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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Estou viciada no e-fatura

Ponto prévio: tomei como firme decisão este ano ter todas as minhas despesas em ordem. Arquivar e arrumar as faturas e não ser apanhada pelo IRS como aquelas empresas que descobrem em Agosto (todos os agostos) que têm menos pessoas para trabalhar porque estão de férias. Quero ser o orgulho da ordem dos técnicos oficiais de contas.
Há duas semanas saquei o faturame todo do primeiro semestre da sua caixa e comecei a validar no computador. Depois lembrei-me: ai, agora há uma app. Descarreguei, espreitei aquilo é ao fim de 10 minutos estava uma pró: separei-as por ramos de atividade, depois por contribuintes e foi sempre a aviar. Até tenho fotografias. Uma atividade que julguei que ia demorar uma semana estava pronta ao fim de uma hora e meia. É verdade que eram 2.00 da manhã quando acabei mas por puro vício. Só mais uma, só mais uma...
Tudo bem, consigo lembrar-me de 10 atividades chatas mais divertidas que esta, mas, finalmente, pode dizer-se que deixou de ser penoso. Ter as contas em dia é uma coisa ao alcance de negados para a burocracia.
Além disso, cena pessoal, sinto muito orgulho sempre que válido faturas porque basicamente farto-me de apanhar trafulhas. Uma pessoa pensa que são pequenos comerciantes que andam na economia informal e depois vai ver e são marcas com loja aberta no Colombo. Ou transportadoras nacionais. Pá, isso é que me põe doente. Persiste um pouco em Portugal a ideia de que não faz mal fugir aos impostos e, a bem dizer, não sou fundamentalista, não peço faturas de cafés, mas há limites e o que eu agora penso é: quem pode fugir aos impostos e acha que isso é bonito e bom para a sua vida, faça-o. As pessoas que trabalham por conta de outrem e não têm como escapar, o meu caso, também devem fazer a sua parte. Declarar tudo. É um grande passo.
[Farto-me de pensar nestas coisas, estes dias, lendo sobre a Grécia, cuja máquina tributária está, dizem os especialistas, como a portuguesa há 15 anos. Não se trata apenas de dinheiro a injetar na economia, trata-se de mudar a maneira de pensar e de fazer as coisas, tal como em Portugal. É preciso querer.]

Eu lá ia perder o Alive...

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Não tenho nada de extremamente original para dizer. Na verdade, não tenho nada para dizer, a não ser que gostei. Estava um tempo bom, trabalhei, estou velha e aguento cada vez menos em pé. Vim em trabalho este ano, o que tem aquela graça de poder ver jornalistas que não vemos em outras ocasiões, ver como tudo funciona do outro lado e, para ser completamente, honesta, ver malucos da música. As pessoas mais especiais do mundo.

 

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A organização bate muito nesta tecla da venda dos bilhetes fora de Portugal: 15 mil este ano. Ouvia-se espanhol e inglês nas ruas.

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Em todos os cantos e beiras, havia uma câmara a filmar qualquer coisa. Compreendam: tenho 39 anos, sou do tempo em filmar o que quer que seja, com qualidade, era trabalho moroso. Bem, mas eu também sou do tempo em que se ia ao festival e não havia marcas para tudo e mais alguma coisa.

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Quem diria que um dia bastaria um telemóvel? (Foto com a melhor companhia, claro, no lugar mais "selfizado" do Alive'15).

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Prova de vida!

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Dia 3, tirada no terraço da zona da imprensa. Potencialmente glamorosa por fora, tão cheia de contentores como outra parte qualquer de um festival. Não se iludam,do outro lado não há luxo asiático nem sedas, embora me pareça sempre qualquer coisa assim depois de várias horas a andar.

 

E para o ano, se tudo correr bem, há mais.

Fui experimentar o Crossfit e agora doem-me partes do corpo que nem sabia que existiam

Doem-me as costas. Doem-me os braços. Doem-me os glúteos. Doem-os uns músculos por cima dos joelhos. Dói-me o corpitxo todo, com exceção dos dedos que uso para teclar. Ontem, levada endrominada pelo meu amigo Nuno P. fui experimentar o crossfit ao Crossfit XXI (que é de uns primos do Nuno). Ele propôs no Facebook e eu, que andava para provar há séculos, disse logo que sim.

E porquê que queria ir fazer? Por causa da Vera P., que me tinha falado maravilhas desta prática desportiva. Disse-me que era puxado e eu acreditei, sim, porque até ontem de manhã a minha noção de "puxado" era o Pilates com o professor das 07.15 do Fitness Hut de Picoas, um spinning, um triatlo, uma coisa desse género.

Não estava preparada para chegar a um sítio -- a antiga piscina do Atlético da Boa Hora (literalmente!) -- e acabarem comigo em 60 minutos sob a forma de "andar à urso" (experimentem quando não tiverem nada para fazer, não custa nadinha!), pranchas, barras, agachamentos, caixas para saltar e pesos. Há gente que vai à tropa e sua menos. Aposto.

Partidinha desta maneira só de apanhar batatas (o que me lembra sempre este "Porta dos Fundos") e na meia maratona em abril. Já tive de tomar dois benuron 500 que é por causa das coisas. Mas esta manhã já fui correr por recomendação de um dos instrutores. Parecia que era a primeira vez que calçava os ténis, caraças. Já para não falar que a Teres me pediu que me ajoelhasse e parecia uma "belha".

Mas, bom, diz que isto é das melhores coisas para o corpinho e eu acredito. Aliás, já ando a ver no calendário quando é que posso fazer a próxima.

 

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PS: Partimo-nos a rir, porque não consegui fazer o jump box, mas o Ricardo diz que há um anão que faz e de maneira espectacular. Qualquer coisa como isto. Entretanto, estive a ver saltos para a caixa feitos a sério. A ver se aprendo.

 

55 minutos da minha corrida preferida

Há dois anos, na primeira corrida TSF, fiz apenas 5 km e a andar.

Este ano, hoje, não só corri 10 km como fiz o melhor tempo até agora: 54:56, 55 minutos, vá, não sejamos picuínhas. Estava calor, sim (bem, era glaciar comparado com a Santo António), e custou (custa sempre), mas depois chegamos à meta e já nem nos lembramos. Vale tanto tanto a pena. Se ao menos pudesse explicar isto e acreditarem em mim...

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Esta também é a minha corrida preferida porque é organizada na minha empresa, porque o diretor da TSF é uma pessoa estimada na nossa casa e porque vibramos com o programa TSF Runners. A prova é que começámos a cantar o "Better not Stop".

 

Talvez isto soe parvo agora mas um dia há de fazer sentido

A economia é a economia, mas a vida é a vida. E enquanto debatemos (e alguns discutem) o que será o futuro da Grécia e, por sua causa, o futuro de Portugal, o sol continua a nascer, a Terra a girar e as pessoas a viverem. Nascem crianças em Atenas todos os dias e morrem pessoas, há tragédias e há conquistas. Uma adolescente está neste momento a dar o primeiro beijo, namorados a casarem-se, uma socialite preocupada com a barriga proeminente com que apareceu na "Lux" lá do sítio. Existe uma vida para lá de Bruxelas. E essa vida vai continuar. Para lá de Angela Merkel, de Alexis Tsipras, de Varoufakis, de Jeroen Dijsselbloem, de Passos Coelho ou de Maria Luís Albuquerque. Por estranho que pareça.

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