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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

O que uma pessoa pensa depois de um fecho no jornal

 

 

NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO ENVELHECER. NÃO QUERO...

 

[A ouvir conversas de 'coroas enxutas', melhores do que alguma vez estive ou estarei, e a pensar que é triste viver como se o tempo não tivesse passado. Não saber viver com a idade que se tem. Não saber envelhecer. Acho que é assim que se chama a isso... ]

 

QUERO SABER ENVELHECER. QUERO SABER ENVELHECER. QUERO SABER ENVELHECER. QUERO SABER ENVELHECER. QUERO SABER ENVELHECER. QUERO SABER ENVELHECER.

Oh, pá, tirei uma foto com a D. Dolores

 

Alto momentaço na vida desta cristã: a foto com a mãe das mães, uma mãe que podia ser a de qualquer um de nós.

Tenho ouvido muita gente a perguntar-se qual é o interesse de um livro com o "Mãe Coragem", de Paulo Sousa Costa (Matéria Prima). Se cabe na cabeça de alguém só porque é mãe do Cristiano Ronaldo escrever um livro. Realmente, pá, para quê celebrar esse facto extraordinário de uma mulher ser como todas as outras e, no entanto, ter um filho brilhante. Para quê pôr a tónica na vida de uma pessoa que passou tanto e tão mal e no meio de tanta coisa triste ter sido capaz de saber escolher o que era o melhor para eles, por mais dificeis que sejam as decisões. E para quê, já agora, responder à pergunta que a todos nos passa pela cabeça quando vemos Ronaldo sempre ao lado da família: porquê?

 

Agora que li o livro e sei que foi para um orfanato respeito ainda mais a decisão que tomou de deixar o filho, tão pequeno, ir viver para Lisboa aos 12 anos. A outra coisa que adorei é que trata os filhos todos da mesma maneira. Mesmo fixe.

Sophia

"A Fada Oriana" foi um dos primeiros livros que me recomendaram na biblioteca itinerante Calouste Gulbenkian. A carrinha estava estacionada no larguinho e o senhor disse-me que ia gostar daquele livro. Achei impossível. Estava mais que manuseado, páginas amarelas, a soltar-se da lombada. Velho e gasto mesmo. Mas devorei cada palavra e letrinha, adorei, pouco me importando em saber quem tinha escrito. Contribuí, pelo contrário, para que ficasse ainda mais gasto. No quinto ano, a professora de português leu-nos "A Floresta", outra maravilha. Não fazia ideia que era da mesma escritora. Percebo bem quando a família diz que a maior homenagem é continuar nas escolas. É mesmo. Surpreende que seja preciso dizer. Que boa é a vida quando o que é obrigação é agradável. Fosse tudo assim.

 

 

PS: A escritora no Panteão Nacional.

O detox tecnológico

Correu menos mal do que pensava. Também não foram muitas horas e na maior parte do tempo estive ligada à Internet e com um telefone fixo ao lado. Parecendo que não, ainda sou do tempo em que uma pessoa não ligava por tudo e por nada. O único momento em que realmente desejei ter o iphone comigo foi na noite de quinta-feira, durante uma conferência sobre défice de atenção a que fui assistir. Tirando isso... Ontem ao almoço (um bom almoço, por acaso), até adorei essa sensação de sair e apreciar o mundo só porque sim sem poder consultar o Facebook ou ver os sms. Sim, sim, sou um bocado pró viciadote. Não tanto como my husband, mas um bocadinho agarrada. Medianamente viciada, segundo este teste. O que nem é nada estranho. Diria que a maioria das pessoas gosta de ter o aparelho à distância de um esticar de braço e este estudo da Flurry, estatísticas para malta das aplicações (um dos clientes é o Pinterest) até diz que é o número de viciadões o que está a aumentar mais. Quem se acusa?

 

Mais dados, via Pinterest

(É mais fácil ler esta informação por lá)

Ah, o sempre pantanoso terreno da religião

Acho que algumas pessoas pensaram que estava realmente a dizer que ser beato é saber estar na missa e dizer um Pai Nosso quando, na verdade, queria dizer o contrário. Era ironia, apenas. Hoje, a qualquer noçãozinha de religião se chama de beataria mas não é o que penso. O que parece é que hoje é preciso muito estofo para se dizer que se é católico. A prova é que uma pessoa que conheço há 10 anos já foi a Fátima a pé duas vezes e nem sequer sabia. Até pode ter ido antes de nos conhecermos, mas como é que essa conversa nunca veio à baila? A prova Espantoso!

 

Sobre a pregrinação, a Gata levanta outra questão: E porque não uma maratona? Bem, também gostava de fazer uma maratona, mas lembrei-me de como gostaria de ir a Fátima a pé por porque uma pessoa que conheço está a fazê-lo e vai pondo fotos e observações no Facebook. Estou a seguir a "novela" com interesse. Além disso, não é a mesma coisa. Correr 42 quilómetros é, para mim, o oposto a fazer uma caminhada de 100 quilómetros até Ourém ou fazer os 4 mil do Pacific Crest Trail, da fronteira com o Canadá à fronteira com o México, ou o Caminho de Santiago. A primeira é uma prova de resistência física. A segunda de resistência mental.

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