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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Jornalistas não, por favor

Ando para escrever sobre este post da Sandra Mil Sorrisos há uma série de dias. Perante o desagrado da Sandra pelo amor da filha por "ensinar" e porque eu própria não quero que as minhas filhas venham a ser jornalistas, a minha pergunta inicial era: porquê que os pais não querem que os filhos sigam os seus passos?. Porquê, quando ainda por cima isso é o mais natural, visto ser o que eles vêem fazer?

Depois tive um choque frontal com este vídeo, através do Facebook:

 

 

 

(O vocalista da banda brasileira Los Hermanos 'desanca' um jornalista que lhe pergunta sobre o grande êxito do grupo, Anna Julia, dizendo que o jornalista não vai a concertos, não lê o que se escreve)

 

E percebi a razão. Até a mim me percebi, acho eu.

Não é que os pais não queiram que os filhos não sigam os seus trabalhos. São os professores e os jornalistas é que não querem, porque ser professor ou jornalista é mesmo muito mal visto.

 

Eu nem quero saber se o vocalista de Los Hermanos tem razão. Até pode ter, e o jornalista não estar devidamente preparado. Ou até pode não ter, porque lhe perguntam se fica irritado e ele fica mesmo. Não interessa. Porque o que aqui fica claro é que o músico acha que pode desancar no jornalista em público. Acha que pode achicalhar os seus conhecimentos. Acha que não tem de ter consideração pela pessoa que ali está à sua frente. Da mesma maneira que hoje em dia muitos pais acham que, só por serem pais, se podem intrometer nos métodos de ensino e questionar a autoridade do professor. É isto que muda. Uma pessoa não se rebela contra a médica do centro de saúde que devia chegar às 09.00 e chega às 11. Não se chateia com os juízes. Não se chateia com engenheiros. Ou com economistas e gestores (e olhem a que belo sítio nos levaram). Não. Chateia-se com professores, com jornalistas, com advogados, até com arquitectos... Tudo profissões em que as pessoas passam muito tempo a reflectir sobre elas próprias, sobre o seu papel e como melhorar. Parece que quanto mais debatemos o que fazemos menos noção temos do que devemos ser ou fazer.

Madalena - três anos

Sobre a festa de anos da Madalena, no sábado, em casa dos avós:

gostaria de agradecer a presença de todos (a maioria passa por aqui, é uma sorte);

- gostaria de agradecer os presentes que a nossa filha recebeu. Sou o mais sincera possível quando digo que quase toda a gente escolhe presentes para a minha filha melhor do que eu.

 

(Claro que agora podia vir aqui pôr fotos de tudo e tal, mas toda a gente sabe que não temos essas coisas, portanto, vai ficar mesmo assim...)

"Estão aqui as manas Costa para a dra. Sofia"

A Teresa:

Fantástica, com 64 cm comprimento (ainda não se pode dizer altura) e 6,875 quilos de peso (umas 800 e tal gramas em dois meses).

Tem evoluído muito bem e a marca da BCG, que está horrível, há-de passar, promete a pediatra. O tónus muscular está certo para a idade, mas agora é preciso sentá-la entre almofadas. De momento, já se aguenta um bocadinho e, claro, gosta muito de ver o mundo nessa (nova) perspectiva.

Vai estrear-se na sopa de legumes ao jantar, esperando eu que isto chegue para que se acabem as ceias à meia-noite. Gostava tanto do meu sossego entre as 21.30 e as 00.00. Está naquela fase de mexer muitos os pés e as mãos, faz sons e adora a sua chucha. Quase tanto como adora a irmã. Olha para ela com um ar embevecido e ri-se com as gengivas todas (ainda não tem dentes). É uma criança "tímida", se é que se pode dizer isso aos seis meses de vida. Não vai para qualquer colo e estranha pessoas que não vê todos os dias como os avós, por exemplo.

 

A Madalena:

Mede 95, 5 cm e pesa 16 quilos (mais 500 gramas em três meses). É preciso continuar a vigilância. Os pés estão direitos e assentam bem no chão. Fez chichi antes de entrar e depois pediu-me para ir outra vez ao WC enquanto lá estávamos. Até a mim me surpreendeu: fez tudo sem ajuda (parece que é assim na escola, mas em casa ajudamos sempre). Qualquer dia, insisto para que se vista sozinha a ver que tal sai.

Ainda come os 'éles' e diz 'g' em vez de 'r' em algumas palavras, mas também já lhe sai um Lina ou um tigela perfeitos.
Também já não usa fralda à noite. Há 'acidentes', claro, mas foi uma escolha dela ("não quero dormir com fralda") e respeitamos.
Agora esperamos, ansiosos, que faça o mesmo com a chupeta. Embora me pareça que vamos ter de esperar. Disse à pediatra que precisa da chucha para dormir. Assim, sem que ninguém lhe perguntasse nada.

Esclarecimento da gerência

Sobre o último post, e porque não quero passar a ideia errada (já pareço aqueles comentadores que explicam à terça o que escreveram à segunda), a minha questão não é tratar alguém por doutor ou engenheiro, arquitecto ou padeiro. Isso, realmente, não tem importância nenhuma. Mas os cargos importam (por cargo entenda-se alguém que desempenha uma função específica dentro da sua profissão). Claro que importam. O que as pessoas fazem com eles é outra coisa. E é precisamente disso que estou a falar. Tomemos como exemplo o director de qualquer coisa. De uma televisão, vá. Esta pessoa recebe telefonemas, convites, tem acesso a uma quantidade de informação que não tem nada a ver com a pessoa em si, e com as suas qualidades, mas sim com o cargo que ocupa. Nem quero ir mais longe, mas acham que continua ter a mesma influência depois de deixar esse lugar? Tenho a certeza que não e o que mais há são exemplos disto. No entanto, enquanto os ocupam as pessoas esquecem-se e acham que toda a gente os quer porque são eles e não por causa do cargo que ocupam. Serei ainda mais clara. Toda a gente que manda neste país quer ser entrevistado pela Judite Sousa. Isso é mérito dela? Em parte, mas apenas em parte (e um ínfima parte). As pessoas querem ser entrevistados por ela porque há um único espaço de grande entrevista e é aquela jornalista que lá está. Quem é que estava antes? Margarida Marante. Pois.

Duas coisas que me andam a irritar

- Que a crise se tenha tornado num negócio (frascos grandes porque comprar ao litro sai mais barato, livros para a crise, ginástica da crise, viagens low cost). Cansei! E só mais uma coisa: se baixou preço é porque se podia baixar o preço. Só tenho pena se estiver numa loja dos chineses, porque, possivelmente, é sinónimo de exploração humana.

 

- Que tudo se tenha (ou deva) transformar numa marca. Enquanto foram só o Tommy Hilfigger, o Ralph Lauren ou a Agatha Ruiz de la Prada, ainda engoli. Acho que é uma evidência científica que o blogue da Pipoca Mais Doce também já é uma marca. Agora, uma padaria? Oh, poupem-me!

 

Já tem três anos!

Fez três anos. A Madalena, a nossa Madalena, fez três anos. Custa-me a acreditar nisto, mas que se lhe vai fazer fazer...

Levámos-lhe um bolo para a escola, pensado e bem pensado pela fada cá de casa. Muito se surpreendeu ela quando lhe disse que seria algo tão simples como pão de ló. Só?, perguntava-me ela. Só, dizia-lhe eu. No limite acabei por concordar com um bolo de laranja e depois provámos este de cenoura e concordámos. Depois era o creme. Mas vai sempre creme? Sem creme! Não se convenceu. Na semana passada pediu bolinhas para enfeitar e ontem ainda fez um merengue para pôr por cima. Ficou com ar de bolo. Mesmo! Com ar daqueles bolos que me lembro na primária. Acho que eles - os meninos - gostaram.

 

Eram 16.00 quando lá chegámos. O bolo e eu, porque o pai já lá estava, sentadinho ao lado da filha numa das cadeiras da sala. Já tinham bebido o leite. "A Madalena hoje até bebeu o leite a correr!", disse-me a educadora. Não amar leite é o calcanhar de Aquiles da nossa filha. Gostar de festas, por outro lado, é uma coisa que vai muito com a sua personalidade. Tal como uma certa timidez.

 

Ficou envergonhada por ser o centro das atenções. Quase não se mexia enquanto lhe cantavam os parabéns e teve dificuldade em arrancar com o "obrigada amiguinhos..." Mas está tudo bem. Ser tímida aos três anos tem até a sua graça.

 

Entregou bolo a todos os meninos da sala (oito meninas e sete rapazes), um a um, e aquele presentinho que agora é da praxe entregar às crianças (um dia destes falo disso).

 

Tem uma sala gira, colegas queridos e continua muito próxima dos mesmos dois: o Pedro e o João.

 

Os avós e o tio vieram jantar. Estava louca de alegria com os presentes. Demos-lhe um quadro para riscar e desenhar logo de manhã e ficou louca com aquilo. À noit, o papá deu-lhe um microfone e fez as despesas do espectáculo nocturno. Sem timidez e com muito rock 'n roll.

 

Deixámos que se deitasse tarde. Caiu redonda na cama. Está linda.

 

PS: Tenho pena, claro que tenho pena de não ter feito um post ontem assinalando uma das datas mais importantes que se celebram nesta casa. Mas não tivemos tempo. E, como sempre digo, é mais importante viver do que escrever posts. Nada contra mas é sempre melhor vivermos experiências reais (o que quer que seja que isto é).

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