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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Contratar em função da idade é possível?

O "Observador" está a recrutar jornalistas com menos de 30 anos para a sua redação. A TAP não contrata assistentes de bordo com mais de 27 anos. Estas são duas boas notícias para repórteres e hospedeiras, mas fica-me a dúvida: não é discriminatório contratar em função da idade? O que é que os anos dizem das qualificações das pessoas para estes cargos? Sei que não é permitido fazê-lo em função do género, mas será que se pode fazer com base na idade?

57 minutos e 58 segundos

Dez quilómetros em menos de uma hora. Estou a repetir a mim mesma este feito desde que vi os resultados. Fui ali a desfalecer atrás do meu amigo Filipe, ia morrendo ao oitavo quilómetro tal era o esforço do coração, ia morrendo de deceção quando vi que ainda faltavam mais mil metros mas no final quando vi o relógio ainda nos 59 minutos valeu tudo. Quando passei a meta já estava na hora, este 58 minutos são os do chip e como é melhor vou ficar com ele. Sei que já cansam estes números de corridas mas espero que se entenda que estou tão surpreendida com tudo isto que sinto necessidade de dizer em voz alta.

Apesar do que possa parecer quando escrevi este post sobre como faço para correr, sinto-me muito mais próxima das pessoas que não conseguem fazer nada (ainda) do que das outras. Se pudesse ficava a ver episódios da Good Wife e até sei que um pequeno deslize ou desleixo deitarão por terra meses de esforço.

10 km de madrid.pdf

 

Um livro e uma rosa

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Sempre foi um dos meus dias preferidos em Barcelona, o dia de Sant Jordi -- dia de oferecer livros aos rapazes e rosas às meninas. Claro que nós dizíamos que não podia ser. Que nos desse livros também. Também. A rosa sempre caiu bem. Esta manhã, um dos meus colegas dessa época partilhou esta foto, que parece ter sido feita de propósito para nós. Nostalgia...

PS: Nem de propósito, terminei hoje o livro da Lena Dunham. Estava custoso, hã? E é tão engraçado! Faria se não fosse. Vou lançar-me ao primeiro do Jöel Dicker, que na verdade é o segundo a ser editado depois do mega-êxito de "A Verdade sobre o Caso Harry Quebert".

 

Como é que fazes para correr?

Ora ainda bem que me faz essa pergunta que é para eu ter oportunidade de me sentir vital e espectacular, tipo Gwyneth Paltrow. :) Às vezes, quando saio de casa às 06.50 ou 07.00 para correr 5 km e volto para acordar as miúdas, sinto-me mesmo no topo do mundo. É duas vezes a descarga de adrenalina: a da corrida e a de ter feito uma coisa bem feita. Às quartas e sextas, essa é a minha hora de ir correr -- 07.00 (mais coisa menos coisa). Não pode ser muito mais tarde do que isto ou aquilo descamba tudo lá em casa. Estou farta de dizer que só pelo sacrifício devia queimar mais calorias mas ninguém me ouve. Sobretudo aqueles pastéis de nata deliciosos que não param de chamar por mim na pastelaria. É horrível? É. Quem é que gosta? Mas essa é a única hora que posso e isso é das coisas melhores que ter filhos nos ensina. Se queres fazer as coisas, vais fazê-las. Às segundas-feiras, corro geralmente às 18.00 quando a Madalena está no ténis. Na verdade, foi assim que comecei. Em vez de ficar dentro do carro a fazer scroll no Facebook a, comecei a correr à volta do gimnodesportivo. Primeiro 15 minutos, depois 20, depois 25 e pouco depois 30. Quando não corria dizia que era porque não tinha onde ou como ou tempo. Tudo nos serve de desculpa. Quando comecei a correr percebi que uma pessoa só precisa de uns ténis (depois pode ir melhorando os outfits). Dá para correr onde queiramos, desde que queiramos. E, basicamente, corro onde posso. Levei os ténis para Londres para cumprir a minha obrigação (não foi para ser chique e dizer que corri em Hyde Park como possa parecer) e sempre que posso. Até já me aconteceu correr duas vezes no mesmo dia. Combinei com a minha amiga Inês irmos correr ao fim da tarde numa sexta-feira. Mas como tenho sempre medo de não poder, de manhã, como tive um tempinho fui fazer 5 quilómetros. Como sempre deu para fazer a tal corrida corremos mais 8 ao fim da tarde. Acho sempre que é melhor correr 3 quilómetros do que nada, é melhor ir meia hora ao ginásio do que ficar no sofá. E tento gerir o mais possível as semanas para não ter de ir muito cedo. Ontem, por exemplo, não deu para ir de manhã. Vou ter de ir hoje. De manhã ninguém me arrancou da cama, vai ter de ser à tarde. Ou à noite, depois de deitar as miúdas. Já tenho ido às 22.00, sim. E até já fui às 23.00. Tive um bocadinho de medo, é verdade, mas tem de ser. Amanhã tenho de ir outra vez. Como estou de folga, poderei fazê-lo depois de deixar as miúdas na escola. São boas notícias! A questão é: eu quero correr quatro vezes por semana e essas quatro vezes por semana têm de acontecer nem que chovam picaretas. Já faço imensas coisas por obrigação e não as deixo para trás, por que raios não hei de fazer uma que, mesmo custando, me dá tantas recompensas? Esta é uma obrigação minha como pagar impostos ou garantir que a Madalena está na escola às 08.30. Com a vantagem de me reduzir o perímetro abdominal como o pagamento do IMI não consegue. As miúdas ficam com o pai e essa é o segredo para poder correr. Se fosse mãe solteira, seria difícil. Ou mais difícil, pelo menos. Serem três, 20 ou apenas uma criança é irrelevante. Mesmo que tivesse apenas a Madalena, precisaria de apoio. Aos domingos, dia que guardo para as corridas grandes, é o mais duro. O pai fica com elas sozinho e, às vezes, elas dão-lhe conta do juízo. Sei disso e agradeço. É fácil? Não. Só parece porque estou a escrever e já consegui encontrar uma rotina. É difícil? Tem dias. Como tudo nesta vida. Vejo isto como mais uma coisa que faço. E não quero desistir. Custou bastante chegar a este ritmo, ao ponto de poder dizer que corro 10 km e já nem dores nas pernas sinto para agora parar e voltar tudo para trás. Além disso, nada que interesse ao mundo, quero que as minhas filhas vejam que com determinação e disciplina podemos conseguir coisas que nós mesmos pensávamos ser impossíveis. Se elas aprenderem esta lição, mesmo só esta, terão valido a pena todas as vezes que saí da cama a dizer "não quero, não quero, não quero".

A nossa amizade acabou por causa do gelinho?

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Aqui há atrasado (sempre quis escrever isto), postei no instagram a foto desta bolacha vinda dos Açores. Deliciosa, a propósito. Minutos depois recebia um sms da minha amiga Mónica. Há uns meses podia ser que ela comentasse o bom aspeto da mulata como agora se converteu numa "dessas pessoas" (bunny ears fundamentais) que faz exercício toooooooodos (às vezes mais do que uma vez) mantivemos este diálogo que ainda agora me dá vontade de rir.

É preciso dizer que eu sou a de azul e que passaram-se hooooooras até que ela respondesse.

Já tinha dado a amizade por defunta, aliás.

Acho que ela também, por um par de horas. Depois deve ter pensado que não valia a pena. Não vou envergonhar-lhe a cara.

E não é preciso a malta preocupar-se: não me vou pôr a enfeitar a unhaca. Uma Hello Kitty só, vá... (Estou a gozar)

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