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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

César Peixoto e Isabel Figueira

Que a Isabel Figueira tenha virado o boneco, ainda vá que não vá, agora saber que o César Peixoto não paga a pensão de alimentos do filho deixa-me numa pilha de nervos. É preciso não ter mesmo vergonha na cara. Se houver por aí primos do rapaz que sintam ofendidos, lamento. Um pai que não paga a pensão de alimentos e pode é uma nojeira.

Mas que raio de conversa é essa?

Dei por isso quando um dia me disseram que falava demasiado da Madalena (só existia a Madalena ainda). Era uma crítica justa, mas gostava de lhe ter dito que se ela tivesse conversas interessantes talvez eu não me tivesse de falar da minha filha. Porque é isso mesmo que me acontece e era, recordo-me perfeitamente, o que estava a acontecer naquele momento. Claro que não vou dizer isto a ninguém, porque é demasiado cruel, e claro que não faço de propósito, mas acontece. Acontece a minha mente começar a vaguear e eu precisar de falar das minhas filhas. Posso estar aqui a noite toda a fazer análise, mas não vale a pena. Tudo se resume a um "achas isso espectacular? eu tenho uma filha!". É uma luta desigual, eu sei. E agora com duas ainda pior. (E, sim, tenho consciência de que os outros pensarão o mesmo em relação à minha pessoa).

Censos

Há dez anos não fiz parte dos censos. Vivia em Barcelona, a minha vida era maravilhosa e, para ser honesta, não pensava muito em Portugal. Não acreditaria se alguém me dissesse que estaria aqui agora, em casa, com o meu marido (uau!) e teria duas filhas -- vocês. A minha casa era alugada, tinha três quartos minúsculos e uma sala improvisada, igualmente mínima. Era num quinto andar sem elevador, o que era uma grande chatice quando me esquecia do telemóvel ou tinha muita vontade de fazer chichi. Mas a vista era boa, estava a um minuto do metro, 10 minutos a pé do trabalho, outros 10 do El Corte Inglés, do cinema, do centro comercial. Pagava 70 mil pesetas, uma pechincha tendo em conta o espaço e a localização.

Aprendi catalão a ver o Andreu Buenafuente e o Paco (Santi Millán) na 'Cose Nostre'. Saía muito. Ia a sítios bonitos e outros muito pirosos mas muito divertidos. Gostava de ir à H&M da carrer Ferran ao sábado à tarde. Não era casada. Não tinha namorado. Trabalhava numa empresa familiar de  comunicação familiar. Devíamos ser uns cem. Eu trabalhava umas 50 horas por semana. Não conhecia o vosso pai. , que morava no Porto (imagine-se!). Não tinha religião. Agora não sei muito bem...

Mas também há uns dias em que me sinto mesmo boa mãe

Dei banho à Madalena a seguir ao almoço porque hoje tem de ser a despachar. Não queria, claro, porque tinha um sono brutal. Sentei-ao meu colo fingindo que ela era a Jessi do Toy Story e eu o cavalo Bala. Galopámos por essa casa-de-banho fora ao lado do Woody que entretanto viu um rio e uma cascata (o chuveiro) e decidiu que íamos tomar uma banhoca. Depois de embrulhar a Jessi/Madalena na toalha informou-me que queria ser o Bob, o Construtor e eu o Escavão. Acedi. Levei-ao colo, como fazem as máquinas do Bob, e ela informou-me entretanto que afinal preferia que eu fosse o Bob e ela a Wendy. "Qual é a nossa obra do dia, Wendy?", perguntei-lhe eu. "Um esconderijo". E assim, depois de pormos creme e vestir uma roupinha confortável, gritámos: "Conseguimos pôr mãos à obra?". E respondemos: "Sim, conseguimos". Ela subiu para a cama e começámos a escavar um túnel cada vez mais fundo e escuro (os estores que se fechavam"). E enquanto o Bob (eu) satisfazia mais um pedido urgente do agricultor Picles, a Wendy terminou a árdua missão de construir um esconderijo em casa do Bob: enfiou-se dentro dos cobertores e adormeceu.

A trama adensa-se

A Sara, amiga imaginária de três anos da nossa filha Madalena, tem passado a semana cá em casa. Uma renda, não me digam que não. Todos almoços e jantares lá temos de pôr o prato -- imaginário (vá lá!) -- para a visita, mais copo, mais talheres. "E guardanapo", chateou-se a Madalena no outro dia. A rapariga tem um irmão mais novo, o Ricardo, que também passa muito tempo cá em casa. Tal como os penetras dos pais, o João e a Maria. Mas esses, pelo menos, nunca saem da sala. E bem, porque tem a "mais velha" deles muito malcriadinha, graças a Deus. A moça, ainda que imaginária, gosto muito de deitar ao chão o copo de água que está na mesa das pinturas a aguarela. Quase todos os dias tenho de ir ao quarto pôr água na fervura. Felizmente, não e parva de todo e lava sempre os dentes antes de ir dormir.

Era um espectáculo de fantoches, por favor

Sentada no parque, montado anteontem no meio da sala, empertiga-se toda para ver o que se passa do lado de fora. Ri-se com as gengivas todas com as palhaçadas que lhe fazemos do lado de fora.

Diálogo típico:

- Cucu

- Gueguegue

- Cucu

- Guiiiiiiiiiiiii

- Cucu

- Gueguegue

 

Brilhante!

Mamã, apresento-te o Sócrates

 

As criaturas na fotografia são, para os menos familiarizados com o universo Amanda Flex Troupe, os pais da Amanda.
Por alguma extraordinária razão, a Madalena acha que ela só pode ser a mãe da menina e que ele, tão bem conservado, só pode ser o irmão. A da esquerda é a "mãe da Amanda", o da direita, apesar de ser o pai, é conhecido cá em casa como irmão da dita Amanda.
Baptizou-o de SÓCRATES.

Está certo. É muito popular neste momento. Ele e a mãe, diga-se de passagem... (embora a Madalena não chegue a tanto)

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