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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Bio

(E agora, finalmente, um post sobre comida)





A Mini come tudo (e com alegria), o que é um grande descanso. Ocasionalmente, duas ou três vezes por semana, faz a sua birra, mas habitualmente está calma. E aqui a mamã agradece. Já come quase todos os legumes e os que não introduzi é porque ainda não cresceram quanto baste na horta da minha mãe. Sim, é verdade. A avó da Mini plantou-lhe uma horta cheia de coisas deliciosas: cenouras, courgettes, alhos franceses, couve flor, alfaces. Também há espinafres e agriões, mas como ainda não tinham crescido o suficiente a baby ainda não experimentou. Tirando as frutas (que mesmo assim são escolhidas com mil cuidados), todos os legumes que esta miúda experimentou esta hoje são frescos e biológicos. Suponho que isto faça qualquer coisa às pessoas. Pelo menos devia fazer. Eu espero que a Madalena cresça bem saudável à conta de tanta preocupação alimentar. Em todo o caso, tem valido mesmo a pena: os legumes são acabadinhos de colher e cheiram mesmo ao que são e isso, realmente, já não se encontra. Ainda bem que a Mini tem.

Cuidado, este post fala de cocó


Isto era para ser um post sobre comida e os alimentos que a Mini mais gosta. Ia escrever que a Madalena adora banana, mas depois comecei a hesitar, porque entre os mistérios da maternidade que ninguém nos explica está esse de que sempre que se diz bebé e banana numa mesma frase aparece alguém que diz "a banana prende". É científico. É como a canção do Frank Sinatra: love & marriage, come together like horse & carriage.


Não sei se isto é verdade, mas pelo sim pelo não deixei de dizer isto publicamente, porque, aqui chegados, começar a falar de cocó* é um fósforo.  E falar sobre este tema também está entre os favoritos de toda a mãe que se preze. Eu, pecadora, me confesso.


O jackpot neurótico é quando nos cruzamos com uma pessoa como a Augusta (a fada deste lar), uma mulher que resume todas as maleitas e birras das crianças a duas coisas: calor/frio e, obviamente, dor de barriga. Donde, sempre que a Mini está num dia pior (coisa que acontece dia sim, dia não), quando lhe telefono tenho sempre de falar do trânsito intestinal da Madalena. Eu não quero, tenho a certeza que ela também não, mas acontece sempre. E uma pessoa habitua-se e, o que ainda é pior, já faz isto em quaquer lado. Até no trabalho. Peço desculpa, caros colegas, se ofendi os vosso ouvidos sensíveis.


Entretanto também percebi que tudo isto não passa senão de mais uma lição da natureza: os filhos fazem porcaria e nós andamos sempre atrás a limpar. E ainda gostamos deles, por cima. E falamos disso.




 



 



 







 



 



*O  cocó ganhou o nome por causa de um bolo de amêndoa muito escuro e de forma cilíndrica que se fazia numa pasteleria de Lisboa. A sério. Li no "Público" num trabalho sobre pastelaria semi-industrial. O que gostava de saber é como lhe chamavam antes do bolinho...

De pequenino se torce o pepino


Eu sei que a Mini é mini, mas às vezes tira-nos do sério. Não é que ela seja insuportável, que não é, mas de vez em quando tem uns ataques: está a comer e desata a chorar e aos guinchos ou acorda às 06h00 da manhã e quer conversa. 



 





 No primeiro caso, eu relevo quando é a comida que está uma bostix e até lhe peço desculpa com uma deliciosa bananinha esmagada, mas quando a sopa está um pitéu, passo-me. Não lhe faço nada de mal, 'tadinha, ela é pequenina, mas já tive de ser firme e pôr cara feia. Custa-me muito, sério que custa, mas, e desculpem se vos ofendo senhores da segurança social, não pode ser. Admito que a Mini faça birras a todas as horas, mas desconsiderar os sentimentos de quem esfalfa a fazer-lhe a comida que ela põe na boca, não. Mesmo que tenha apenas seis meses e meio. E foi assim que, na semana passada, tive de fazer este número patético da mãe que ralha com a bebé. No sábado foi o pai que teve de usar um tom de voz mais ríspido, quando percebeu que esta doutorinha estava a fazer fita às 06h30. Até eu fiquei em sentido. Quanto à Madalena, não sei se percebeu o que lhe estávamos a dizer, mas o que é certo é fez cara sérias das duas vezes, como se tivesse percebido tudo.


 



Pode até ser que ela não entenda nada do que estamos a dizer, de certeza que não percebe, mas pelo menos percebe a cara que fazemos. E, por enquanto, isso chega. Além disso, como não sei exactamente em que dia do mês ela vai começar a perceber o que quer dizer "não gosto que faças isso", o melhor é começar já. Assim tenho a certeza que a apanho quando chegar o momento de ela perceber.





Custa ralhar com ela e, apesar disto, não vamos evitar que ela tenha alguns defeitos (apesar de a acharmos perfeita), mas não quero cá desconsiderações.

 

Consumir ou não consumir, eis a questão

Acabo de incluir mais um  blogue na lista de sítios que estes pais visitam: o Trimamã. É de uma amiga e estou muito contente que exista. Primeiro, porque se trata de uma mãe de três filhos, logo histórias para contar não lhe faltam. Segundo, porque sei que ela pensa nesta coisa de ser mãe. Este promete! Ao segundo post, a trimamã fala do perigo que são as montras. Um simples passeio a meio da tarde pode ser mais arriscado do que atravessar um campo de minas.





Para já a Mini não pede nada, mas já tinha pensado que isto é um problema nos dias que correm. E temo que sejamos nós, sem querer, que a estamos a atafulhar de coisas, e não estou a falar dos presentes dos amigos. Bodies, vestidos, roupa de cama, toalhas de banho, tapetes para deitar, bonecos de peluche, brinquedos de pendurar com música... ufa... isto cansa. Tento reduzir essas coisas ao máximo e mesmo assim acho que a Madalena já tem objectos a mais. Não precisa de tudo o que tem e, no entanto, muitas vezes dou por mim a achar que determinada coisa é essencial para que ela cresça bem. Por exemplo, aquelas coisinhas que se dão aos bebés para morderem. Já comprei duas, já lhe ofereceram outras tantas, só resta uma, e entro naquele dilema: compro mais?  Nuns dias penso que sim, claro, e se perco aquele? Nos outros dias, quando estou biológica, orgânica e racional acho que não é necessário, porque, ainda por cima,  do que a Madalena gosta realmente é de morder fraldas, telecomandos (se nós deixássemos), peluches... Coisas que estão sempre à mão de semear.





Apesar de gostar mais quando estou nos dias bio, mais racional, não tenho nada contra o consumismo. É bom fazermo-nos felizes com coisas que gostamos. O que me preocupa é em que moldes fazemos isso. E, sobretudo, como é que o fazemos às nossas crianças. Querer o que se vê na montra parece-me normal. Dar tudo é que já não me parece tão bem. E porquê?





1) porque mostra pouco respeito pelo nosso planeta e não estamos em posição de andar a fazer lixo aos montes, poluição e coisas que tais. Como diz a trimamã, são "coisas" e essas coisas só serve para encher e desarrumar a casa.


2) Se dermos a uma criança tudo o que ela pede, creio que isso provoca uma ansiedade desnecessária. O tal "ter" em vez de "ser" de que fala a trimamã. Temo. finalmente que isso faça com que, finalmente, tudo produza infelicidade à criança pela simples razão de que nada é especial, único, irrepetível.








Quero ser o mais difícil de tudo: equilibrada. Como é que lá chego? É um mistério.

Dar a mão à palmatória #1

Em matéria de filhos e bebés, são tantas as coisas em que já tive de dar a mão à palmatória que decidi inaugurar uma rubrica. Filha, tu vais delirar com a quantidade de porcarias que a tua mãe tinha como verdades absolutas e que hoje já nem verdades relativas são.

 

 

 

Depois do "nunca vamos levar a Madalena para restaurantes", veio o "filha minha na nossa cama? Nunca!". Também tivemos o "birras no supermercado? Isso é de como os pais educam" e agora eu estou no momento "sair de casa com sopa nas calças não me vai acontecer nunca".

 

 

 

Para quem falava assim, levo um recorde bem bom. Já saí de casa três vezes (que me lembre!) com o belo do estampado de legumes.

 

 

 

1.ª Saí para almoçar com o papá, toda pipi e convencida, e  só quando lá cheguei, armada em boa, de óculos escuros e lábios pintados, e me sentei é que reparei que tinha dois valentes pingos de sopa nas calças.

 

 

 

2.ª Só reparei no trabalho que estava com as calças sujas.

 

 

 

3.ª Fui passar o fim de semana fora, sujar as calças e não ter mais nenhumas para vestir.

 

 

 

Lindo!

Um longo debate que ficou do fim-de-semana: mães trabalhadoras

Ponto prévio, isto não é um post com queixinhas porque sou uma moirinha de trabalho e depois tenho de vir para casa e cuidar da minha filha. Não. Mas quem inventou a expressão "dia de cão" não tinha filhos de certeza absoluta. Eis o relato dos meus dias e, atenção (muita atenção), eu tenho a vida muito facilitada - não faço trabalho braçal, não cozinho, não engomo e não limpo a casa:





Acordar às 08h00 para dar de comer à Mini, brincar com a Mini, pôr sopa a fazer, pôr a roupa a lavar e estender, despachar-me, dar o almoço à Mini, almoçar e ir embora. Tenho de sair às 13h20. Um minuto a mais e posso perder o autocarro.





O trabalho, na realidade, é a parte mais tranquila do dia. Apesar da adrenalina dos jornais, isso não é nada comparado com as birras da Madalena ou as suas fitas quando a comida não lhe agrada. E depois às 20h00 (não é às 19h59 nem às 20h01) saio disparada para apanhar o 74 e voltar para casa. A minha chefe ri-se com isto, mas é mesmo assim. Um minuto a mais e perco o autocarro. E se passar depois das 20h15 tenho de vir de táxi, coisa que não me apetece fazer por sistema porque tenho melhor sítios (tipo, escolas, universidades, desportos e cursos de línguas) onde gastar o dinheiro. Em casa, dou o jantar à baby, dou-lhe banho e ponho-a a dormir.





Geralmente quando tudo isto acaba são 22h30 (ainda é preciso arrumar confusão que gera o jantar e o banho), que é quando chega o papá da Mini e é a única altura em que podemos estar tranquilos. Às 00h00, estou frita. Fritíssima, se nesse dia a Mini tiver acordado com os pés de fora. Volto a dizer, tenho a vida muito facilitada (melhor do que isto só com a Bimby, não é, Dulce?), mas há muitas mulheres que não têm. Fazem tudo. Tudo mesmo. E é muito duro. "Realmente é como dizem e muito mais", dizia-me uma pessoa que conheço sobre o seu primeiro ano de maternidade". Porque acresce que, como são as mulheres que ficam de licença de maternidade, depois desse tempo todo, conhecem as suas crianças melhor que ninguém e, nem que seja por comodidade e rapidez, são elas que continuam a tratar de tudo.





É mais ou menos nesta altura que as mulheres deixam de ter uma carreira e passam apenas a ter um trabalho. O mulherio esfalfa-se e mata-se de sol a sol e no fim, para cúmulo, a sociedade inteira (mulheres incluídas) parece achar que basta o sorriso de uma criança para nos esquecermos que um dia tivemos ambições profissionais. Se calhar basta. Realmente, eu agora não ando a pensar muito nisso, mas custa-me chegar à conclusão que, por mais que me tenha esforçado no passado ou me esforce no futuro, vou ser sempre ultrapassada por homens que podem não ser mais competentes. Só que estão disponíveis.





"Para a Lina, acabou", disse-me esta mesma mãe sobre o meu futuro profissional. E, na crueza da sua observação, eu vi tudo. Eu não almejo a ser CEO de uma grande empresa, não quero sequer ser directora de um jornal, mas achava que, à medida que o tempo fosse avançando e eu fosse ganhando experiência, talvez um dia, dentro de uns 10 ou 15 anos, pudesse sonhar com um lugar numa direcção executiva (ou algo semelhante) e ser mãe ao mesmo tempo. E não. Isso não vai acontecer. Primeiro porque eu quero ter mais filhos, segundo porque mesmo que tenha só a Madalena, ela requer muita atenção. Uma atenção que não se compadece com fechos tardios de jornais, almoços de negócios e outras maleabilidades que só as pessoas sem filhos conseguem ter. Talvez algumas pessoas possam achar que a maternidade é uma coisa boa para uma pessoa se safar dos serviços da noite no jornal. Esquecem-se é que, pelo menos durante uns bons anos, vou estar também excluída da lista de elegíveis para ir em qualquer viagem.


 


Não se trata aqui de culpar a minha filha por isto. É evidente que ela, com o tal sorriso ou no meio de um choro monumental, merece que eu deixe tudo, mas tenho pena que o mundo que lhe deixo seja assim. Com sorte e muito progresso, talvez um dia ela possa ser mãe e Governadora do Banco de Portugal, mas não vai poder olhar para trás e dizer que a mamã dela conseguiu qualquer coisa de semelhante.


 


E, no meio disto tudo, e na conversa com essa mãe, uma mãe tardia que tem um cargo mais alto do que a maioria das mulheres pode aspirar, ela disse uma coisa que me deixou a pensar: estão realmente a ajudar-nos quando nos dão cinco meses de licença de maternidade? E se nos derem cinco anos? Vamos para casa durante cinco anos cuidar dos nossos filhos? Claro, teoricamente é muito agradável receber um salário e ficar a cuidar da Mini durante esse tempo todo. Eu gostava! Mas depois há o outro lado da moeda. Que não é propriamente a chatice de uma pessoa se transformar numa soccer mum. É não ser aumentada.


 


E, pronto, não maço mais. Tenho de me ir despachar e com isto tudo, e mais uma soneca da Mini pelo meio e umas brincadeiras no tapete, fizeram-se horas de lhe dar o almoço.







Não

É uma palavra irritante. E não me admira que seja das primeiras que os bebés aprendem. A Madalena tem apenas seis e até esta mãe se cansa de passar o dia a dizê-la:


 


- Não ponhas isso na boca


- Na boca não


- Não mexe...


 


Não, não e não. É demasiado. Como se contorna isto para dar uma vida mais positiva à Mini?

Bumbo, meu amor

Chama-se Bumbo, foi desenhada na África do Sul, já ganhou um prémio qualquer e descobrimo-la quase por acaso, graças à nossa amiga João que tem uma amiga que lhe pediu que comprasse uma. Quando me mostrou, a primeira coisa que pensei foi: a Madalena tem de ter uma. Chegou a hora de começar a treinar os músculos das costas para aprender a sentar-se - pelo menos foi o que nos disse a pediatra - e isto é perfeito. Aliás, bastou passar a porta de casa na sexta-feira para se tornar na nova melhor amiga de toda a gente. Da Mini, porque pode passar tempo sentada a brincar com a sua tartaruga Rosa ou com o seu livro de plástico. Da mãe e do pai, porque podem estar aqui no computador a olhar para a baby sem remorsos. Este singelo objecto permite treinar as costas da Madalena sem recorrer ao velho método da "criança rodeada de almofadas por todos os lados". Finalmente, é bom para a Augusta porque é uma excelente maneira de manter a Mini entretida e ainda se pode dar a sopinha. Estou fã. (E comprei em azul para dar com o carrinho, que por sua vez é desta cor porque quando tivermos mais um bebé pode ser rapaz).




O rescaldo

Pronto, já foi. O primeiro dia de trabalho passou. Estou morta e não foi propriamente das notícias que fiz ou por ter feito uma manchete (essa parte nem correu muito bem).


Vejamos: acordei antes das 08h00, dei de comer à Mini, preparei as coisas para ir trabalhar, andei às voltas com ela, porque estava a fazer birra, dançámos, eu almocei ao mesmo tempo que ela, brincámos mais um pouco, saí de casa... O trabalho foi a parte mais sossegada, na verdade. "Só" liguei para casa duas vezes: uma antes do lanche, outra depois. Saí disparada às 20h00, fiquei com a língua de fora, cheguei vinte minutos depois e a Mini estava ok. Dei o jantar, dei o banho e uma hora depois - milagre! - estava tudo pronto para ela ir dormir. Às 22h30, depois de ter feito outras 300 mil coisinhas, sentei-me no sofá e pensei que ainda não tinha parado um segundo desde que cheguei a casa. E ainda faltava jantar, vir aqui, e tomar duche... Comparado com a chegada a casa, o trabalho foi canja. 


 


E ainda tive direito a um miminho: quando cheguei a casa, peguei na Madalena ao colo e ela apertou-me com força. Foi coincidência, eu sei, mas foi bom na mesma.


 


PS1: Obrigada à Meg (parabéns), à Inês, à Mariana, à Mikitas e à Dulce por se terem lembrado que hoje era um dia importante (e hoje vai assim com nomes porque merecem que todo o mundo saiba quem elas são).


 


PS2: Escrevi isto com um olho aberto e o outro fechado. Desculpem qualquer coisinha.

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