já lá tenho disso aos montes em casa". Mas não é verdade que seja tão desleixada. Tenho tudo guardado num álbum mas a verdade é uma: são coisas que só se acumulam. Sei lá eu se as três artistas também conhecidas como "minhas filhas" vão dar valor a essas coisas. E, por causa disso, de repente, comecei a ver a utilidade de tirar fotos. Nunca fui uma dessas pessoas que andassem sempre com a máquina atrás. Aborrecia-me e preferia trazer pedras ou pétalas, grãos de areia e outras coisas estranhas. Mas, pronto, estou a mudar (é a idade? é a falta de espaço? não sei!). As fotos contam histórias e silêncios, sim, e preservam a memória. Começo a ver sentido nisso de andar sempre a fazer cliques. Também porque ando a descobrir as coisas divertidas que faz o iPhoto (nem quero imaginar se tivesse Instagram) e porque tenho sítios melhores onde as guardar, como o blogue, o Facebook ou o Pinterest. Ou descobrindo que esta foto, que tirei durante as férias em Barcelona, junto à Carrer de Ferran, anda por aí a ser partilhada. É uma sensação engraçada vê-la andar por aí às voltas até regressar à casa de partida. Like!

 

Estar em casa

Quase dez anos seguidos em Lisboa (com duas interrupções para mudanças de casa) e finalmente posso dizer com propriedade que me sinto daqui. Não é por termos aqui a nossa casa. Não é por trabalharmos aqui. Não é pelos documentos dizerem que somos daqui. Não é por votar na Manuel da Maia. Não é sequer porque as minhas filhas nasceram em Lisboa. É porque chego ao viaduto Duarte Pacheco e digo a mim mesma "está quase". É porque me basta ver a Calçada de Carriche para pensar "estou em casa".

Isto são fases

Não são os blogues, não são as redes sociais. Sou eu. Estou cansada de ver sapatos, vestidos, hotéis de charme, roupinhas queridas para menina cheias de folhinhos e florzinhas. Há uma razão prática. Com a Francisca quase a nascer e uma cesariana à vista, os meus recursos financeiros para os próximos meses já estão mais que destinados (atenção, não me estou a queixar, estou a dizer que tenho outro uso para eles). E não preciso nem quero mais "coisas" cá em casa. Também há uma razão romântica. Deve ser por estar grávida, fico sempre assim, sinto-me mais próxima da natureza ou qualquer coisa assim, mudam-se-me as prioridades e só quero pensar nas pessoas, não quero adornos. Como digo, são fases. Também já passei por aquele momento do "oh não, mais sentimentos", "oh não, mais reflexões profundas sobre a maternidade". Ou aborrecia-me que as pessoas estivessem sempre a contar tudo das suas vidas -- os filmes que veem, o que comem, onde estão, os seus aborrecimentos laborais ou os quilómetros que correm com o Nike GPS --, pormenores que não me chateiam nada atualmente. Pelo contrário. A Caixa dos Segredos acha que a blogosfera se perde nas vidas que parecem montras (não sei se ela o diz por parecerem vitrinas de loja onde tudo se vende ou se é por ficar tudo à vista) mas eu gosto de como por vezes tudo isto parece a Casa dos Segredos. Nem os concorrentes de reality shows são exatamente como os vemos nem o que lemos em blogues, no Facebook e no Twitter corresponde a 100% ao que as pessoas são. E eu adoro isso. É duro agradar a todos o tempo todo mas há uma coisa que não muda. Gosto sempre muito mais de quem partilha o que quer que seja e de levar com mais um post sobre vernizes e rímel ou com excesso de sentimentos, do que daquelas pessoas que andam na Internet, em silêncio, sempre a ver o que os outros dizem como se tudo o que fazem pudesse e viesse a ser usado contra elas. E isso, tenho a certeza, não é uma fase.

Fecho da RTP2

Tenho um ror de gente no meu Facebook a lamentar o fecho da RTP2. Se o mesmo número de pessoas visse a RTP2 se calhar o canal não tinha de fechar. Menos precipitação e mais reflexão, se faz favor. Encerrar um canal não é acabar com os seus conteúdos. E que tal alguém perguntar qual é o modelo de serviço público que estão a pensar concessionar antes de lamentar a perda de serviços que não sabemos se estarão ou não previstos?

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