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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Demos um saltinho ao Funchal e foi uma maravilha

Vistas, vistas, e mais vistas. A cidade do Funchal é muito isso e não há que enganar. Para a conhecer é preciso andar de olhos bem abertos. E se bem que haja construção maciça por todos os lados (e algumas coisas bem feias, não vale a pena fazer de conta que não), como que isso também já faz parte da paisagem.

Passaram 30 anos desde que estive na Madeira pela primeira vez (como diria o meu pai, parece que foi ontem). A Madeira tem esse significado: primeira viagem de avião, primeira vez que fiquei num hotel, primeira vez que vi coisas que só conhecia da televisão, primeira vez que tomei um pequeno-almoço de novela. Nunca se esquece. Tinha 10 anos.

Desta vez fui só eu eu e o senhor meu esposo. Como foram apenas 48 horas, aproveitaram-se todos os segundos. Andámos no teleférico, truque baixo de quem tem pouco tempo. Cerca de duas mil pessoas sobem todos os dias numa destas 40 cabines.

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Tomamos um café, a ver a paisagem embalados pela tradicional música... folk norte-americana. Cheira a qualquer coisa que mistura mar e árvores. À volta, só estrangeiros. A gente sabe que são de fora não por serem altos e louros, mas porque insistem em usar as sandálias mais feias que encontram combinadas com corsários. Qual é a pancada dos turistas com este kit?

Na subida vimos bananeiras (oh yeah!), não vimos fotografias do Cristiano Ronaldo (por milagre!) e casas sem telhado, vítimas de catástrofes várias. 

É aqui, no cume do Monte, que se passa uma das mais cruéis tradições da Madeira: os cestos. Vestidos de branco, chapéus de palha na cabeça, homens todos iguais, às vezes um cigarro entre os dedos, nenhuma alegria no rosto, vão empurrando os turistas. Uma pessoa, 25 euros; duas pessoas 35 euros; três pessoas, 45 euros. Procurei um com ar contente. Não encontrei. Mas, admito, pode ser o meu pré-conceito de base com isto.

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A descida é de dois quilómetros e pára no Livramento, a outros dois mil metros de distância do Funchal. Os cestos sobem numa carrinha de caixa aberta. Já não são os cesteiros que os transportam às costas como na fotografia de época vi ali mesmo. 

Já não me lembrava de muito do Funchal, exceto talvez os longos braços de cimento que entram no mar. É tudo lindo e charmoso. Na avenida monumental, há restaurantes para todos os gostos. Escolhemos o Chalé Vicente para matar o desejo de espetadas, batata doce, milho feito e bolo do caco. Uma delicia! 

À noite, uma loucura: jantar no Gallo di Oro, duas estrelas Michelin. A refeição, de seis pratos + amuse abouche, foi do outro mundo. Por ordem, para nunca me esquecer da experiência:
- Vieira panada com creme de agrião.
- Golden Ball, isto é, lavagante, tártaro de atum com sorvete de tangerina é um caldo de lulas.
- Lagostim XL
- Robalo
- Leitão estaladiço com compota de chouriço
- Nuvem de queijo de cabra
- Mon Cherie da casa, uma cereja recheada de chocolate.

Foi tudo incrível, dava vontade de ir à cozinha abraçar o chef Benoit Sinthon.

Bebemos vinho da Madeira e um branco, suave como brisa de maracujá. Já debatemos entre nós qual seria o prato a tirar deste conjunto e não conseguimos chegar a nenhuma conclusão. Talvez o robalo, talvez o leitão... mas, mesmo assim... Não há consenso, nem vontade de chegar a unanimidade.

Num momento 100% bimbo, saquei do telemóvel e fotografei os últimos dois pratos. Lamento, mas não aguentei. 

 

 

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Domingo de manhã fui fazer a também já tradicional corridinha para mais tarde recordar, até à zona histórica. Apanhei um rancho folclórico, prestei mais atenção ao que estava à volta. A catedral, a calçada, o seu desenho, as casas do século XIX com toque colonial (imagino sempre grandes romances) e, por ser primavera, as folhas amarelas a pintar o chão.  

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Foi uma maravilha! 

Só nos faltou a selfie com o busto de Cristiano Ronaldo no aeroporto, mas não deu. Havia fila! 

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