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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Fui a Viana do Castelo ver azulejos

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A igreja da Misericórdia de Viana do Castelo recebeu hoje o prémio de conservação e restauro do SOS Azulejo.

Às vezes uma pessoa nem acredita na sorte que tem: uma segunda-feira como outra qualquer e ali estava eu a ver aquele tesouro. Para mais num sítio super fresquinho ao contrário do bafo que se sentia na rua. No silêncio. A ver coisas bem feitas. Não admira que quando peguei na Caras, já no Alfa, achasse tudo uma parolice. Como é que uma pessoa não há de tornar-se uma snob? É que não há condições.

[A foto é do Rui Manuel Fonseca para a Global Imagens]

Post da Madalena

A Teresa e a Francisca são as minhas melhores amigas.

A minha irmã do meio gosta de fazer balé.

A mais nova diz que aqui manda ela.

E eu gosto mais de fazer yoga [estava escrito youga].

Pelos caminhos de Portugal

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O melhor do meu trabalho, com diferença, é poder conhecer sítios que de outra forma não veria, e vê-los com a ajuda de pessoas especiais.

Acordei às 5 da manhã (nem pude ver os globos em condições, graças ao senhor), descobrindo que as únicas fraldas que havia em casa - duas - estavam na garagem. E ter de lá ir. Às 6.40 já estava em Santa Apolónia e ao meio dia, depois de ter trocado de comboio em Nine, nome fofinho para uma terra que parece o faroeste, já estava em Viana do Castelo. O que lá fui fazer podem ler no DN na quarta-feira.

A parte que já se pode contar é que esta é uma cidade linda. Passei o dia a achar que me apetece cá vir com as miúdas. E de comboio para ser ainda mais emocionante. Adoro este pouca terra-pouca terra... Se fizesse este caminho todos os dias, ficava poeta num instante.

Oh, mãe, eu quero uns iguais aos teus

Estou sempre a dizer isto: a partir de agora, a Madalena escolhe a roupa que quer vestir, não me meto nisso, não vou ocupar o disco rígido com esses assuntos.
Depois vou a uma loja qualquer, uma muito grande onde uma pessoa gasta fortunas de dois em dois euros, e não resisto. Comprei-lhe umas lonas prateadas. São espetaculares. Mas não tive sorte.
- Oh, mãe, o que eu quero mesmo são uns iguais aos teus.
Uns Stan Smith.
A ver se deste fim‑de‑semana não passa. :)

Madalena. Perde tudo, só não perde a cabeça. Em todos os sentidos

A Madalena está na fase em que perde tudo. Todos os dias se esquece do termo ou da lancheira ou do casaco ou de um elástico do cabelo. Às vezes tudo ao mesmo tempo. Mas também está na fase em que se lembra de detalhes mínimos e faz associações mirabolantes.

- Estiveste a ler os sms da mãe?, perguntou a professora. - Sim, a mãe diz que quanto mais leio mais aprendo.

Isto porque a professora me mandou uma fotografia da cópia (letra impecável, erros ortográficos que ferve) e eu estava a dizer que era como ela em pequena: uma despistada.

No fim de semana contou-me, então, que a professora tinha tirado um foto à cópia. Mostrei-lhe que ela me tinha enviado essa foto. E a danadinha, além de ver a imagem, começou a ler o resto das mensagens. Incluindo esta:

- Ela é muito despistada. Eu era assim.

Riu-se. Riu-se.

Só não me disse a expressão favorita do momento: "Isso é básico".

O que vejo no vídeo do PSP e do pai agredido.

Metade do inquérito da PSP fica feito só a ver imagens:

1. Homem a dar água a criança responde agressivamente a polícia. 

2. Polícia aproxima-se e agride homem que está a dar água a criança, levando a criança atrás.

3. Homem mais velho tenta deter polícia e leva dois murros.

4. Polícia n.º 2 imobiliza homem que estava a dar água à criança.

5. Miúdo começa a gritar, afasta-se e é tapado por dois polícis.

6. Pai volta a ser imobilizado por agente n.º 2, agente bate-lhe e põe-lhe as mãos atrás das costas.

7. PSP malha no homem, o "pai". Cacetete aplicado várias vezes.

8. Outro cidadão tenta intervir e afastado pelos polícias. Atitude corporal parece dizer "queres levar também?"

9. Podemos tirar os "alegadamente". No vídeo do PSP e do pai agredido há uma pessoa que bate, o polícia, e há uma pessoa que leva, o pai.

10. Está muito irritante essa ideia de que a coisa é ainda mais grave por ser um pai, um avô e crianças a verem. Se o homem agredido estivesse sozinho, mesmo sem lhe conhecermos ascendência ou descendência, era mau na mesma.

Perante a desproporção de meios, apetece perguntar: porquê? E se é verdade que ele está consciente que "exagerou" (capa do DN), por que razão a PSP não age em conformidade? Ou será que se espera apenas o novo motivo de indignação nacional para esquecer este assunto?

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