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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Coisas giras que os meus amigos fazem... Tipo, livros!

O primeiro jornal que comprei por iniciativa própria foi o "Independente". Tinha um artigo sobre os pivôs da televisão, assunto que aos 17 anos já me interessava muito. Lembro-me perfeitamente da capa dessa revista. Chamava-se "Talking Heads". Quando folheei aquelas páginas foi como se abrisse perante mim um mundo novo. Eu pegava no jornal semana após semana, lia as coisas do Carlos Quevedo e pensava "Mas que país é este de que ele fala?". Ele e os outros. Nunca mais tive essa sensação com nenhum jornal e comprei-o religiosamente todas as sextas-feiras, mesmo quando o folheava uma vez e outra e já não encontrava nada que achasse que merecia ser lido. Como tudo, o interesse desvaneceu-se, um dia rendi-me ao "Expresso", depois a outros jornais mas mantive guardadas durante anos as revistas do "Independente". Uma delas, com uma reportagem de Laurinda Alves sobre um grupo de pescadores que perdeu a vida num naufrágio em pleno Tejo, foi resgatada, anos depois, quando o "Tarde Demais", de José Nascimento, estreou. O filme era sobre esta história. Portanto, tenho um cantinho bem grande guardado no meu coração para o "Independente".

E é sobre o jornal que vai sair um livro escrito por um amigo e editado pela Matéria Prima. O Filipe (Santos Costa), aquele tipo que escreve lindamente sobre política no "Expresso" aos sábados, viaja até aos anos polémicos do "Indy" (em parceria com a Liliana Valente) numa altura em que o seu diretor é vice-primeiro ministro do País. A prosa chama-se "O Independente - A Máquina de Triturar Políticos" e o lançamento é quinta-feira, às 18.30, na Fnac do Chiado. João Miguel Tavares e Ricardo Araújo Pereira fazem a apresentação, o que também é sempre de realçar porque pode dar-se o caso de darem algum espetáculo.

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Ainda da série "coisas giras que fazem os meus amigos", a Catarina Guerreiro, que trabalha no "Sol" e conheci no 24horas (vou sempre escrever o nome do defunto assim: junto e em itálico), também vai lançar um livro. Chama-se "O Fim dos Segredos" (Esfera dos Livros) e fala da Opus Dei e da Maçonaria. Tremam, boas almas! É apresentado no dia 18 de novembro, também na Fnac do Chiado, também às 18.30. Boa escolha, a propósito: a seguir podemos dar um salto à Sephora.

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 ... E outros dois livros que estão no mercado e podiar estar em nossa casa (não achas, querido esposo?)

"A Minha Europa", o novo livro de Maria Filomena Mónica, com fotos do arquivo pessoal (tiradas por António Barreto) e "Lembras-te Disto?", de Pedro Marta Santos e Luís Alegre. Vai-se a ver e pode ser uma desilusão, que isto de cavalgar o vintage e a infância é chão que já deu uvas, mas, bom, uma pessoa deve dar uma chance. A mim, basta que me falem em perneiras, trinaranjus e Cindy Lauper. Também são da Esfera dos Livros. Não porque tenha algum contrato com eles, mas porque me mandam mails e costumo gostar do que editam.

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Coisas bonitas: como as sapatilhas de ballet são feitas

Esta notícia sobre o bailarino português Marcelino Sambé levou-me aos bastidores do departamento de sapatilhas do Royal Ballet de Londres, descobrindo, primeiro que custam uma fortuna e são feitos à mão, que existe uma pessoa que se ocupa de tal trabalho e que num mesmo espetáculo uma bailarina pode usar três pares.

PS: É este ano que vou ver um bailado com a Teresinha.

Coisas bonitas: Capicua


Capicua, "Vayorken"


Ando a ouvir isto na rádio há que tempos e não sabia o que era. Descobri no fim-de-semana a adorável Capicua, senhora capaz de fazer música a partir de tópicos da sociologia (diz que é sociologa ela própria), e autora deste 'Vayorken', que não é mais do que a palavra que usava em pequena para se referir a nova Iorque (obrigada, dr. Google). Gostei. Gosto. Está em repeat.

O que vão fazer à tarde?

Não sei se há por aí pessoas sem saber o que fazer com os filhos, mas hoje, às 16.00, estreia o espetáculo "Cantastórias - De Cor e Salteado", da autoria de Margarida Fonseca Santos (com orquestrações de Francisco Cardoso), no Cine-Teatro Gymnasio, na rua da Misericórida, 14, 2.º andar (quem vai do largo do cauteleiro para o Camões à esquerda), em Lisboa.

 

Não podemos ir hoje, tenho deveres profissionais a cumprir, mas no próximo (7 de junho) pretendo fazer uma pequena excursão ate lá, com a Francisca a tiracolo. É para o público pré-escolar e do 1.º ciclo, mas no primeiro espectáculo, em 2009, a Madalena ainda não tinha três anos e adorou. Acho que nestas coisas o melhor mesmo é contar com a sensatez dos pais. Se acham que os filhos se aguentam à bomboca, nada como experimentar (são 7,5 euros cada entrada).

 

Estou a falar disto porque me pediram mas totalmente à vontade, porque guardei o mail com a data de estreia do espetáculo a pensar em ir ver. Reparei entretanto que estava a trabalhar e abri finalmente o mail à procura de outras datas. Qual não é o meu espanto quando vejo que começa com um "olá, Lina" e não se tratava de um dos mil press releases que recebo todos os dias. Sou muito sensível às pessoas que me tratam pelo nome. A pessoa escrevia sobre o espectáculo, dava mais detalhes e respondi-lhe a contar que já ia escrever sobre o assunto. E ia.

 

Não porque seja uma foca amestrada que carrega o blogue de informação que nem sabe do que se trata, mas porque sei que estes espectáculos têm cabeça-tronco-e-membros. por que estou a melgar as pessoas que aqui passam, algumas ao engano, com isto? Porque acho bem que saibam quando estou a escrever sobre coisas que não saem exclusivamente da minha cabeça só porque sou genial. Podia ser, é certo, e ai de quem diga o contrário. Mas não é o caso. Portanto, e para recapitular e ir à chicha:

 

"Cantastórias - De Cor e Salteado" é um espectáculo musical para miúdos a partir dos três anos que se veem perante um dilema: o que é mais importante? Música, matemática, língua portuguesa... A autora é a Margarida Fonseca Santos, cujo nome já vimos em livros infantis e é o cérebro atrás do blogue Histórias em 77 Palavras.

 

Há mais três oportunidades, em Lisboa: 7 de junho ('tamos lá!), 4 de outubro (dia de anos da Chica! Eh eh) e 6 de dezembro. Sempre ao sábado, sempre às 16.00 (estou a citá-la, Ana).

 

A outra boa notícia é que o mesmo espectáculo vai passar por Olhão, Maia e Aveiro (porque as cenas fixes não acontecem só na capital).  

 

 

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