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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

E as crianças são mais bem tratadas em hospitais públicos?

Adorei os vossos comentários, e continuo à espera que alguém venha defender os partos em casa.

Gostei de conhecer dados novos e a Sara, por exemplo, abre o debate a um assunto completamente diferente. Escreve ela: "Afasto qualquer possibilidade de um parto feito onde nasci [uma casa de saúde], porque se houver algum problema mais grave com a mãe ou com o bebé, estes têm que ser transferidos para o hospital (que é onde existem os meios necessários". Não tenho a certeza que esteja defender uma coisa do género "os hospitais públicos é que têm os meios", mas é um tema que me interessa (e ainda esta semana estive a falar disso).

Antes da Madalena nascer também pensava isso. Depois precisámos de ajuda e, bom, as pessoas foram incansáveis e resolveram o que havia a resolver. Nem me passou pela cabeça transferi-la para um hospital público e, soube depois, existe uma rede INEM Recém-Nascidos que se ocupa precisamente de transferir bebés que precisem de cuidados que não existem num determinado hospital mas existem noutro. Privado ou público. E isso é o que verdadeiramente me importa saber. E acho que como contribuintes e pagadores de seguros é isso que nos deve (ou devia) importar. Os hospitais com licenças para operar como maternidades reúnem as condições para o fazer? Porque também, sejamos francos, comparar a MAC e Santa Maria (quase cinco mil partos/ano) com a CUF Descobertas (cerca de dois mil/ ano) não é justo, mas tenho quase a certeza que esta é uma maternidade mais bem preparada do que um hospital de média dimensão.

Pela parte que me toca, defenderei as médicas e enfermeiras da CUF Descobertas sempre que puder. E percebo que fiquem chateadas e ofendidas quando saem normativas que impedem hospitais privados de fazerem partos a grandes prematuros porque são privados, ignorando a sua preparação. Uma delas até dizia essa coisa extraordinária que é um determinado hospital (já não me lembro qual com toda a certeza) que podia receber estes mini-bebés, sem haver sequer uma pessoa preparada para cateterizar um bebé.

Enfim... O importante mesmo era sabermos a lista de hospitais que fazem parte do INEM Recém-nascidos.

Pérolas (e nem tanto) que me chegam ao mail

- No próximo domingo, dia 22 de Abril, a partir das 11h00, o chef Chakall está na Corrida Sempre Mulher, em Lisboa, para uma original demonstração culinária, ao vivo. Chakall vai “cozinhar” nódoas e Vanish Oxi Power Lift vai fazê-las desaparecer.

 

- O Canal Q e as Produções Fictícias dão início ao concurso “Ideias Para Q?”. Os concorrentes com as melhores propostas para formatos originais para televisão serão convidados a uma viagem de elevador para apresentarem a ideia de forma convincente e original – porque as grandes ideias contam-se em 30 segundos. A ideia vencedora dará origem a um programa no Canal Q. (Olha que bela maneira de fazer uma grelha sem gastar dinheiro, hã)

 

- Dias 24 e 25 de abril, durante 24 horas consecutivas, a RTP2 exibe 24 documentários portugueses em estreia televisiva. Alguns recentemente premiados nos mais importantes festivais, outros a serem agora exibidos pela primeira vez. É o Dia D na sua quarta edição. A festa do documentário nacional é na RTP2, a estação dos documentários.  

 

Partos em casa, alguém apoia?

A notícia mais horrenda da semana li-a no Público na segunda ou terça. Não encontro o link, acho que só saiu na edição em papel, mas pode ser resumida assim: uma bebé morreu devido a um problema cardíaco grave após um parto em casa em que a enfermeira-parteira escolhida para acompanhar a mãe chegou duas horas depois do casal lhe ter telefonado. Mandou a mãe para a banheira e acabou por ser o pai a fazer o parto. Quando a profissional chegou, olhou para a bebé e foi embora. A bebé esteve em sofrimento durante oito horas, segundo o avô e acabou por morrer no hospital Garcia de Orta, em Almada. Foi instaurado um processo à enfermeira, a mesma, escreve o jornal, que tem um processo relativo ao parto da apresentadora Adelaide Sousa, que, todas nos lembramos, esteve dias em trabalho de parto e acabou nas urgências de um hospital. Creio, aliás, que o bebé nasceu de cesariana. 

 

Não me percebam mal. Eu acho que o parto humanizado é um direito e que acredito que a medicina deve respeitar a natureza. Mas isto de nascer em casa... Tenho imensas dúvidas e não é só pela mãe. É pelo bebé mesmo. Como é que uma pessoa pode mesmo dizer que um bebé está bem sem uma equipa de profissionais e um diagnóstico? Se coisas horríveis acontecem em hospitais, imagine-se sem rede. Não. Estes partos não são para mim e, neste caso em concreto, sempre quero ver também como se podem encontrar culpas numa enfermeira. Ela vai fazer o parto, não vai tratar do recém-nascido. Não a estou a desculpar. Já é mau o suficiente aparecer duas horas depois de ser chamada. A questão são também os pais que fizeram esta escolha. Devem ser responsabilizados? Castigados já estão a ser, disso não tenho dúvida. (Corta-me o coração)

 

Ora, pronto, fomos e viemos e já cá estamos outra vez

Não sei se me pareceu uma eternidade ou se me pareceu curto, mas a verdade é que foi mesmo bom:

 

- O essencial está igual e isso é que importa. Há sítios assim, de que fazemos parte. Barcelona é o meu. Ainda bem que o descobri.

- Revi o Jordi e a Ely, soube do paradeiro de vários outros, descobri casamentos e etc. Outras duas amigas que queria muito ver vão ter de ficar para a próxima.

- Apresentei as minhas filhas pá tomaquet (pão com tomate) e elas gostaram muuuuuito.

- A minha filha Teresa ficou com febre assim que pisou o Camp Nou. Se isto não é o destino, não sei...

- Descobri, a propósito, que o Messi se chama Lionel Andrés. Acho que afinal o puto, se for puto, se vai chamar assim. E deixo uma pergunta à comunidade: Seria o mundo diferente se Cristiano Ronaldo fosse o Aveiro e se Messi foi o Lionel Andrés? 

- As minhas filhas juntas em restaurantes transformam-se em criaturas desconhecidas. Mas o melhor foi ver a satisfação da pequenina quando viu sopa ao fim de dois dias (sim, foi lamentável, gostava de saber o que comem as crianças dos outros países). Lambeu-se toda. Com quê? Creme de abóbora com bacalhau. Acho que sim. Vou passar a fazer cá em casa a ver se gostam.

- Por alguma estúpida razão puseram-nos em lugares separados no avião e a Madalena fez a viagem com um corredor a separar-nos e portou-se impecavelmente. Confesso que na minha cabeça vi o meu irmão com seis anos numa viagem para a Madeira a barrar um croissant com manteiga POR FORA. Felizmente já não há instrumentos perigosos e ela comeu aquela sanduíche "gourmet" (o importante aqui são as aspas) sozinha. Estou parva.

- A minha barriga está enorme. Ter comido tanto é capaz de não ter ajudado.

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