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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Tão boa que até dá vontade de fazer 'nails'

Não é que Malamente seja apenas uma canção que dá vontade de pôr em repeat até ao fim dos dias (que é), é que está lá tudo o que é preciso saber para cristalizar este tempo. E esse pequeno detalhe, a que só dei crédito na semana passada, faz toda a diferença. Por mais ignorantes que sejamos, uma coisa se percebe de imediato: são justificados todos os elogios que fazem a Rosalía,

Foi isto: pus-me a ver este vídeo fulminou-me um raio. De amor, entenda-se.

O tempo mudou. Estas pessoas a quem nós chamamos de millenials estão a conseguir pôr um sentido em coisas como a beleza do toureio sem para isso precisar de um touro. Apanhaste-em logo, Rosalía! Depois, quando inclui as motos e os carros a fazerem peões no polígono industrial, ainda mais amor. Podemos gozar tudo o que quisermos com essa vida suburbana, meio pirosa, chunga, a que o audiovisual nos poupa do cheiro a fritos, mas não a podemos ignorar, como não podemos ignorar as 'nails' dela - podem ser uma arma, foi ela que disse, e está tudo nos versos de Aute Couture. 

O que vem depois disto é procurar o máximo de informação sobre ela. Então, confirma-se: ela cresceu nos arredores de Barcelona, junto ao polígono industrial, nessas cidades carregadas de migrantes, gente que veio de outras províncias de Espanha (agora de outros países também) e se fixou por aqui. É algo tão forte e já tão longínquo que até existe uma palavra para designar estas pessoas que nascem do encontro entre um catalão e um não-catalão, um xarnego. Ela diz que é impossível viver ali e não ser contaminado por outras culturas, a da Andaluzia, nomeadamente. O flamenco, que ninguém nega, mas outros sons - a copla. Há qualquer coisa de La Pantoja em Rosalía e não sou eu que digo, são os especialistas em música que a entrevistaram no programa La Ventana. Ela assente. 

Tem sido um debate longo este. Desde que o disco El Mal Querer apareceu que puristas de todo o género - dos costumes ou da música, não sei bem - reclamam que Rosalía se apropria indevidamente da música, símbologia e poesia flamenca. Afinal, ela é uma paya. Não percebo a raiz destas críticas. Elas têm muito menos eco no espaço público do que os elogios, mas creio que foram associações de mulheres ciganas a dizê-lo. Entre os músicos, pelo menos, só vejo aceitação. Aliás, esta Niña de Los Macarras cantou com Niña Pastori e não sei que mais se pode pedir.

Acusada de apropriação cultural, Rosalía diz: "A cultura não é de ninguém". Rosalía tem personalidade flamenca, como lhe disse o diretor de uma tablao madrileño onde ela se apresentou antes desta loucura toda. Isso devia chegar? Se sim, não é o caso.

Não nos deixemos iludir pelas longas 'nails' de Rosalía e o estilo J. Lo da Amadora. Ela não é um bebita que sobe ao palco a abanar o rabo. Podia, mas não é o caso e apetece dar-lhe crédito. Rosalía, que nasceu em 1993, é uma marrona. Licenciada em Cante Flamenco pela Escola Superior de Música da Catalunha. Consta - talvez seja lenda - que o professor que a ensinou só aceita uma aluno por ano. Foi ela. O mestre garante que ela lhe chegou virgem dos ouvidos no que ao flamenco diz respeito. Cantava jazz e blues, podia ter feito carreira por aí, mas dedicou-se a essa canção complexa - jaleos, palmas, tacones. "Dedicação e paciência", diz ela. Estudar os clássicos como Camaron de la Isla ou Enrique Morente e descobrir que o que chamamos de clássico foi então revolução. E, depois, uns beats eletrónicos que vieram mudar tudo. 

O cúmulo da intelectualidade é sabermos, depois, que El Mal Querer é uma tese de final de curso. Pegar num romance flamenco anónimo do século XIII e reescrevê-lo com o sabor de hoje. Em capítulos. Com cruzes e skates, com anjos e santinhos, mas também a velocidade, o empoderamento e os sons dos motores e dos travões, como se ouve no capítulo Disputa: De Aquí no Sales. 

"É a que mais gosto. Até me dava pudor escrevê-la", diz Rosalía. Autora, compositora, produtora. Um orgulho.

Qual é a letra de Lua?

Faz menos de um mês. A criança, seis anos mal medidos, avessa a ler, contar, reter qualquer arremedo de história, descobriu o truque. Que a cada som corresponde um desenho, e assim começaram a aparecer nos seus desenhos, o nome, a data, frases curtas - a mãe é bonita, a escola é grande, eu gosto do pai. A letra manuscrita é grande angulosa, exige conhecer a terminologia. A letra E é uma argola, o R um castelinho, o P é o pauzinho com mochila e o C é uma lua. 

Às vezes, a vida é assim: um documentário ou série do Netflix atrás de outro

Estive uma semana inteira a pensar na vida e no que não sabemos depois de ver o documentário sobre Michael Jackson, Leaving Neverland (HBO).

Escrevi mentalmente tudo o que queria dizer - de como nem sempre o abuso implica violência e que isso é o que torna tudo mais retorcido; que aquelas crianças foram seduzidas e que isso as faz sentir culpa; como esse caldo as faz ficar em silêncio.

Nessa semana, muitas pessoas diziam-me: "Mas não sabias já?". E bem, sim, eu sabia que ele tinha ido a tribunal acusado de abusos sexuais e que tinha sido ilibado. Já nem me lembrava que tinha havia um acordo judicial de milhões no primeiro caso. Mas não se trata disso.

O que Leaving Neverland me trouxe de novo foi perceber que as crianças gostavam de Michael Jackson, que as mentiras que disseram foram por gostarem de Michael Jackson.

Leaving Neverlando

***

Depois, ela começou a falar-me no documentário sobre o desaparecimento de Madeleine McCann.

E nessa semana não consegui mais parar de pensar na criança e nos pais. Há, logo, aquele detalhe que é como um soco: os pais nunca lhe chamam Maddie. Ela é a Madeleine. Começamos logo isto enganados.

O que se passa com este caso é que parece tão simples que qualquer pessoa pode ter na sua mão a chave do mistério.

Por outro lado, profissionais vários já estiveram envolvidos sem nenhum êxito. Ponho até a possibilidade de esta menina ter saído pelo seu pé, ter caído e ter morrido sem que ninguém se tenha apercebido.

Do que li, e não foi publicada assim tanta coisa em torno do documentário (já que ainda por cima a produtora não o promoveu), foi bastante criticado no Reino Unido por não trazer nenhuma novidade.

Os pais não quiseram falar por considerarem que a sua participação não acrescentaria nada enquanto há uma investigação em curso.

O que "O Desaparecimento de Madeleine McCann" faz é reconstruir a história pelas várias teorias que foram sendo investigadas até aos dias de hoje.

Os pais podem ser culpados (era o que eu pensava antes de começar a ver), mas também podem não ser. Há tantas possibilidade de esta menina ter sido raptada como de ter sido morta pelos pais.

Talvez não tenha novidades para muitas pessoas, mas não me posso incluir nesse grupo tão bem informado.

Eu descobri imensas pequenas coisas:

- Como a imprensa prejudicou as investigações, por um lado; e como foi manipulada, por outro. É como se me espetassem um punhal.

- Como a investigação foi mal conduzida. Há a atrapalhação inicial, mas essa pode acontecer a qualquer polícia do mundo. Devíamos ser mais compreensivos em relação a isto, tendo em conta que quando não há certezas, é preciso apostar numa hipótese e segui-la.

- Já não se pode ser tão compreensivo com a necessidade de encontrar um culpado à força só para apresentar resultados. A dada altura, percebe-se, a PJ já não está à procura de Madeleine, está a querer salvar a sua pele. E, por amor de Deus, eram apenas críticas. Muitas delas justificadas.

Parte do processo está online. É só ir ver o que foi perguntado às inúmeras testemunhas do caso. É só ver que entre 3 e 6 de maio recolheram depoimentos de mais de 100 pessoas. Que em tão pouco tempo é perfeitamente possível ter falhado alguma coisa. Que se devia ter voltado a falar com todas estas pessoas e não apenas com algumas.  

- Finalmente, os pais, e quem os aconselhou (o que não fica claro para mim), na sua tentativa de manter a atenão sobre o desaparecimento da filha acabaram por banalizar a criança, as buscas, o caso. Tornou-se uma ficção baseada em factos reais que era preciso alimentar. Essa parte também prejudicou a investigação.

Debatemos bastante o assunto no jornal, mas não chegámos a nenhuma conclusão. E a criança continua desaparecida quase 12 anos depois. Tira o ar só de pensar. Não devíamos parar de procurar.

Madeleine McCann

***

Entretanto, enquanto andava nisto, o António entretinha-se com After Life, a série da Netflix escrita e realizada pelo Ricky Gervais, que é também o protagonista. Explico-a como ele me explicou: a mulher de um homem morre e deixa-lhe um vídeo com indicações para a vida. Ele sente-me miserável e infeliz, passo-lhe o pior pela cabeça.

After Life, de Ricky Gervais, no Netflix

Para quem vê, é triste e divertido em partes iguais.

Este sábado de manhã, quando terminei, a soluçar, o António não teve a tentação de me gozar. Ele sabe que aquele último episódio vale bem aquelas lágrimas. É verdade e quase todos os dias esquecemos, são as coisas mais banais e pequenas  - uma camisa passada a ferro, a louça lavada ou uma jarra com flores - que nos levam para a frente. São muito grandes, as coisas pequenas.

***

Próxima? Aceito sugestões.

 

Quem quer casar com o inútil?

Destes programas que estrearam ontem - Quem quer namorar com o agricultor? (SIC) e Quem quer casar com o meu filho? (TVI) - só espreitei o segundo e, por pouco tempo (com grande pena). Mas foi uma boa parte. Aquela em que a mãe do candidato diz que a futura nora tem de ser boa cozinheira.Concluí o mesmo que a Pipoca Mais Doce: terá o rapaz alguma deficiência que o impeça de aprender a fazer uns bifes com arroz?

Eu sei que isto é televisão (logo, exagero), mas deixem-me dizer isto claramente: é óbvio que homens assim têm dificuldade em encontrar namorada ou mulher em 2019. Porque só pistoleiras, alpinistas sociais e preguiçosas aceita ser criada para todo o serviço. Nenhuma rapariga em condições (pelos padrões de hoje) se vê neste papel.

Há alguém aí fora???

Retomo o contacto prometendo assiduidade em 2019 e desejando que nos corra tudo bem. A todos nós.
Em 2018 deixei de ler blogues, o que fez com que me esquecesse um pouco que também tinha um para ir escrevendo.
Se calhar só preciso de encontrar gente nova que fale das coisas que estou a passar (adolescência, primária, etc.) para me voltar a entusiasmar com a leitura.
Para a escrita já encontrei motivação. É a do costume: Madalena, Teresa, Francisca.
Por uma razão que já não me lembro, mas que pode bem ter sido apenas nostalgia, fui ler 2012 e 2013 e dei-me conta do bom que era contar coisas pequenas que me levam para esse lugar que já não existe (e onde elas são bebés) ao mesmo tempo que chafurdo em memórias deliciosas. Sim, elas são mesmo queridas. E tudo era mais fácil, então.
2018 foi um ano bom em muitos aspetos, começando no facto de estarmos todos bem de saúde, mas lixado dentro desse espaço reduzido que é a minha cabeça. Muitas dúvidas, muita revolta, muita frustração ao perceber que certas coisas não mudam nem vão mudar. Sobretudo, muito pôr em causa escolhas que sempre me tinham parecido corretas. E expectativas goradas.
Coisas concretas (e importantes para mim) que fizeram parte desses dias, mas que não cabiam aqui, porque eu nem sabia, nem sei, como as dizer.
Passou o ano. É tudo novo. Vamos lá. Está tudo perfeito com as crianças, isso é que interessa. E se não chegarem a génios, porque não querem aprender a tabuada, ao menos hão de ser boas pessoas.

Será por aqui que o gato vai às filhoses?

Esta semana houve ridicularização quanto baste à PETA por querer que deixemos de usar expressões como "matar dois coelhos de uma cajadada" e agora, no final da semana, descobrindo que Portugal foi colonialista, percebemos que espólio dos nossos museus pode ser reclamado por outros países. São dois assuntos totalmente diferentes. Em ambos, porém, há sempre alguém que vem e diz: "esta fúria do politicamente correto..."

A mim nem me importa que se queira higienizar a língua. Como já disse algures por aqui, é essa tomada de consciência para as coisas que dizemos que faz com que hoje se olhe de lado para uma pessoa que usa a palavra "paneleiro", até mesmo maricas. Não me lembro de ver muita gente a chorar por elas. E, no entanto, como se vê, continuo a usá-las. São coisas naturais que nos vão acontecendo. Alguém chama a atenção, alguém ganha noção do valor de certas palavras, alguém começa a não usá-las. Por algo ganharam cargas diferentes o vermelho e o encarnado.

Gosto particularmente deste exemplo, porque sempre associei a rudeza da linguagem ao encarnado e a polidez ao vermelho quando, aparentemente, muita gente vê ao contrário. Só para sublinhar como uma palavra não é apenas uma palavra. [Se fosse, aliás, não havia pais que demoram nove meses indecisos com aquele que vão escolher para os filhos. Ou, pelo contrário, aqueles que põem esforço em despachar esse assunto não lhe dando demasiada carga. Como eu.]

Segundo caso de politicamente correto: o das obras de arte que Angola quer 'reclamar' e outras ex-colónias também poderão querer no futuro (incluindo Portugal que deixou muita coisa pelo mundo). A história não anda para trás. Aconteceu assim e com este passado temos de viver. Mas também não faz mal inventariar tudo o que há e tomar decisões baseadas na ciência. Há casos e casos. Estudemos. Isso também é a História a avançar.

O que aborrece um santo é a pessoa ver-se, nestes casos, e no bendito artigo 13, sempre do lado dos velhos contra maneiras novas de ver as coisas. Põe-me doente ver que estou do lado dos conservadores, e mais doente ainda ver que ninguém se rala com isso. As pessoas entram numa certa idade em que não vale a pena dizer nada, porque já não mudam de opinião. E não mudam porque puseram uns óculos que alguém lhes deu quando andaram na escola e acham que nada mais avançou. É patético, minha gente da geração de 70. É como desprezar os coletes amarelos e entender todos como violentos. Disseram o mesmo daqueles rebeldes estudantes que em 1968 foram para as ruas.

Estamos tão errados ao não tentar perceber ideias novas. 

E só para rematar, veja-se como, por exemplo, a Junta de Investigações das Colónias, nascida nos anos 30 para estudar o que passava por lá - botânica, por exemplo - passou a Junta de Investigações do Ultramar em 1963 e a Instituto de Investigação Científica Tropical, já nos anos 80. Porque isto do politicamente correto da linguagem é uma praga do século XXI. #sóquenão.

 

Wuant. O Artigo 13. O mundo

Estamos velhos. Não entendemos. 

O vídeo: 

Tem imensas incorreções e falsos alarmes, mas um ponto importante: fala do que interessa às pessoas de uma geração mais nova. 

A notícia do DN: O fim da Internet? Como um Youtuber lançou o pânico entre as crianças

A resposta de Wuant:

Again, muitas incorreções, muita coisa pela rama, mas uma coisa importante que andamos a ignorar - uma linguagem, uma abordagem que é aquela que a minha filha precisa. 

Senhor, faz com que eu não seja essa "mãe funkeira" que envergonha as crianças. 

O lugar das raparigas

men summit.jpg

Estava tudo a correr bem na Web Summit até que Portugal se intrometeu na narrativa. De repente, alguém se deu conta: numa cimeira tecnológica muito preocupada com paridade (e um amplo painel de mulheres palestrantes), o retrato que fica para a posteridade é de Paddy Cosgrave, António Costa, Fernando Medina e um monte de homens que representam a comunidade de starups portuguesas. Só mais uma prova que não é preciso viver na China para termos um país, dois sistemas.

Talvez algumas pessoas vejam com benevolência estas coisas. Para elas estão preparadas as mesmas frases que se dizem a pessoas om doenças graves cujo desfecho é incerto:

- É o que é.

- Não se muda tudo de um momento para o outro.

- No futuro será diferente.

- É questão de tempo.

São bons comentários, mas não me chegam.

Eis o que preciso:

1) Identificar o problema

A primeira coisa a dizer nestes casos é que não é por acaso que esta fotografia da comunidade de startups portuguesas está cheia de homens. Esta imagem é o resultado dos milhares de anos de história que nos precedem. Não é um problema dos homens, não é um problema de Portugal tão só, é um problema de todos.

2) Nomear o problema

Fosso de género e desigualdade. Essa injustiça horrível que acontece às mulheres só por serem mulheres.

3) Falar do problema

Nenhuma destas pessoas será diretamente responsável pelo machismo, todos contribuímos. E para mudar faz falta um ditado popular: Roma e Pavia não se fizeram num dia. Nem aconteceu do nada que os americanos tenham ficado com o monopólio da tecnologia nem aconteceu do nada que as mulheres achem que não têm jeito para computadores ou matemática. É o resultado de anos e anos de opções.

Algo tão simples como passar horas a jogar computador, coisa muito típica entre os rapazes da minha geração, criou um lastro de interesse e conhecimento que levou muitos para a informática. Rapazes e máquinas pareceu sempre uma combinação 'natural' quando de natural não tem nada.

4) Debater o que está a ser feito para pôr fim ao problema.

E é por isso que acho que devemos tomar a iniciativa consciente de não representar raparigas apenas com lacinhos e tiaras. É preciso dar-lhes as chuteiras, os lápis, os legos, as construções, os kits de computador Mostrar que podem, como os rapazes, estimular zonas cerebrais diferentes das que se usaram nos últimos anos, mas totalmente ao seu alcance.

E, já agora, também podemos, seguindo a mesma lógica das opções conscientes, ouvir pessoas diferentes das habituais sobre o que são homens e mulheres e descobrir ideias novas. Há essa opção e há a do costume, que é deixar na mãos de homens que pertencem a uma elite cultural, social e/ou económica a perorar sobre o que é o bom e o mau feminismo. O bom, adivinhem, é sempre aquele que desculpa, nem que seja só um bocadinho, o infrator.

Ecrãs: essa luta

É uma luta que tenho: convencer as crianças a largarem os aparelhos eletrónicos E que está a enlouquecer outros pais, li hoje no The New York Times. Não se trata tão somente de dizer 'parem com isso', são pais que querem iPolícias e uma outra conclusão séria - afinal, os ecrãs estão a dividir as escolas. Os mais ricos estão deixar a tecnologia para trás enquanto nas frequentadas por alunos mais pobres, os dispositivos estão por toda a parte. Como se chega ao ponto de equilíbrio? Alguém com boas ideias sobre isto?

 

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