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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

E, pronto, parece que vou ter falar de feminismo outra vez

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A pessoa não quer, não deseja, não ambiciona que a tag feminismo seja a mais iluminada da sua cloud de etiquetas, mas parece que é o que temos e só me dão motivos para isso. Hoje, é este texto da plataforma Capaz, que me caiu ao colo via Facebook. A autora, Suellen Menezes, cita a filósofa francesa Simone Weil como alibi para uma proposta que se resume nisto: durante 20 anos, o homem branco não votava. Com isso, defende, seria introduzida a igualdade.

Às vezes, é preciso sublinhar coisas muito simples. Não é a diferença de sexos que está em causa neste mundo, é a desigualdade a partir da diferença de sexos. Parece o mesmo, mas é muito diferente. Obter vantagens a partir das desvantagens do outro é, justamente, o que não se quer. Por isso é que imaginar que impedindo os homens brancos de votar chegaríamos mais depressa à igualdade me parece uma solução coxa. Parece-me tão óbvio que nem sei como é que se pode defender uma coisa assim. Tão injusta.

Além disso, quando a pessoa diz "homem branco" põe no mesmo saco um conjunto de pessoas que podem não ter nada a ver umas com as outras. Ser homem e ser branco não faz da pessoa machista. Da mesma forma, que não faz o Anselmo Ralph, negro, um defensor dos direitos das mulheres, como me parece que fica claro das letras das suas canções (exemplo: "(Deixa ir, deixa ir, deixa ir) em paz, pois eu preciso respirar novos ares por aí, baby/ (deixa ir, deixa ir, deixa ir), pois não foi falta de aviso, Não foi falta de aviso"). Que fazer nestes casos? O que prevalece neste caso: ser homem ou ser negro? Devemos proibir a música do cantor por uma questão de género ou impulsionar na categoria de minoria? Porque, claro, fala-se da circunstância de ser mulher, mas outras desigualdades existem.

Chego sempre à mesma conclusão. É preciso aceitar os outros como são. Todos.

 

|foto: Archives Sylvie Weil|

 

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