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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Vamos tomar o pequeno-almoço à Tiffany?

Francamente, não sei como é isto não abriu o Telejornal, mas a partir desta sexta-feira vai ser possível fazer um BREAKFAST AT TIFFANY'S. A própria da Tiffany vai abrir um café/restaurante no quarto andar da loja da Quinta Avenida, chama-se The Blue Box Café e... respiremos fundo... a decoração é turquesa-cor-da-caixa-dos-presentes.

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Tiffany & Co

A Vanity Fair tem um artigo elucidativo sobre este novo lugar que só é pena não ter nascido quando série "Sexo em Nova Iorque" ainda era qualquer coisa. Diz, então, que é obra do novo diretor artístico da marca, Reed Krakoff, ex-Coach, um fã de peles e arquitetura com um fraquinho pelo modernismo. Os detalhes do CV fiquei a saber via New York Times, numa prosa de janeiro que dá a notícia da contratação e, de caminho, lança a dúvida: é ele o homem certo para recuperar a Tiffany? Malas de couro é uma coisa, joias é outra, opina alguém. E entrar na restauração? Parece que a resposta está dada, mas vamos ver quantos maluquinhos, como eu, acham que é de génio este passar de fornecedor de casas reais europeias para os anéis de noivado, para ser literatura, filmemúsica e, agora, hot spot em potência. O autor diz que é "experimental e experencial - uma janela para a nova Tiffany. Ou seja, luxo e elegância servidos com vista para o Central Park, café e croissant, como gostaria Holly Golightly, e ainda torrada de abacate, ovos trufados ou bagel de salmão para aqueles que exigem um pouco mais de uma refeição de 29 dólares, que, ainda por cima, está confirmado (e é de chorar!), não inclui vestido Givenchy nem pérolas. Uma pena.

 

A Web Summit passa-me um pouco ao lado. Tal como a cena dos robôs

Até ontem à noite, tinha passado uma existência tranquila e sossegada sem me preocupar um segundo o que se passa na FIL e na Web Summit.

Ponto 1: Estou a trabalhar e a tecnologia não faz parte das minhas atribuições.

Ponto 2: Talvez eu já tenha sido mais doida por coisas tecnológicas. Talvez eu achasses, vá-se lá saber porquê, que a Web Summit era uma feira para profissionais das start ups.

Ponto 3: Dá-me sempre a sensação que isto é bom para malta de 30 anos, solteira e com dinheiro para gastar em cocktails. Nada contra. Eu gostava de ter 30 anos e dinheiro para bebidas com nomes de lugares paradisíacos.

Mas parece que não é só isso, como explicam pessoas que sabem mais disto do que eu -- testemunhas A, B e C.

É mais um Rock in Rio para gente que prefere estar sentada. Mais uma vez, nada contra. São os meus preferidos.

A questão é que, alertada por uma notícia sobre a presença da antiga guarda-redes da seleção dos EUA, Hope Solo, uma criatura fascinante, pus-me a estudar o programa e só assim por alto fiquei a saber que Caitlyn Jenner ("A" Cailtlyn Jenner) vai cá estar. Na qualidade de pessoa que quase "partiu a Internet", algo, apesar de tudo, tecnológico? Não. Na qualidade de transgénero. Que era precisamente aquela em que a queria ouvir. Entretanto, amanhã vai cá estar Suzy Menkes, tão-somente a melhor jornalista a escrever sobre moda desde tempos imemoriais (do passado, presente e até mesmo do futuro). Vários e sólidos bons motivos para pôr os pés na FIL sem ser necessariamente para falar de unicórnios e venture capital e bytes e coisas dessas.

Adiante.

Parece que no meio de tanta coisa que pode mudar a vida, o mais sumarento foram as intervenções dos robôs. Não foi a única coisa, como se pode ler no ECO e no DN (órgãos de comunicação escolhidos absolutamente ao acaso), mas, digamos, é denominador comum a todos os jornais.

Uma tal de Sophia falou e disse que os robôs nos vão tirar os empregos. Que é, na verdade, o assunto que aqui que me traz. Medo, pânico, terror. As máquinas vão tirar-nos lugares. Ou melhor, vão tirar o lugar em todas as profissões meramente repetitivas em que um mínimo de emoção seja exigido. E, portanto, eu partilho desta apreensão total em relação às máquinas. Isto é o fim do trabalho não qualificado. Temos de nos preparar para minas sem mineiros. Temos de nos preparar para padarias sem padeiros. Meu Deus, o que é que isto quer dizer?

Quer dizer que vamos ficar sem fazer nada? Ou quererá dizer, talvez, que vamos ter de inventar robôs? E que vamos ter de estudar muito mais e durante muito mais tempo para nos capacitarmos para os trabalhos onde vamos ser precisos: criativos, rigorosos, minuciosos, interpretativos. Parece que no meio disto tudo o que vai ser mesmo impossível é dizer "fui para letras porque nunca gostei de matemática".

Welcome. Temos armas

Para se poder entrar nos EUA é preciso preencher uma autorização especial, fazem-nos revistas aleatórias antes sequer de pisarmos o avião, somos sempre culpados até prova em contrário e recebem-nos com sete pedras na mão. Talvez haja um sorriso, mas não é como nos filmes. Welcome, welcome. Ninguém deseja uma boa estadia. 

Mas depois anda-se pela rua e em qualquer esquina de um Estado conservador (ou nem tanto) se pode encontrar uma loja de armas, comprar uma metralhadora, entrar numa igreja e matar quase 30 pessoas. 

 

O juiz é bronco, mas nem tudo é mau

A coisa boa no meio desta tragédia do juiz que acha que adultério é razão para uma mulher ser agredida é constatar a nossa indignação coletiva. Parece que afinal não está tudo parado.

E, portanto, valeu a pena umas quantas maluquinhas se chatearem por coisas sem importância como livros que segregam e representações machistas, porque sem esse episódio provavelmente não existia este. 

Ao longo do último ano e meio (desde o Happy Meal Gate, para ser exata), ouvi e li muitas pessoas criticarem o facto de dar tanta importância a coisas pequenas como o facto de existirem coisas para rapazes e coisas para raparigas. Os argumentos são variados e a quase todos lhes faltava o essencial: notar, por exemplo, que se continuamos a falar dos homens e das mulheres da mesma maneira e com as mesmas palavras (as mesmas palavras mesmo) persistiremos nos mesmos erros e nas mesmas falsas concepções. 

Algumas das pessoas que me insultaram vastamenta na internet, incluindo-me no grupo das histéricas, são agora as mesmas que acham muito mal o que fez o juiz que "desculpou" o homem que agride porque a mulher lhe foi infiel. Fico contente por considerarem que isto é completamente inaceitável. Parece que afinal sempre valeu a pena fazer umas quantas cócegas no cérebro fazendo ver que adultério não desculpa violência. 

Talvez custe entender, mas é também porque se tornam obsoletas certas palavras -- adultério, sem ir mais longe -- que nos parecem inaceitáveis certas coisas. 

 

Devo ter para aí 100 posts em rascunho...

A pasta dos rascunhos deste blogue está que é uma vergonha. Mais de 100 post inacabados. E quero só dizer à minha excelsa família que se um dia lhes passar pela cabeça publicar esse material, vou atazanar-lhes a existência de onde quer que esteja, porque, como é bom de ver, se os quisesse públicos, estavam públicos. Pronto, está dito, não tenham tentações...

A minha amiga Ana era feliz e não sabia

A minha amiga Ana mandou-me um vídeo, divertidíssima. "Não sei como é que isto apareceu no meu mural, mas estou farta de rir". Era o Gustavo Santos. Era o Gustavo Santos, que tem o filho internado, a lamentar-se de coisas várias, da falta de liberdade que as crianças têm na escola para criar, do que paga na creche para o filho não ir e dos pais que dão benuron aos filhos para esconder a febre contagiando o "Salvador". E, acreditem, quando eu escrevo ele até parece uma pessoa sensata. Que não é.

Entre mensagens, concluímos que ela não fazia a mínima ideia de quem é este rapaz.

A minha amiga Ana, portuguesa e bastante atenta ao mundo, conseguiu viver para cima de 35 anos sem se cruzar com a "filosofia" de Gustavo Santos. Sem as patranhas do "ama-te a ti mesmo". Sem o cão que o ensinou a ser pai... Conseguiu manter-se longe do mal o tempo suficiente para me dizer, com o que me pareceu ser um tom de surpresa: "Achei o discurso insólito, mas reparei que tem muitos seguidores". Que inveja! Eu desejava que inventassem um algoritmo que o afastasse para sempre da "minha internet".

 

 

 

Agora que saiu já é boa?

Segundo percebo, do que vou lendo, agora Constança Urbano de Sousa é afinal uma boa alma porque quis sair após Pedrógrão Grande e o primeiro-ministro não deixou. Se isso descansa alguém, porque, que se saiba, a lealdade, por muito bonita que seja (e é), não é uma grilheta que retire o juízo. Se achava que tinha de sair, não estava presa.

Sobre os pedidos de desculpa de António Costa, e as suas prioridades do primeiro-ministro, não vale a pena dizer nada. Empatia não sente nenhuma a não ser pelo chão político que lhe está a resvalar sob os pés. Hoje, depois do puxão de orelhas presidencial já parece mais abatido (ver debate quinzenal).

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