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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

De que têm mais saudades?

Parece ser a pergunta do momento: De que tem saudades dos tempos antes do confinamento?

A bem dizer, não tenho saudades de nada.

Apesar da loucura das aulas ao mesmo tempo que trabalho, estes têm sido dias de estarmos juntos, e bem, em que temos cozinhado mais e melhor, e de fazer coisas que gostamos como ver séries e ler (no caso do pai, eu não peguei num só livro, shame on me).

Não se pode dizer que tenha saudades de estar na rua. Embora não me ande a apetecer correr, tenho feito boas caminhadas, junto ao Lizandro e na Tapada da Ajuda, sítios maravilhosos, que dão para matar saudades.

Nas últimas duas semanas, já nos encontrámos com os meus pais e com amigos. Estamos a retomar o convívio. Matei saudades de algumas pessoas, pretendo continuar. 

Só muito vagamente me apetece ir almoçar/ jantar num restaurante. Ou dançar. Ou ir ao cinema. 

Apetece-me ir a um museu ver coisas diferentes. Beber uma caipirinha ao ar livre. Não muito mais. 

Lourdes Castro: "Sombras projetadas (com René Bertholo)", 1964

 

 

 

Tem resposta para tudo

Tem sido quase todos os dias assim. A Quica senta-se a fazer as suas aulas, eu estou aqui atrás do meu ecrã ou a ajudar e ela vai dizendo as coisas mais incriveis (e divertidas).

Hoje.
Professora: Acham normal eu estar na savana?
Quica: Cada pessoa escolhe o que escolhe.

Ontem.
- Quica, the car is on the table. Onde está o carro?
- Olha, mãe, eu punha na garagem.

Adoro-a.

 

Teletrabalho e aulas a três crianças. O único milagre que veremos em 2020

Como é teletrabalhar e ter as crianças em casa a estudar? Em anterior post disse que haveria de escrever sobre esse assunto e foi esta semana no DN. Deixo aqui:

"Escrevo sobre como é teletrabalhar e ser mãe de três crianças a estudar em casa, sim, mas só depois de ter revisto o que ficou para trás da escola". Este texto começou assim, esta manhã de segunda-feira, enquanto mandava um olhar furibundo à minha filha mais velha, 12 anos, para que fosse estudar e não demorasse quase uma hora a tomar o pequeno-almoço. Ao mesmo tempo, ligava a do meio, 9 anos, a uma aula síncrona no Microsoft Teams e com a outra mão sentava a de 7 anos, aluna do 1.º ano, no banco para começar a trabalhar ao meu lado na sala. "Tenho mesmo de estar aqui?", perguntou ela. Apetecia-me devolver a pergunta: E eu, tenho mesmo de estar aqui?

Bem sei, caro leitor, que nada tem a ver com os problemas que afligem esta mãe que antes do estado de emergência se sentia culpada por estar pouco com as filhas e agora, com tanto tempo de qualidade, se desgasta com ralhetes porque não sabem a tabuada, dão erros ortográficos ou não sabem os meses do ano. Concordemos neste ponto: já seria difícil ensinar sem ser professor. Mas teletrabalho e ensino a distância é o que teremos de mais parecido com o 13 de Maio em 2020.

À mesma hora que o DN fazia chegar aos vossos computadores e telefones os números de infetados com covid-19 em Portugal, a minha filha do meio entrava sala adentro para me pedir contas: "Não me avisaste da hora e a aula já começou". Nota para mim própria: pôr alarme para ela saber quando tem de entrar na videochamada. Entretanto, e porque não usam a Telescola, a aula da mais nova também já tinha começado! O telemóvel - onde controlo as várias turmas - não parava de vibrar com mensagens dos amigos da mais velha. "Posso ligar? Não dizes nd? Ads! Q estás a fazer?". Lembro-me que ela existe. Aviso-a: a sessão já começou. Zero reação. Era bom que o novo coronavírus tivesse a mesma capacidade de não se mexer.

Segundo o grau de escolaridade, assim são as nossas conversas. No 6.º ano: "Já fizeste?". No 4.º: "Agora não posso ajudar". 1.º ano: "Senta-te e concentra-te". Para todas: "Deixem-me trabalhar". Não resultou com Cavaco Silva, mas pode ser que resulte hoje.

Além de jornalista, por estes dias sou cão de fila da adolescente precoce que gostaria de passar o dia a ver YouTube, procuro libertar a de 9 anos como se acreditasse que ela é capaz de fazer isto tudo sozinha e ainda tento ensinar qualquer coisa à pequena, aluna do 1.º ano.

Venho cá reclamar um pouco de atenção e mimo para o primeiro grau de escolaridade. É triste - e frustrante - ter uma criança que está quase-quase a ler e que agora não temos tempo para acompanhar como deve ser, e como merece. Sinta agora, caro leitor, a nuvem negra a abater-se sobre esta conversa: todo o trabalho que a minha filha fez desde setembro, e que muito lhe custou, está empatado. Em suspenso! Como a economia, sabemos que voltará ao trilho, mas não será com um estalar de dedos. Entretanto, quem já estava em melhores condições, evolui mais. Mas nenhuma criança pode ficar para trás.

Seria muito mais fácil se me pudesse queixar dos professores. Se pudesse dizer que mandam trabalhos a mais e que são muito exigentes. Ou que não ligam nenhuma. Não posso, em sã consciência. Os trabalhos que pedem são adequados às idades, capacidades dos alunos e necessidades. Há um método de trabalho, há apoio, há muita disponibilidade, incluindo num domingo à noite e, finalmente, muita compreensão para a situação em que cada família se encontra. Nós também pusemos bastante da nossa parte para que resulte - dispositivos eletrónicos, rotinas, conversas (alegadamente) motivadoras, mais calma do que é normal e até a impressora a funcionar.

Simplesmente, não conseguimos estar em dois sítios ao mesmo tempo.

 

Coronavírus: qualquer coisa boa

David Hockney’s “A Bigger Interior With Blue Terrace and Garden,” from 2017.

Que o novo coronavírus seja um recado da natureza a pedir-nos para irmos mais devagar parece-me tão parvo como acreditar que água benta cura, mas há coisas boas a retirar deste período de isolamento para quem, como nós, o está a viver com saúde e em família (as miúdas estão em casa desde 13 de março, eu desde 14 e o pai desde 16).

Queria passar mais tempo em casa com as crianças mesmo que elas não me ligassem nada. Agora passo.
Discutíamos porque nos demorávamos a despachar para sair de casa. Já não acontece.
Eu queria cozinhar mais, e melhor, para todos. Agora posso.
O pai chegava tarde e não jantava connosco. Agora não acontece.

As coisas más da quarentena estão amplamente documentadas e também as sinto quase todas na pele e no coração, literalmente (matéria para outro post), mas as miúdas cresceram nestes dias, como se fossem as férias, e concluo que o amor, e cuidar de quem gostamos, ajuda a medrar. 

 

 

Notícias abertas: fazer o bem matando os jornais todos os dias mais um bocadinho

A pandemia ainda não era pandemia e Portugal tinha apenas uns 40 casos mal medidos, quando, passeando pelo Twitter, reparei num post que elogiava a decisão do jornal Público de abrir as notícias online por "serviço público".

Naquele momento que agora parece tão longínquo mas que não terá mais de um mês, eu também não achei mal. Pelo contrário. E como marketing, então, achei brilhante - o jornal abria as notícias e, mais do que isso, falava sobre isso. Bravo! Que decisão magnífica, pensou a jornalista que trabalha no Diário de Notícias. Quem me dera que nos tivéssemos lembrado disso.

Dias depois, dizem-me que a paywall tinha caído. Todas as notícias sobre coronavírus estavam agora acessíveis a toda a gente - mais uma vez, "serviço público". Mais uma vez, coro de elogios nas redes sociais. Mas, de repente, a cidadã que já pagava mensalmente a sua assinatura do Público, pensa: "Espera lá! Por que raios estou a pagar 4,99 euros/mês por aquilo que está a ser dado a toda a gente?". Não deveria ser ressarcida?

Mandei um mail para as assinaturas. Responderam que tinham prestado a melhor atenção ao meu mail, mas que estavam a fazer "serviço público". Devolvi a resposta dizendo que se tivessem prestado a melhor atenção ao meu mail saberiam que não estava contra a decisão, mas que achava (e acho) que devia pagar o correspondente. Porque antes do coronavírus, eu já achava que o Público prestava um serviço que me interessava e pelo qual estava disposta a pagar. Estou - ainda - à espera de resposta, sendo  certo que agora começam, de novo, a fechar artigos relacionados com coronavírus.

À medida que os dias foram passando, foi crescendo em mim a convicção de que estava a ser prejudicada. E estou. Claro que há artigos fechados para assinantes, a opinião continua apenas acessível a quem paga, mas, infelizmente, eu também só estou interessada em covid-19. Então, por que raios estou a pagar? Esta é, aliás, uma pergunta que se deve fazer não só a este jornal  como a muitos outros que determinam o que deve ou não ser de livre acesso aos leitores. Mais uma decisão errada. Não há outra maneira de dizer.

A gota de água foi o editorial do diretor, Manuel Carvalho, uma carta aos leitores e leitoras, apelando ao sentido cívico dos leitores no primeiro fim-de-semana de quarentena: "O propósito desta carta é chamar a sua atenção e apelar ao seu sentido cívico para constatar os perigos que corremos. Com centenas de postos de venda fechados, com as receitas publicitárias em queda acentuada, o futuro do PÚBLICO precisa mais do que nunca do apoio dos seus leitores. Do seu apoio". Isto depois de se ter borrifado para esta leitora depois de já ter ficado com o meu dinheiro. Francamente! Mas, fiquei assim a saber devo fazer caridade quando compro o jornal e não ir à procura de um jornal que me informe. 

Apesar do coro de aplausos à abertura de notícias, certamente de quem já não as pagava (o que é triste), era importante refletir sobre estas decisões, sobre a situação difícil em que os jornalistas vão entrar a partir de agora porque as receitas publicitárias entraram "em queda acentuada". Era bom até perder cinco minutinhos a pensar nestas decisões comerciais de dar 'borlas' que nunca passariam o crivo de um regulador da concorrência, e que poderiam até ser manchete de jornal. 

O jornalismo é sempre necessário, nem mais nem menos do que agora. A diferença é que perante a avalanche de dados, informação e esta situação tão peculiar em que nos vemos privados de tantos direitos (a coberto da 'boa causa') precisamos de ser ainda mais atentos e vigilantes. Precisamos até de sermos mais a trabalhar.

Uma notícia é trabalho de artesão: demora tempo, exige conhecimento, experiência acumulada, resistência, levar pancada e chatear mesmo quando o ambiente geral é de "vamos todos para casa fazer o bem, cantar à janela e fazer desenhos". É preciso valorizarmos realmente o lugar do jornalismo, o serviço que prestamos aos outros, como escreveu Diogo Queiroz de Andrade. Diogo, que fez parte da anterior direção do Público, diz que falar em serviço público é em hipocrisia, uma opinião que não partilho. Tenho a certeza que quem faz isto se move por boas intenções, mas, como o articulista lembra, a informação é tão necessária como a a comida (e o papel higiénico!) e não deixámos de pagar por eles. Nem pelos medicamentos. Nem pela internet. Nem pela televisão por cabo. 

Talvez seja bom lembrar que o dinheiro nem sempre é sujo. Por vezes, é apenas necessário. 

Feminista e anti-monopolista, duas boas máscaras para este Entrudo

A Lurdes, uma lourinha sardenta de olhos azuis, minha colega na primária, não usava saias nem vestidos e mascarava-se de cowboy ou zorro. Ficou-me na memória por ser uma exceção. Nos carnavais da minha infância, anos 80 em todo o seu esplendor, os rapazes eram John Waynes, de chapéu e arma de brincar à cintura, ou heróis de capa, mascarilha e espada. Entre as raparigas, destacavam-se as damas antigas. 

Uma dama antiga é hoje um conceito tão anacrónico como um telefone com fios e os cowboys só sobrevivem graças ao Woody do Toy Story. Mas terão as coisas mudado assim tanto?

A minha experiência como mãe diz que não. Existem Lurdes, claro (sou mãe de uma), mas as miúdas continuam a querer mascarar-se de princesas (tenho duas assim) enquanto os rapazes desejam ser heróis - transformer, stormtrooper, ninja. É também o que me diz uma consulta por whatsapp aos pais de amigos das minhas filhas e é o que me devolvem os resultados nas lojas da especialidade onde se podem encontrar disfarces “para menina” ilustrados com uma Ana do Frozen e “para menino” ilustrados com um Homem-Aranha. 

As opções são semelhantes para ambos os géneros, mas as raparigas têm à sua disposição a polícia de saia, a cowgirl de saia ou a guarda inglesa de saia. Três atividades que, em bom rigor, dispensam o desconforto da saia, mas não vamos deixar a imaginação travar-nos. Ou vamos? É que parece que nem no Carnaval conseguimos largar os preconceitos.

A outra constatação é que já não há carnaval sem Disney, como se pode apreciar nos parágrafos anteriores onde pelo menos três vezes foram citadas personagens que a marca explora (verbo usado com intenção). As princesas não se limitam a ser princesas. São louras de vestido rosa como Rapunzel, de vestido amarelo como Bela ou de vestido azul e cabelo branco em trança como Elsa.

A boa notícia é que há uma flor a nascer no pântano. Escondida sob a capa de uma adolescente como tantas outras vive Ladybug, uma heroína de fato de licra que não pede licença ao protagonista masculino, Cat Noir, para salvar Paris dos supervilões - e é um êxito de Carnaval. Passa no teste do feminismo e no das práticas anti-monopólio também. Criada pelo francês Thomas Astruc para a Zagtoon, a única ligação à Disney é ser transmitida no seu canal. Há esperança!

[Este texto foi escrito originalmente para o suplemento 1864 do Diário de Notícias]

 

Está cada vez mais parecido com uma maratona

Pensei que isto nos ia bater aos 40, mas não. Aquele frenesim das celebrações anestesiou as coisas sérias, mas em 2019 foi como pedregulho a cair. Várias vezes, várias pessoas que não se conhecem entre si, amigos da minha idade e com vidas semelhantes (filhos e casa para pagar), fizeram esse balanço e essas peguntas dolorosas: o que sou, o que consegui, para onde vou? São os meus amigos mais corajosos. Foram capaz de pôr em palavras, coisas que tenho a certeza que todos pensamos. O que é isto?

Em muitas coisas isto é parecido com uma maratona. Será este o muro que surge ali pelos 30 quilómetros em que temos muita, muita vontade de desistir? 

Chega um momento na vida  - aquele momento em que achas que aspirar o carro é um programa maravilhoso para um dia de folga - em que a pessoa é obrigada a perguntar-se: és tu ou são os outros? 

Óscares: um vestido cor de laranja, discursos que dispenso e o Brad Pitt

O quase-kaftan laranja brilhante da atriz Maya Rudolph é o meu vestido preferido destes Óscares. Está dito e não mexe mais. Pode haver outros espetaculares - da Penélope Cruz à Janelle Monae - mas fica este com o título e não se fala mais nisso. 

maya-rudolph-oscars-2020-dress-red-carpet-1581293934.jpg

Quando fui à procura do autor (é Valentino), descobri que é capaz de ser o vestido mais controverso da noite. Vai dos que realmente amam aos que acham que Maya Rudolph se perdeu numa bola de espelhos. Já se sabe de que lado estou. 

Sobre gente mal vestida não me apetece dizer nada. Primeiro, porque acordei do lado bom da força. Segundo, porque vejo passadeiras vermelhas há tempo suficiente para saber que o design é apenas uma parte da equação. Há a maneira como a pessoa o usa, como se sente no momento (e com aquela roupa), o cabelo e a maquilhagem e, finalmente, e MAIS IMPORTANTE, a foto. Tudo se joga numa boa ou má foto. Já vi fotógrafos arruinarem carreiras. Eis um caso.

Por outro lado, esta imagem, que nada tem que ver com moda, fez-me sorrir pela legenda que a acompanhava.

Calia Kessler/The New York Times

Florence Pugh hides from her nemesis, Saoirse Ronan. Mulherzinhas é dos poucos filmes com nomeações que vi e o pensamento é inevitável: a quantidade de coisas giras destas que devo estar perder só porque não vi os filmes!  

Também li por aí que esta foi uma passadeira vermelha com mais consciência ecológica a avaliar pelo número de pessoas que escolheram modelos vintage. Até posso estar errada (era preciso abrir o excel e fazer contas), mas diria que isso vem de longe. A já mencionada Penélope Cruz que este ano se apresentou de vintage Chanel já foi vintage outra-coisa-qualquer no passado. E quando vemos o Armani Privé das milhares de lantejoulas de Renée Zellweger percebemos que para a neutralidade carbónica ainda faltam uns passos largos, por mais vestidos clássicos e antigos que ali desfilem.

Sobre modelitos a desfilar na passadeira vermelha também apetece dizer que foi bom ver as sandálias mais baixas (aqui um excel e uma contagem também davam jeito) e algum desplante entre as camadas jovens. Timothée Chalamet está a dividir a Internet por causa do blazer Prada com fecho em vez de botões (Timothée está demasiado informal ou são os polícias da moda que andam com tempo a mais?) e Billie Eilish.

Exhibit A:

timothee-chalamet-attends-the-92nd-annual-academy-awards-at-news-photo-1581296789.jpg

Exhbit B:

Amy Sussman/ Getty

Billie Eilish, que ninguém descobre que está a vestir Chanel, é, claramente, uma pessoa de outra geração. E não é pela referência 'noventona' da roupa, não é pelo cabelo pintado, é mesmo pelas unhas eduardo-mãos-de-tesoura. Mais uma barreira que se quebra: a rapariga cerebral pode usar, e usa, unhas de gel. Já nos tínhamos dado conta com Rosalía, já tinha visto em outras estrelas do hip hop espanhol, este é só mais um exemplo. Miúdas que estão a trazer estéticas completamente novas para o espetáculo. Adoro.

billieilish_ calia kessler_nytimes.jpg

Adoro esta maneira de derrubar muros, melhor que muitos discursos inflamados. E isto é mesmo para dizer que por muito correto que esteja Joaquin Phoenix quando diz que desigualdade de género, racismo e homofobia são uma mesma coisa, injustiça, o contexto grita o contrário do que ele diz. E o contexto é a cerimónia - o gasto de recursos para coser milhares de lantejoulas num vestido, as joias de pedras preciosas obtidas à custa de ecossistemas - mas também a indústria. As acusações de abusos sexuais e laborais, os Óscares que não tiveram mulheres nomeadas como melhores realizadoras, porque se calhar elas não puderam mostrar serviço para isso,  e só existir uma mulher negra nomeada, Cynthia Erivo, pois, possivelmente, os negros não estiveram nos filmes em que Hollywood mais apostou. 

Celebre-se por isso a vitória de Parasitas, um filme sul-coreano que fica para a história como o primeiro não-inglês a vencer na categoria de melhor filme. Quando falamos de lacunas de representação nos Óscares esta também já era muito evidente. Foi bom ver a academia a derrubar esses muros, também.

Fora isso, e sobre o espetáculo, adorei a abertura da Janelle Monae, os não-apresentadores Steve Martin e Chris Rock, Maya Rudolph e Kristen Wii, adorei o Eminem a fazer as pazes com ele mesmo e o Brad Pitt. "Isto para mim era câmara fixa no Brad e a cerimónia ia acontecendo com voz-off". Li no Twitter e assino por baixo.

Brad Pitt, melhor ator secundário

 

 

 

 

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