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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

30 dias em desintoxicação

Programas de 21 dias não faltam. Ele é 21 dias para deixar de fumar. 21 dias para engrenar no exercício físico. 21 dias para perder 3 quilos. 21 dias sem açúcar. Diz que é o tempo necessário para o corpo se habituar a qualquer coisa. Se é verdade ou não, não faço ideia, acho que o melhor método para muitas destas coisas é MAIS AÇÃO E MENOS CONVERSA. Portanto, no último mês, de 30 de junho até ontem, empreendi uma batalha contra os doces. Achava que estava a abusar. Tudo era motivo para uma gulodice. Uma festa de anos, estar cansada, estar chateada, ser fim de semana... Qualquer desculpa servia. Claro que não via qualquer reflexo na balança, é o bom de correr, mas achava que se fizesse essa milha extra de esforço seria compensada.

Ponto um: queria libertar-me do açúcar, porque é altamente viciante. Por exemplo, impus-me que só voltaria a tocar em coisas doces hoje, dia do aniversário da Teresa, e que nesse dia podia comer o que me apetecesse, à hora que me apetecesse e não estou louca para o fazer. Estou com vontade, mas quero prolongar a espera. Dieta tântrica, é o que lhe chamo.

Ponto dois: queria um objetivo para cumprir. E acho que vou continuar daqui para a frente, porque, verdade seja dita, vou poder comer doces todos os meses do ano, só com os aniversários da família e amigos próximos, mais as férias, o Natal e a Páscoa.

Ponto três: queria perder peso. Segundo a minha nova e cintilante balança, não peso 33 quilos (cabra!), mas deixei para trás dois, o que me enche de alegria embora seja pouco, "derivado" de andar a comer fruta a mais (também é açúcar, sim, mas não é processado).

Houve um deslize: o dia em que comi 1/8 de pizza de nutella e bebi chá da casa (açucarado, claro). Foi o dia do trail do Monte da Lua. Estava exausta, febril até, e fomos jantar com as miúdas às pizzas de Santa Apolónia. Manter os olhos olhos abertos foi uma tarefa árdua. Precisava de me compensar de alguma maneira. Não me culpo, nem acho que tenha comprometido o plano. Foi por uma boa razão.

Fazer malas e praticar o desapego

Mais um saquinho de roupas de criança que chorei. Camisolas coçadas que me dizem "primeira baba", "viagem ao Algarve", "o que vestiu quando foi ver a irmã ao hospital" e outras coisas que tais. Tenho a mania de fazer da roupa souvenir e depois queixo-me de não me conseguir separar das coisas...

Enquanto faço a última mala, a minha, tenho as crianças a brincar aos médicos. As mais velhas estão a tratar da mais nova que, pelo que ouço, está a resistir "à tratação". Entretanto, a Teresa, cinco anos amanhã, já cá veio descansar-me. "Ela está em boas mãos". Assim, sem tirar nem pôr.

E agora vamos lanchar.

#vidaboa

Razões para gostar do "Pátio das Cantigas" e uma que outra reticência

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O António e eu fomos na terça-feira à antestreia da nova versão do "Pátio das Cantigas", que chega hoje às salas de cinema, e foi bem divertido. Foi bem divertido uma pessoa vestir-se para ir ao cinema (diz que agora vai ser possível ver filmes no CCB) e foi bem divertido o filme em si. E, cá para mim, uma comédia que faz rir é sempre um bom princípio.

O meu amigo Eurico de Barros casca no filme em grande (e com muita piada), hoje, no Observador, mas não ia tão longe. Há bons desempenhos. O meu preferido é o da Sara Matos (Amália). É uma atriz que já fazia parte da minha lista "mais do que uma cara bonita" e vai muito bem. Gosto do papel, da postura corporal, das expressões, tudo. A decoração também está impecável: kitsch português em bom. Muito naperon, muita camilha com toalha, muito bibelô. Adoro! Tanto como a saia que a rapariga usou para a passadeira vermelha. Fez as delícias desta minha amiga e as minhas também. Muita gente poderia ficar parecida com um Ferrero Rocher, mas ela está mesmo gira. E aqueles abdominais? Sem comentários (basta dizer que estou verde e não é com uma intoxicação alimentar).

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Foto do JN

O que gostei menos foi do último terço do filme. Não tem a coerência do início. Parece que o montador se cansou do que estava a fazer e foi tudo a eito. Em contrapartida, e, ao contrário do Eurico, gostei do final. Acho que salva o filme mesmo que não se perceba de onde vem (e nisso ele tem razão).

Deve achar que está a ter as melhores férias de sempre

Olho para a Madalena estas férias e tenho a certeza que estão a ser daquelas que estão a deixar memórias. Quatro semanas de atividades com a escola deram para fazer bodyboard, canoagem, ir ao cinema, fazer pinturas, jogos de água, jogos de pistas (vários), escalada, ir à feira medieval de Óbidos, saltar de uma prancha na piscina da Praia Grande, cantou, passou tempo com os amigos e acampou. Acampou na mata de Benfica, em Peniche e em Sintra. Aventuras atrás de aventuras sobre as quais vou sabendo pormenores a conta-gotas, já que a rapariga não é de sentar no sofá a fazer relatos. Sei que esteve sempre bem e que não chora nem pede para falar com os pais. "É a mãe que menos tem de se preocupar com isso", disse-me uma das monitoras. Era para me reconfortar e deixou-me ali tristíssima. Mas não sou essencial? Bem, passou logo. Basta pensar cinco segundos para saber que é perfeito que seja capaz de se adaptar a tantas situações. Depois volta e fica feliz também. Acho que férias é isso mesmo: adorar ir, adorar voltar.

Está preta de tanta praia e ar livre. Os cabelos estão como os dos surfistas, curtidos do sol. Ela, aliás, vem doida com o bodyboard. Todos os dias diz que quer ter uma prancha, pelo combinámos que lhe pago as coisas que fizer bem (arrumar o quarto, os sapatos, ajudar na cozinha, etc.) para que possa realizar esse sonho. Está contentíssima. E eu por ela.

Desliguei e fui. Família, sou toda vossa

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Gin e caiprinha. Piscina, praia e o drama da areia nos pés. A Rapariga no Comboio. Bolas de berlim. Correr 15 km. Pôr uma telha na igreja de São Cristovão, Ser turista na minha cidade. Sardinhas e carapaus com molho à espanhola. Apanhar conchinhas. Zoomarine. Água fria. A comida da minha mãe. Os "Mínimos". Carros de choque. Música. Havaianas. Namorar. Dar mimos. -- Todos os meus planos.

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