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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Mamã, qué falar

Há uma semana escrevi um post sobre as aquisições linguísticas da Madalena. Inexplicavelmente, parece que ao meu local de trabalho só chegam mails, não saem  (piada!) e essa bonita prosa não chegou ao blogue. Dizia eu então que já era oficial, que a minha pequena já faz pequenas frases. “Mamã, qué panda”, “Mamã, qué pão”, “Mamã, dá mão”. Pequenas frases e algumas ordens como se vê. 


Mas entretanto, em poucos dias, a informação ficou desactualizada. Não só diz tudo isto, como acrescentou palavras de três sílabas – “bacaco” (macaco) e “água” – ao vocabulário. Hoje estive a tentar ensinar-lhe os nomes das bebés B. Joana ainda não lhe sai, mas Camila já diz na maior. A conclusão a tirar é sempre a mesma: esta miúda é tããããão linda!


E outra coisa: os bebés são giros e acho que aproveitei muito bem a bebezice da Mini, mas cada dia que passa é melhor do que o anterior. Por tudo o que aprendem e pela interacção com os outros. Adoro.

Qualidades que podes (e deves) herdar do papá

Já tens a cara, já tens o cabelo, também recomendo:


 


- A Honestidade


- A organização


- A capacidade para resolver problemas (grandes e pequenos, inéditos ou triviais)


- A generosidade


- O poder de argumentação


- Saber fazer surpresas


- Conseguir despachar-se em meia hora de manhã


- Ser capaz de acordar cedo sempre


- A habilidade para pregar boas partidas


- A coragem


- Perceber quando se está errado e emendar a mão


- Ser capaz de ver sempre a 'big picture'


- Gostar de música


- Conseguir ler livros depressa


- Saber fazer arroz


 


 


 


 


 

A beleza está, evidentemente, nos olhos de quem vê. Por uma boa razão

Na escola da minha filha existem crianças giras, ao domingo de manhã quando vamos ao parque cruzamo-nos com duas gémeas louras lindas, saídas de um anúncio, a publicidade, claro, está cheio de putos charilas encantadores, e não tenho qualquer problema em reconhecer que existem miúdos giros no mundo. Mas nenhum, nenhum mesmo chega aos calcanhares da minha Madalena.


Nem mesmo quando ao fim do dia a vou buscar ao infantário e ela, cansada, toda despenteada, com os vestidinhos amarrotadas, a cheirar a criança, às vezes birrenta, corre para mim, meia trôpega. É que não há. Isto é um facto, uma verdade como um templo. E não há quem me convença do contrário.


Que isto são os meus olhos de mãe a ver, tenho a certeza. E que sei que todos pensamos o mesmo a respeito das nossas crias também tenho a certeza. Tal como estou certa de que isto é uma funcionalidade com que vimos equipados em série quando saímos da fábrica.


Amamentamos, ficamos com os braços mais fortes para dar o melhor colo, nunca mais dormimos uma noite de jeito porque estamos sempre alerta, seríamos capazes de carregar o mundo às costas se disso dependesse a sobrevivência das nossas crianças, e olhamos para elas como se fossem exemplares únicos (e os mais perfeitos) simplesmente porque entre as múltiplas incumbências de ser mãe/pai está essa de lhes ensinarmos o que é o amor próprio: vemo-los tão belos que eles acabam convencidos disso mesmo. E ainda bem. Como poderíamos crescer e aprender a tomar decisões sozinhos se não fosse a auto-estima?

Uma história simples

Antes da Madalena nascer, a minha amiga Joana disse-me que os livros infantis traduzidos em português estão cheios de lições de moral e ideias pré-concebidas. Falhei em compreender a mensagem na sua real extensão. Mas era verdade.

Há centenas de livros de meninos que perdem a mãe porque são mal comportados. E está mal. Coitadinha da Mini, como se já não lhe bastasse a sua própria vida, e saber que de vez em quando (tantas vezes) nos dá mais jeito que ela durma fora de casa porque temos de trabalhar a horas impróprias para crianças, ainda vínhamos nós contar-lhe que o Pato Patareco se pôs a olhar para a borboleta, perdeu-se da mamã e da mana e ficou sozinho. Sim, eu contei esta história, só porque o livro é lindo e tens desenhos incríveis, como se uma criança de 19 meses não pudesse esperar mais uns meses (anos, quiçá) antes de compreender tudo isto. Depois admiro-me que ela chore e não queira que eu saia do quarto na hora de dormir...


Tão mal!



Sorte que uma pessoa pode mudar a agulha e ver a luz a qualquer momento. Sorte que me falaram do Goodnight Moon, azar que se trocaram na encomenda, mas sorte que me mandaram o My World, que é da mesma autora e é o grau zero da história: a mãe coelha lê o livro à bebé coelha, aconchega a filha na cama, faz-lhe o pequeno-almoço. A bebé coelha lava os dentes como o pai, vai pescar com o pai, conduz um carro como o pai - só que o dela é pequeno e dele é grande. Passam tempo no alpendre da casa. Assim, tão simplesmente! Como a vida de todos os dias. Sem história, sem lição, sem nada.


Não está traduzido (mais um desses mistérios insondáveis impossíveis de compreender tendo em conta que em Portugal são lançados livros novos quase todos os dias).

Bem se vê que se acaba o Verão

E não o digo porque haja temas quentes em cima da mesa, género Manuela Moura Guedes e o seu programa suspenso da TVI, é mesmo porque já é quase noite às 20.00 e porque as havaianas que me acompanharam estes meses já estão pequenas! Parece que sempre é verdade que nós, os miúdos, somos como as sementeiras, crescemos que é uma disparate em tempo quente. Vamos lavá-las e arrumá-las de recordação. Não só porque nos foram oferecidas pela tia Ana, mas também porque são o símbolo das férias deste ano. Acho que apareço com elas em todas as fotografias. Usei-as para não escorregar na piscina, para andar em casa, para ir à praia... Enfim, é o mesmo Verão que se acaba!


Que também se nota porque hoje os pais compraram-me uns sapatos novos para andar cá em casa. Umas crocs, umas famosas crocs (ok, isto são coisas da minha mãe!). Mas eu adorei-as e pedi para ficar com elas calçadas logo na loja. Pronto, está bem, não pedi-pedi, assim o que se chama pedir, com um "se faz favor" no fim. Foi mais uns gritinhos de menina a dizer "tira, tira, tira. Não, não quer" enquanto a mãe me tentava calçar os ténis... Depois, perguntaram-me se eu queria levar as crocs cor-de-rosa nos pés e eu fiquei calmíssima. Assunto resolvido. De qualquer forma, eles não iam chatear-se comigo por causa de uns sapatos e não podiam resistir. Antes, tinha olhado para o espelho com elas nos pés e soltei um dos meus "Giiiiiija!" - que é gira em madalenês (caso não tenham entendido). E, sim, fico muito gira com as minhas Crocs cor-de-rosa!

Querido Panda

A Mini descobriu o audiovisual.




Sua mãe esteve vários minutos a dar-lhe no repeat, a pôr para trás o início do DVD Panda vai à Escola. (Reparem que, em homenagem ao meu novo local de trabalho já uso o nome dos programas, músicas ou filmes em itálico e não entre aspas como fazia anteriormente).


E porquê? Porque sôdona Mini está vidrada no bicho. Há-os por todo o DVD, de todas as formas e feitios, e ela podia contentar-se com um qualquer. Mas não. Tem de ser este o que está à entrada da escola João de Deus* a dizer adeus, que sobe as escadas aos pulinhos, enquanto uma criança diz Paaaaaaaaanda... Paaaaaaaaaaaaaaaaaaaanda... Paaaaaaaaaaaaaaaaaaaaanda... ** Lindo!


 


Podia pôr aqui o link, podia, mas não encontro o vídeo no YouTube.


 


*Uma escola que acolhe as gravações de um DVD do Panda ganha ou perde pontos no ranking da educação?


 


**Vamos tentar ignorar o facto de este animal que parece tão carinhoso e fofo ser um dos mais perigosos do mundo. Isto é o pitt bull dos ursos.

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