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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

O baptizado do Gonçalinho

O rapaz já está baptizado, já é filho de Deus e a festa foi espectacular. Estava a pensar fazer um discurso sobre a comida, que estava muito boa, mas se calhar é melhor não o fazer. Vai parecer que sou uma esfomeada e embora seja verdade também não é preciso ser tão descarada. Só vou dizer uma coisa: entradas fabulosas! Entretanto, o Gonçalinho estava lindo. Vestido como eu gostaria de ver um filho meu, se tivesse rapazes. Bem betinho! Adoro, o que é que hei-de fazer?

Infelizmento, e isto é mesmo mau de se confessar, mas tem de ser (em abono da verdade), cheguei tão, mas tão tarde que já não vi o rapaz ser abençoado. Perdi o baptismo com o meu atraso matinal, uma manhã daquelas gloriosas:

comecei por vestir os collants da Teresa à Madalena. Com o gancho das ditas pelo meio da coxa da Mini mal-disse a minha vida e a minha habilidade para comprar roupa para as miúdas - sobretudo, roupa igual. Quase sem rede, liguei desesperada à minha mãe para lhe pedir que passasse pela Modalfa do Modelo para comprar umas meias à Madalena (tudo menos estragar o modelito).  Até já tinha arrumado as meias na gaveta da Teresinha, a pensar que não se perdia tudo porque sempre tenho outra filha, quando reparo no engano. E toca a ligar à minha mãe outra vez.

Depois foram os sapatos da Madalena e isto para mim é hilariante como prova de que eu não ando bem. Não sabia onde estavam o raio das xanatas. Procurei, procurei, e nada. Tentava lembrar-me da última vez que os tinha visto (como recomenda Hercule Poirot), e nada. Mais dez minutos nisto. Até que fui dar com eles dentro da caixa, em cima do sofá do quarto da Teresa. O que é que tinha acontecido (e porque é que digo que isto diz muito sobre a minha pessoa)? Porque os deixei ali naquele sítio na noite anterior porque tinha querido deixar tudo arranjado de véspera. Só que como eu própria duvido da minha capacidade de organização nem me tinha ocorrido procurar ali.

Não sabes o que me oferecer no Natal #5

Cadeira Osaka '70.

 

Foi concebida pelo designer português António Garcia para o pavilhão de Portugal na exposição mundial na cidade japonesa em 1970 e é um pré-Ikea. Estas cadeiras desmontavam-se completamente e eram embaladas em caixas de 12. Só foram produzidas umas 100, na F.O.C., aquela fábrica que ficava nos arredores de Mafra (hoje quase no centro).

 

Como foram produzidas tão poucas, encontrar uma que seja é quase como estar perante uma peça de arqueologia - imagine-se, pois, o preço que uma babes destas pode atingir. Mas, cada maluco com a sua panca, e eu gostava de ter uma. Ou duas. O jogo completo de sala é que não, porque são muito baixinhas... É mais só para decoração mesmo.

Pão por Deus

Se há tradição de que ando a gostar mesmo é do Pão por Deus. Este foi o nosso segundo ano e no que de mim dependa é uma tradição que não vai morrer. Há um ano a Madalena não percebeu nada do que se passava e tivemos São Pedro contra nós, já esta segunda-feira foi espectacular: a gaiata a dar passos largos dizendo "Pão po Deus, Pão po Deus, xaco seio, bamos lá com Deus" e um solinho muito agradável. Isto, claro, para além da companhia: os três primos, Ricardo, Rodrigo e Gonçalinho, a Francisca e o Gonçalo e a prima deles, Madalena.

 

Parece que houve um recorde de assistência este ano. O meu pai diz que teve muitos "clientes" e outra pessoa nos disse o mesmo pelo caminho. É natural. É só crianças naquela terra!

 

Também este ano fiquei a saber, pelo meu pai, de onde vem a tradição:
depois do terramoto de 1755, muita gente saiu das cidades para a periferia para pedir pão por deus. Um ano depois, e para assinalar a data, as crianças andaram de casa em casa pedindo do mesmo "pão por deus". Não sei se ele tem razão, mas a explicação tem muito que ver com o li aqui na Wikipédia, onde afirmam que só no século XX se tornou moda dar guloseimas às crianças (teoricamente, só miúdos com menos de 10 anos é que podiam andar de casa em casa).

Ui, que pena

O encarregado da obra, ou pelo menos dos pintores e carpinteiros, deixou de me falar. Passa por mim no elevador e faz trombas. Estou tão triste, pá! E porquê? Por causa disto:

 

Terça-feira de manhã:

- Olhe, vai ficar chateada mas o pintor não pode ir hoje.

- Pois claro que fico, mas que posso fazer?

 

Quinta-feira à tarde:

- Já viu? O pintor já tratou da porta...

- E então? Quer que lhe bata palmas? Chega com pelo menos 24 horas de atraso.

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