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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Bom fim de semana

Este fim de semana estamos off, dedicados ao leva-e-trás das festas de anos. Nos intervalos, há muita coisa interessante para ler:

Os mísseis da Coreia do Norte são para levar a sério? José Luís Peixoto explica.

Está tudo perdido! Os americanos descobriram as francesinhas.

A história de Lola, escrava nas Filipinas e nos EUA, contada por Alex Tizon, desaparecido em março (já deu a volta ao mundo e é uma das peças mais lidas de sempre da The Atlantic).

Ou a do rei Ghob e da miséria humana à volta deste caso.

 

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O meu marido ainda não sabe, mas vamos todos à exposição Cosmos Discovery.

 |foto: NASA|

E, pronto, parece que vou ter falar de feminismo outra vez

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A pessoa não quer, não deseja, não ambiciona que a tag feminismo seja a mais iluminada da sua cloud de etiquetas, mas parece que é o que temos e só me dão motivos para isso. Hoje, é este texto da plataforma Capaz, que me caiu ao colo via Facebook. A autora, Suellen Menezes, cita a filósofa francesa Simone Weil como alibi para uma proposta que se resume nisto: durante 20 anos, o homem branco não votava. Com isso, defende, seria introduzida a igualdade.

Às vezes, é preciso sublinhar coisas muito simples. Não é a diferença de sexos que está em causa neste mundo, é a desigualdade a partir da diferença de sexos. Parece o mesmo, mas é muito diferente. Obter vantagens a partir das desvantagens do outro é, justamente, o que não se quer. Por isso é que imaginar que impedindo os homens brancos de votar chegaríamos mais depressa à igualdade me parece uma solução coxa. Parece-me tão óbvio que nem sei como é que se pode defender uma coisa assim. Tão injusta.

Além disso, quando a pessoa diz "homem branco" põe no mesmo saco um conjunto de pessoas que podem não ter nada a ver umas com as outras. Ser homem e ser branco não faz da pessoa machista. Da mesma forma, que não faz o Anselmo Ralph, negro, um defensor dos direitos das mulheres, como me parece que fica claro das letras das suas canções (exemplo: "(Deixa ir, deixa ir, deixa ir) em paz, pois eu preciso respirar novos ares por aí, baby/ (deixa ir, deixa ir, deixa ir), pois não foi falta de aviso, Não foi falta de aviso"). Que fazer nestes casos? O que prevalece neste caso: ser homem ou ser negro? Devemos proibir a música do cantor por uma questão de género ou impulsionar na categoria de minoria? Porque, claro, fala-se da circunstância de ser mulher, mas outras desigualdades existem.

Chego sempre à mesma conclusão. É preciso aceitar os outros como são. Todos.

 

|foto: Archives Sylvie Weil|

 

Eu tenho resposta!

Se há coisa em que a Teresa se distingue é a sua capacidade de argumentar sempre e, ainda por cima, com sentido. A rapariga tem um dom. Quando nos chateamos ela há sempre aquele momento em que lhe temos de dizer: acabou a conversa, para de responder. Ainda por cima já percebeu que tem este talento e acaba de dizer à Madalena, a meio de uma discussão de irmãs: podes dizer, eu vou ter resposta para isso. Mas onde é que já se viu isto?!

"Por 13 Razões" e uma sensação de vazio

Estúpido que isto possa parecer, e é, não nos vamos enganar, no dia a seguir ao triatlo acordei com uma sensação de vazio. É como se não tivesses objetivos e como se tudo o que tinha planeado não fizesse sentido. Mas, pelo menos, comecei a ver uma série que tinham recomendado e que me tem feito pensar muito: "13 Reasons Why". É ótima a série, é ótima a temática.

A protagonista, que se suicida, também tem um sensação de vazio, mas no caso dela a coisa é séria (tão séria quanto pode ser a ficção que fala sobre estes assuntos), e estou o tempo toda a pensar: será que os adolescentes devem ver esta série?

 

A maior parte do tempo digo a mim própria que aquilo é demais, mas uma parte de mim também está convencida que é essencial a pessoa confrontar-se com isto para saber o que não deve fazer. Há alguém desse lado com ideias mais concretas?

Este é um daqueles casos em que passo o tempo contra a protagonista. O que os colegas lhe fazem é malvado (para dizer o mínimo), mas, porque é que ela passa a vida a mandar os sinais errados? E, desviando um pouco o assunto, mas talvez não tanto, há muita coisa errada na maneira como se educam as raparigas no que diz respeito ao amor (ou à atração). A primeira é assumir-se que há um "jogo". Isso faz com que as miúdas fiquem numa posição altamente vulnerável se apanharem pela frente um anormal qualquer. Mas quando uma pessoa diz isto, parece que está a desculpar as más ações de alguém e, como é óbvio, longe de mim defender coisas desse género. É apenas uma sensação de que é preciso ensinar as miúdas a se protegerem, o que é completamente perverso.  (Estou a tentar ser suficientemente concreta para que quem já viu a série perceba o que estou a dizer, mas críptica q.b. para não estragar o barato de ninguém).

É boa, é muito boa a série. Quem já viu e tiver a amabilidade de partilhar pontos de vista comigo, agradeço. Afinal, estou com (mais) tempo.

O triatlo está feito (e tenho de falar sobre isto)

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 Ainda estou um bocado incrédula, mas já fui confirmar à página oficial e aconteceu mesmo: fiz o triatlo. Tri-a-tlo! Dizer que fiz bonito já é outra história, mas, pronto, essa não era a minha batalha. Só queria cortar a meta inteira e, desde sexta-feira, pôr fim ao estado de nervos em que me encontrava. Era outra vez véspera das provas específicas, mas em parvo, porque fui eu que me impus este desafio. Na manhã de sábado, ultimando preparativos na Decathlon, julguei que me ia dar um fanico. Até que recebi uma notificação do António no Facebook:

"O dia de amanhã é especial para a Lina Santos e para toda a nossa família, e não é pelo que estão a pensar. A Lina vai fazer o Triatlo. Sim, leram bem. E nós, cá em casa, temos um orgulho imenso na sua força de vontade e capacidade de sofrimento. Nos últimos meses, foi o tema mais presente cá em casa. Nunca desistiu, mesmo quando o cansaço aparecia. E apareceu tantas vezes. De manhã, à tarde e à noite, de madrugada, sozinha ou acompanhada, treinou muito para este dia. Ao mesmo tempo, com a atenção de sempre a três miúdas que estão sempre a pedir, e a exigir, a nossa presença. E a escrever no DN melhor do que nunca. Lá estaremos os quatro amanhã a acompanhar a corrida, e na meta para a receber como a vencedora, e os amigos que quiserem juntar-se serão bem-vindos. Para nós, já ganhou."

Escusado será dizer que Lina Santos desatou a chorar junto à secção de biclas. Choveram mensagens. De amigos meus, de amigos nossos, de amigos do António que nem conheço e isso, de uma maneira estranha, deu-me confiança. Deu-me ânimo.

O António é o verdadeiro culpado disto tudo e é preciso contar a história desde o princípio. Há um ano, o nosso amigo Filipe e eu convencemos o António a treinar com o Pedro Almeida. Ele fazia e eu juntava-me. A coisa foi andando até que o nascimento do ECO e a newsletter matinal o afastaram de vez do exercício. Já eu continuei, com a Catarina. Foi o Pedro que me falou do triatlo pela primeira vez, em outubro. Aquilo ficou-me na cabeça até que percebi que as inscrições já estavam abertas e, bumba, meti-me nisto à maluca sem ter noção de nada. Como já expliquei, na minha imensa ingenuidade, pensei que se gosto mais de nadar e de andar de bicicleta do que de correr, não podia ser assim tão difícil. Com os treinos, caí na real. Não houve dia que não pensasse que não ia conseguir. E era um pensar sentido. Achava mesmo-mesmo que não ia dar.

Durante semanas, deitava-me com dores e acordava com dores. Nas pernas, na barriga, nas costas e, um dia, cúmulo dos cúmulos, até as mãos estavam doridas. O que não foi nada comparado com a ginástica mental que foi preciso fazer para encaixar os treinos, os compromissos familiares, trabalhar e "manter a pose" de não se passa nada. Foi um desgaste brutal e enquanto me lembrar não quero passar por isto outra vez.

Nas últimas duas semanas, alternava a angústia da derrota com os planos para as coisas que vou fazer a partir de agora. Coisas tão extraordinárias como aspirar o carro, entregar o IRS ou enviar a contagem para a EPAL. Todas elas me pareciam melhores do que os treinos demoníacos em cima da bicicleta.

Nunca me habituei aos sapatos de encaixe (o destino dos que comprei há de ser possivelmente o OLX) e foi preciso tomar medidas drásticas. Assumir que ia pedalar sem eles. Foi um alívio. Posso ter perdido 30% do rendimento, mas ganhei 70% de confiança.

E a bicicleta foi mesmo o que mais gostei. Senti dores numa perna, senti dores no coração, saltou a corrente (duas vezes), não conseguia beber água e engolir o gel sem parar, mas o caminho era lindo. Com os contentores cor de ferrugem de um lado, o rio do outro. Toda a gente me dizia "desfruta" e na segunda volta foi o que fiz.  Até que me lembrei das palavras do Pedro: não é para fazer cicloturismo.

Toda a gente me passou, o que não tem importância nenhuma. Estava a conseguir dominar a minha "inimiga" metro após metro. E quando apareceu a subida, pensei: eu consigo, eu já fiz isto, eu sou capaz. Durante o calvário de adaptação, o melhor sítio que encontrei para praticar foi o Instituto Superior de Agronomia, só subidas e descidas. Foi um bom treino. Quando vi a placa da autoestrada marcar 9:38 fiquei tão embasbacada que pensei que o relógio estava na hora antiga. (Uma pessoa nestas coisas tem sempre muito tempo para pensar).

Ao fim da primeira volta, topei a Inês e a Maria João. Não foi díficil, porque elas já estão profissionais do assunto, usam cartazes e estão muito afinadas. Fazer as provas pode ser duro, mas a pessoa acordar só para apoiar os amigos é um grande sacrifício e um gesto que me deixa sem palavras, mas com muito mais força para continuar. No final da segunda volta, elas foram substituídas pela Madalena, pela Teresa e pela Quica (e o pai, claro).

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O pior tinha passado, achava eu. Comecei a acreditar que ia conseguir terminar. Afinal, correr era o que mais fazia e não me sentia assim tão cansada. Pois bem, se na transição nadar-bike fiquei toda a tremer, na passagem bike-corrida já não conseguia pensar. Por exemplo, sei que vi a minha família, mas não sei onde.

A natação custou pela constante desorientação, a corrida... Valha-me Deus. As pernas não obedeciam. Aquela coisa que eu tinha a certeza que conseguia fazer ia dar de cabo de mim? Reencontrei a Maria João, vi a família da Sónia, ouvi alguém gritar o meu nome (era a Ana), tive de parar para beber Isostar, uma bebida odiosa, e tentei continuar. A correr como uma velha, toda a gente do Half Ironman a passar-me. Pensava para mim: é só ir lá à frente e voltar, é só ir lá à frente e voltar. Pois muito bem, quando já só pensava na meta, a Sónia passa por mim e... bum... lembrei-me: eram duas voltas.

Não tenho palavras para descrever aqueles metros, aquele calor, a necessidade que tinha de beber água, a vontade gritar. Felizmente, não tinha força. E tenho muita sorte. Na viragem, vi a mãe de uma amiga da Madalena e no regresso apareceu-me um anjo da guarda. O meu amigo Sérgio, de bicla, acompanhou-me ao longo do último quilómetro, ligou ao António a dizer onde estava.

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 Quase, quase a chegar vi as minhas filhas entrarem por ali dentro para cruzarem a meta comigo. Fecho os olhos e ainda me parece irreal. É daqueles momentos que nunca mais vou esquecer.

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 E que eu euzinha, que tinha o trauma de ser sempre a última a ser escolhida nas aulas de Educação Física, tenha conseguido chegar aqui dá-me muito gozo. Acredito que ninguém espere que me meta numa coisa destas. Às 7.00, enquanto esperávamos a nossa vez de entrar na água, vi o pai da amiga da Madalena e acho que a pergunta dele quando o fui cumprimentar diz tudo sobre as expectativas que as pessoas têm: "Então, quem é que vem fazer?". De tal forma, que me senti no dever de lhe dizer que ia "só" fazer o olímpico (ele estava a atirar-se para o Half Ironman e nem era a primeira vez).

Descobri que gosto de fazer desporto e de me ir desafiando, por isso, hoje já fui fazer exercício com o Pedro e com a Catarina, as pessoas, com o António, que mais sofreram nos últimos meses com os meus ataques. O Pedro arranjou-me soluções para tudo e mostrou-me o caminho e aturou muita merda psicológica, muito "mas como é que isso se chama e o que é isso faz?".

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O António, que ficou prejudicado na minha dedicação à causa, incentivou sempre e nunca me deixou desistir. Trabalhou muitas noites com o encantador som da bicicleta nos rolos e a esposa em muito mau estado. E a praguejar.

As pessoas dizem-me que estou a transmitir um bom exemplo às minhas filhas e tenho a certeza que isso é verdade. (Se bem que, no caso da Teresa, não tenha a certeza que ela esteja a ver o mesmo que eu. No domingo à tarde, eu podre a querer descansar e ela pede-me para fazer os trabalhos de casa com ela. "Vem comigo ajudar-me. O Pedro também te ajudou a fazer o triatlo". Não tive outro remédio se não acompanhá-la. E rir-me.) As minhas miúdas, além me terem colado as tatuagens dos números como profissionais, já não questionam. Elas sabem que isto é o que eu faço no tempo livre.

Durante os treinos na piscina, conheci a Abigail, triatleta a sério. Ficámos "amigas" de facebook e ela perguntou-me se fui mordida pelo bichinho do triatlo. Não sei como lhe responder. Fazer mais uma distância destas não me apetece já, mas num sprint (750 metros a nadar + 20 km a pedalar + 5 km a correr) alinhava já para a semana. Foi bom e vou continuar. De alguma maneira.

Mas, para já, vou usar o vale de massagem que me ofereceram quando fiz 40 anos. Estava a guardá-lo para o momento certo. É agora.

 

 

PS: Taggei a Vanessa Fernandes, que ficou em segundo lugar no Half Ironman, numa foto publicada no Instagram, e ela teve a delicadeza de me responder com um "Parabéns a nós". É isso. Parabéns a nós!

PS2: Estou a lembrar-me de mais pormenores. Já sei onde vi a minha família na corrida. Eles estavam com a Ana Sousa Dias. É uma sorte encontrar pessoas que compreendem como isto é importante para quem se mete nestas coisas. 

Valha-me Nossa Senhora da Geringonça

O primeiro-ministro e o Presidente da República deste país lembram-me cada vez mais aqueles pais que em segredo substituem os peixes mortos no aquário com medo que os filhos tenham de lidar com a morte. Deus nos livre de termos alguma má notícia como, por exemplo, o papa vir a Fátima e termos de pôr um dia de férias ou, quem sabe, na loucura, ter de acordar cedo no sábado, dia 13.

Bem me podem vir com a conversa que também houve tolerância de ponto nas anteriores visitas papais, na cimeira da NATO e outros grandes acontecimentos, que não me convencem. Esses acontecimentos acontecem em Lisboa e a sua concretização afeta realmente a vida de quem quer participar tanto quanto dos que não estão para aí virados. E, sendo discutível, até pode ser sensato por razões de segurança haver tolerância de ponto. Aqui é o contrário. Parece que estavam com medo que não fossem tantas pessoas a Fátima e, para evitar que o "espectáculo" fosse um fiasco, desataram a dar bilhetes. É a única explicação plausível, digo eu...

 

Lista de pequenas coisas a fazer depois do triatlo

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- Continuar a ir nadar e correr. Bicicleta só por diversão. Falando nisso...

- ...Ir andar de bicicleta e patins com as miúdas para Algés. Usufruir de uma manhã ao ar livre sem pensar que tenho de fazer 20, 30 ou 45 km.

- Não passar os dias a tentar encaixar treinos, treinar a pensar nisso e como organizamos as demais coisas.

- Ir a uma loja que não seja a Decathlon.

- Imprimir fotografias para o quarto da Quica. E, de caminho, os álbuns.

- Uma pedicure daquelas em que até se adormece!

- Encher a casa de flores no Dia da Espiga.

- Ir ver a exposição do Alfredo Cunha na Cordoaria (com ou sem polémica). E a Cosmo Discovery. E o que puder aproveitar da Capital Ibero-Americana da Cultura.

- Procurar uns cortinados novos para a sala (prepara-te, António!). Chegou aquele mês em que só apetece estar em lojas de decoração.

- Um fim de semana muito bom (❤️).

- Combinar brunch com uns amigos, um piquenique com outros e um jantar. E estar com os meus afilhados.

- Ir lanchar ao salão de chá daquele hotelzinho por cima do Chafariz d' El Rey.

 

|Imagem: Monet, The Early Years|

Esta casa é incrível

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Uma pessoa ter uma villa italiana em Montecito, Califórnia, é uma coisa uma bocado extravagante, mas que seria de Hollywood sem estas coisas? Apanhei estas fotografias no site da Sotheby's e diz que são da casa que Ellen Degeneres e Portia di Rossi partilham. A mim parece-me que ninguém a habita, a julgar pelo arrumada que está (que sonho! que inveja!), mas vou acreditar que sim, porque adoro (quase) tudo o que aqui está.

[A outra razão para querer acreditar que esta é casa do casal é gostar bastante da Ellen. Dela e do seu estilo. A roupa assenta-lhe como uma luva, caraças. Já sei que há quem ache que é muito masculina, mas tentemos ultrapassar esse género de preconceitos em que uma mulher tem de ter sempre um decote, uma racha ou um laço no que veste para ser elegante.]

| foto: Jim Bartsch |

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