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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

R.E.M








Nightswimming deserves a quiet night.

The photograph on the dashboard, taken years ago,

turned around backwards so the windshield shows.

Every streetlight reveals the picture in reverse.

Still, it's so much clearer.

I forgot my shirt at the water's edge.

The moon is low tonight.


Nightswimming deserves a quiet night.

I'm not sure all these people understand.

It's not like years ago,

The fear of getting caught,

of recklessness and water.

They cannot see me naked.

These things, they go away,

replaced by everyday.


Nightswimming, remembering that night.

September's coming soon.

I'm pining for the moon.

And what if there were two

Side by side in orbit

Around the fairest sun

That bright, tight forever drum

could not describe nightswimming.


You, I thought I knew you.

You I cannot judge.

You, I thought you knew me,

this one laughing quietly underneath my breath.

Nightswimming.


The photograph reflects,

every streetlight a reminder.

Nightswimming deserves a quiet night, deserves a quiet night












'Automatic for the People' (1992)


(o vídeo não vale nada, só está aqui pela música)



E mais esta:






That's great, it starts with an earthquake, birds and snakes, an aeroplane -

Lenny Bruce is not afraid. Eye of a hurricane, listen to yourself churn -

world serves its own needs, regardless of your own needs. Feed it up a knock,

speed, grunt no, strength no. Ladder structure clatter with fear of height,

down height. Wire in a fire, represent the seven games in a government for

hire and a combat site. Left her, wasn't coming in a hurry with the furies

breathing down your neck. Team by team reporters baffled, trump, tethered

crop. Look at that low plane! Fine then. Uh oh, overflow, population,

common group, but it'll do. Save yourself, serve yourself. World serves its

own needs, listen to your heart bleed. Tell me with the rapture and the

reverent in the right - right. You vitriolic, patriotic, slam, fight, bright

light, feeling pretty psyched.


It's the end of the world as we know it.

It's the end of the world as we know it.

It's the end of the world as we know it and I feel fine.


Six o'clock - TV hour. Don't get caught in foreign tower. Slash and burn,

return, listen to yourself churn. Lock him in uniform and book burning,

blood letting. Every motive escalate. Automotive incinerate. Light a candle,

light a motive. Step down, step down. Watch a heel crush, crush. Uh oh,

this means no fear - cavalier. Renegade and steer clear! A tournament,

a tournament, a tournament of lies. Offer me solutions, offer me alternatives

and I decline.


It's the end of the world as we know it.

It's the end of the world as we know it.

It's the end of the world as we know it and I feel fine.


The other night I tripped a nice continental drift divide. Mount St. Edelite.

Leonard Bernstein. Leonid Breshnev, Lenny Bruce and Lester Bangs.

Birthday party, cheesecake, jelly bean, boom! You symbiotic, patriotic,

slam, but neck, right? Right.


It's the end of the world as we know it.

It's the end of the world as we know it.

It's the end of the world as we know it and I feel fine...fine...



'Document' (1988)


Vinte anos antes de nasceres.

Ainda São Paulo

Quando eu digo que gostava de ser uma dondoca, não é a gozar. Vejo-me bem a fazer uma série de coisas interessantíssimas, nenhuma delas trabalhar por conta de outrém. O que não vejo bem é como ia viver às custas de um homem (mesmo que seja o meu que é o melhor de todos) e sem euromilhões ou a herança de um tio velho e rico, vejo a coisa difícil. No entanto, depois de São Paulo, tenho a dizer que sou um anjinho ao pé das brasileiras.


Primeiro, parece que é costume as mulheres deixaram de trabalhar quando casam e têm filhos. Depois, é assim mais ou menos como no Estado Novo (o que já diz muito sobre a justeza e transparência daquele país). Uma família da classe média/alta tem cozinheira, empregada, babá e motorista. Como também não é costume as mães separarem-se dos filhos, seja por que motivo for, também é típico encontrar uma mulher a almoçar com as amigas no restaurante... e a babá sentada ao lado com a cria.

Pela mesmo ordem de razões, e bem ,digo eu, quando vão ao centro comercial (e há-os aos pontapés), também levam a babá atrás. Foi o que vi no Shopping Iguatemi. Aliás, corrijo, foi o que vi no terceiro piso do Shopping Iguatemi. Porque também parece que estes locais são reproduções à escala do que se passa no mundo real: lojas hiper luxuosas aos montes no terceiro piso, lojas médias no segundo (muitas delas às moscas), as pechinchas no primeiro. E onde é que há mais gente? Nem é preciso dizer!


Como ir ao shopping é já em si um programa, fui a outro - o Cidade Jardim. Este fica perto da zona do Morumbi, que é a zona dos ricos de São Paulo, como toda a gente que já viu uma novela da Globo sabe. As lojas (todas de luxo) condizem com a vizinhança. Tem poucos frequentadores, quase todos mulheres e, entre elas, de dois géneros: 'peruas' e 'patricinhas'. Acho que nunca tinha visto tanta betinha de 20 anos com roupa de marca. Havia ali miúdas que tinham gasto mais roupa tinham vestida do que eu gastei na decoração da casa. É outra dimensão e pronto. Ponto, se for a Madalena a dizer.

Mind the Gap

(Ainda sobre São Paulo e sobre como estes dias foram uma lição de vida).


 


Passada fúria com o que é nacional (deram-me um trabalho interessante, não tem nada a ver com o facto de Portugal ter batido a Hungria), falemos de São Paulo e de como o Lula podia pedir emprestada a expressão mind the gap. A gente chegava a um qualquer aeroporto brasileiro e já nos iam avisando sobre o fosso gigantesco entre ricos e pobres. Tal qual o metro em Londres. Sabemos que a coisa existe, mas vale sempre a pena que nos lembrem.

Tudo o que penso está aqui, escrito pela Vanda, uma amiga virtual que se mudou há pouco para o Bahrain com a família. O que ela vê no Médio Oriente, foi o que vi em São Paulo. A primeira loja da Hermés em São Paulo abriu há menos de um mês vendeu 16 mil malas Birkin, a uns míseros cinco mil euros cada uma. Mas nem é o que me perturba mesmo.

O pior é perceber que não é por cortesia (ou porque não tenha tomado banho) que os empregados de hotel não partilham o elevador com o hóspede. É por acharem que não são feitos da mesma massa. Assim é fácil pensar que a vida vale pouco. (E agora podia passar directamente para o tema da dondocagem, mas não me apetece).


 


Com um pouco de sorte, em 2016, tu com oito anos e o Rio de Janeiro a receber os primeiros Jogos Olímpicos da América Latina, tudo isto será diferente.


 

Às vezes é muito difícil aguentar este país

Se há coisa que o papá odeia é que transforme o blogue em muro das lamentações da vida de mãe, mas hoje abro aqui um parêntesis para dizer que às vezes é muito difícil aguentar este país. E isto, podendo não parecer, tem tudo a ver com a Madalena (na exacta medida em que quando os 700 mil funcionários públicos deste país espirram um milhão e meio de pessoas se constipam).

A minha percepção da realidade pode estar toldada pelo cansaço de onze horas de avião, mas é frustrante estar cheia de vontade de chegar a Portugal, a casa, ao quentinho das coisas conhecidas, abrir o computador para ver o que se passou na última semana e perceber - pelas notícias, pela blogosfera, pelos mails - que não se avançou um metro em relação à semana que passou. Anda tudo a queixar-se da vida, e da vidinha, no 'corte' e pouco mais. Pior, numa contínua atitude de 'dizer sem dizer'. É detestável.

Escrever isto é fazer o mesmo (e eu tenho muito carinho pelo meta discurso), mas
não dá para evitar esta sensação de que afinal o terceiro mundo é aqui e ficar calada. No Brasil está tudo a acontecer, faz-se, acontece-se e 2016 é já ao virar da esquina. Aqui há muita mesquinhez, mas com essa pode-se bem. É fazer pisca e ultrapassar. O que é insuportável é a pequenez. São aquelas 100 graminhas de queijinho flamengo, lá está...


 

São Paulo

Não é lindo, mas impõe. É grandioso, é como me tinham dito (Nova Iorque tropical), é bárbaro, é Paris (só vale a pena se for em grande!) e ainda temos de falar sobre os seguintes tópicos:*



- o centro da cidade


- o Ibirapuera


- A Pinacoteca do Estado


- A avenida paulista


- O Cidade Jardim e o Iguatemi


- Os homens e as mulheres


- O verbo fazer


- A importância de os pais viajarem


- Chegar a Portugal (cenário negro)


- Resultados vs esforço


- Ser uma dondoca


- O síndrome Militão


- Compreender na sua verdadeira plenitude o que quer dizer "Junta-te aos bons e serás como eles".


- Fosso entre classes


 


(Acho que aprendi mais nos últimos seis dias do que nos últimos seis meses).




*Sujeito a actualização


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