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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Top 10 de Amesterdão (e cinco coisitas que não gostei assim tanto)

A Ronda da Noite, Rembrandt (1606-1669)

 

OK

 

1. Andar de bicicleta

2. A casa de Anne Frank

3. Museu Van Gogh

4. "A Ronda da Noite" e a casa de Rembrandt

5. Vermeer, sobretudo o restaurante

6. Jordaan (e os gelados Monte Pelmo)

7. Spui Centrum

8. Vondelpark

9. Encontrar holandeses simpáticos e eficientes em todo o lado

10. Dar de caras com portugueses conhecidos à porta de museus

 

KO

 

1. O aspecto das coffeeshops (praticamente é preciso estar já com a moca para ter coragem de entrar ali dentro)

2. Filas para todos os museus

3. Preços das roupas, sapatos e coisas do género

4. Não perceber dutch.

5. O nosso quarto. Excelente localização, má decoração

Este blogue defende o Telmo do "Big Brother"

A notícia do jornal "I" sobre a candidatura de Telmo Ferreira, ex-concorrente do "Big Brother, às eleições legislativas é, como dizer, hum... nojenta. Bem sei que tinha dito algures por aqui que não voltaria a criticar jornais mas isto é demais. E temo que muita gente (a julgar por várias reacções que li no Facebook e no site do próprio jornal) não entenda que este artigo diz mais sobre quem o escreveu do que sobre o "protagonista" da história. Claro que é notícia que o rapaz se candidate. A maneira como está escrita é que é de um mau gosto e de uma bezerrice que me ofende. E não é por eu sempre ter simpatizado com o rapaz. São factos:

 

1 - O título diz que o concorrente do BB quer brilhar no canal Parlamento. Ah, ah, ah, que trocadilho giro. Logo desmentido no lead, onde se afirma que Telmo não está em lugar elegível. Mas, pronto, vamos dar isto de barato e chamar-lhe "liberdades criativas". Mesmo assim, note-se, é impreciso.

 

2 - Atribui como grande surpresa esta candidatura por oposição à de Basílio Horta, independente pelas listas do PS. Claro, então não se está mesmo a ver... Um homem que foi do CDS, que concorreu à presidência da República apoiado pela direita é agora cabeça-de-lista por um partido socialista (social-democrata, vá!) mas a grande surpresa é o Telmo! Não sei o que me chateia mais: acharem que me podem dizer o que é uma grande surpresa, ou esta falta de noção da realidade que os leva a dizer que o Telmo é mais importante do que um tipo que tem funcionado como um ministro da Economia na sombra. Eu acho que se pode, e deve, fazer notícia com a candidatura do Telmo, o que me parece mau trabalho é, precisamente, perder de vista o que é, na prática, mais importante.

 

Surpreendentemente, no meio disto tudo, Telmo, o visado, é a pessoa mais sensata:

"O 14.º candidato da lista do PS pelo círculo de Leiria está habituado a ser alvo de todas as atenções, até porque viveu cerca de quatro meses da sua vida em directo num ecrã de televisão, mas explicou ao "Região de Leiria" que "é mais do que aquela passagem na televisão". Telmo Ferreira sublinha que há dois anos que tem actividade política na Batalha, está preparado para as questões que a sua candidatura pode trazer, vincando as diferenças em relação ao papel de concorrente do "Big Brother", famoso por um rol de frases assassinas da língua portuguesa. "Há sempre gente a falar bem ou mal. A questão do reconhecimento televisivo não tem nada a ver, foi só uma passagem e aconteceu há 11 anos", diz agora."

 

Quem escreveu, pelo contrário, parece possuído:

Uma pessoa está habituada a ser o alvo de todas as atenções porque viveu quatro meses num programa de TV? E estando, estar habituado a ser o alvo de todas as atenções fará dele um bom político? (Cá está essa percepção idiota de que a política só se faz nos jornais).

 

Finalmente, o tom desta notícia deixa no ar que uma pessoa que participou num programa de televisão ou que não domine a língua portuguesa não pode ser candidato político. Realmente facilita a vida, mas a democracia é todos. E relembrar frases ditas por uma pessoa há quase 11 anos (como se o tempo não tivesse passado) realmente é de um bom gosto...

 

(Eu sei que o meu jornal também faz coisas erradas, mas seria errado da minha parte vir falar disso aqui e tenho sempre outras maneiras de me fazer ouvir).

Está uma dançarina

Sentada dentro do parque (gosta muito de lá estar, o que me surpreende porque a Madalena não gostava assim tanto), brinca com o seu cubo-tambor-caixa de música-jogo de encaixes. Pomos a música a tocar e ela, sentada, começa a dançar e a abanar-se feliz. Adorável! O que é que eu hei-de dizer?

 

Esta manhã supreendeu-nos com outra brincadeira: a Madalena emprestou-lhe o António, um dos seus nenucos, e ela ficou siderada com os olhos do boneco. Deitado, olhos fechados. De pé, olhos abertos. Muito cómica. Com o boneco deitado, ia-lhe aos olhos e tentava abri-los.

 

Cinco dias sem a ver e posso garantir que noto muitas diferenças. Está maior, bochechuda, sempre sorridente. Mais dada (o que são óptimas notícias)...

 

PS: Quando venho contar estes pequenos passos, acabo quase sempre envergonhada com o tom lamechas. Os progressos das minhas filhas comovem-me, não posso fazer nada...

A minha mãe foi a Amesterdão e só trouxe um dedo do pé partido

Não sei se existe uma doença com este nome, mas esta tendência para me magoar nos dedos das mãos e dos pés só pode ser patológica. Aos 11 anos parti o dedo mindinho a jogar râguebi e dos quatro acidentes que já me sucederam este foi o mais digno. É triste. Aos 20, durante umas férias no Algarve, bati com um dedo do pé no jacuzzi com tanta força que passei as férias com dores. Aos 25, em Barcelona, cortei dois tendões e um nervo a fazer uma sandes de queijo. Muito digno! Esta manhã depois de quatro dias a andar e a pedalar por ruas cheias de gente e numa trepidante cidade europeia - Amesterdão - parti um dedinho do pé a entrar para a banheira (Ana e Cristina, parou já de rir e de me chamarem aquilo que nós sabemos). Ainda mais digno!

Evidentemente, conto isto para suscitar pena. Espero telefonemas, "gostos" (não no sentido real, note-se), comentários e compaixão. Não tanto pela minha saúde, porque isto não é nada de grave (um mês e estarei fina e só tenho um adesivo a proteger o dedito, o quarto do pé esquerdo), mas naturalmente pela minha condição de pessoa parte um dedo do pé a entrar numa banheira. Sóbria. De todas as formas realmente importantes de uma pessoa se magoar, a mim tocam-se sempre as estúpidas. Bolas.

Há artistas que deviam ter vergonha na cara e se estiver errada corrijam-me

Não é por querer inventar a roda que me danam filmes, fotografias, obras de arte de toda a índole cujos protagonistas são pobrezinhos. Filmar pobrezinhos é a coisa mais simples do mundo. E quem diz pobrezinhos diz gente que se está mesmo a ver que não vai pôr em causa o que se está a fazer. Os artistas que "abordam" a temática da pobreza são como os jornalistas que vão para a rua de microfone na mão tomar o pulso ao cidadão comum. Como ninguém com dois dedos de testa aceita falar com um jornalistas durante dois minutos, de pé, entre o trabalho e o comboio, recorrem aos primeiros três desdentados que encontram e depois embrulham tudo como se estivessem a fazer ciência. Achando isto mal, pior me parece que um artista -- que, espero eu, reflecte sobre o faz -- me apresente esse género de trabalhos. A pobreza não precisa de denúncia.

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