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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Sexo em locais públicos #2

Ora, cá vai mais uma reclamação:

Esta, sobre o restaurante Pedro e o Lobo, em Lisboa, ando para escrever há séculos, mas nunca encontro tempo. Acho que hoje, estando nos destaques do Sapo, é o dia ideal para pôr a boca no trombone.

Nós fomos ao restaurante em Fevereiro. Era suposto ser uma celebração do Dia dos Namorados, como relatei neste post, mas depois tivemos de sair a meio porque a nossa filha Teresa vomitou e nós saímos disparados a caminho de casa. Onde é que entra a parte da reclamação?

Na parte em que nós escolhemos o menu de degustação, que deve custar quase 50 euros, comemos um amuse-bouche e uns dois pratos (devem ser uns sete ou oito no total), saímos a correr, interrompendo a refeição e aquelas alminhas cobraram-nos o valor total. TOTAL!

 

É evidente que, dadas as circunstâncias, não nos íamos pôr a regatear (o que queríamos era bazar o mais depressa possível), mas é escandaloso que nos cobrem por uma refeição não fizemos. Deviam ter cobrado apenas metade. Além de ser mais simpático, era muito mais justo.

 

Resultado: já se pôr a hipótese de lá voltarmos e eu oponho-me terminantemente. Primeiro, porque apesar de ter comido pouco não achei que fosse espectacular; segundo, porque um bocadinho de delicadeza nunca fez mal a ninguém.

Os amigos

O primeiro amigo que fiz assim a sério, sozinha, sem a ajuda dos meus pais, foi aos cinco anos. Ele convidou-me para o aniversário em casa dele, quando era especial sermos convidados para ir aos aniversários dos meninos da escola. A irmã dele tinha um carrinho de bebés que eu amei. Passei a tarde toda a brincar com o carro. Logo eu que nunca gostei dessas coisas. Mas o carrinho, azul, era lindo. Tão lindo que os meus pais me ofereceram um três dias depois, quando eu própria fiz anos. Fazemos anos com três dias de diferença. Fomos colegas na primária, mais tarde no sétimo e oitavo anos. Andámos na mesma secundária mas quase não nos cruzámos. Vimo-nos na escola de condução, poucos dias depois de termos feito 18 anos. Na segunda-feira, a fazer um trabalho para o jornal, uma designer falou-me do trabalho dele. Estive quase para dizer "sei quem é, sei perfeitamente, conheço-o desde pequenino e é o máximo termos amigos que fazem coisas tão boas e bem sucedidas". Mas depois contive-me. Já não temos cinco anos. Mandei uma mensagem no Facebook a contar. Porque à beira dos 35 anos ainda não perdi o rasto ao meu primeiro amigo. 

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