A revolução que ainda temos de fazer
Modern Fairy Tales, aqui
Portugal é um dos países onde as mulheres mais trabalham em casa, escreve o Público.
Mais três horas por dia, segundo o DN (não encontro o link, parece impossível).
Já sei que sou uma chata com isto, mas, desculpem lá, tenho duas filhas. Tenho de me prevenir. Pode ser que, de tanto melgar, isto comece a fazer tlimtlimtlim em alguma cabeça.
Sonho com o dia em que não fará qualquer sentido perguntar numa entrevista "como concilia a vida pessoal com a familiar?" (coisa que só se pergunta às mulheres, sendo que aqui "vida pessoal" não é ir à manicure, é cozinhar-fazer camas-pôr roupa a lavar-engomar) ou "o seu marido ajuda-a nas tarefas domésticas?". Será um longo caminho, claro. Se até na Dinamarca, onde leva isto tão a sério que até há benefícios fiscais para os homens que fazem a licença de maternidade, elas trabalham mais 57 minutos do que eles...

