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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Vira-se a página. Feliz 2015 para todos*

2014 foi o ano em que a Teresa foi operada aos adenóides e passou a dormir bem, o ano em que fomos de férias para o Brasil, o ano do batizado das nossas filhas, o ano em que comecei a correr, em que a Madalena entrou no 1.º ciclo e a Quica foi para a escola. Foi o ano em que despediram 160 pessoas no jornal onde trabalho, o ano em que a direção mudou. Um ano bom e mau. Feche-se o capítulo.

Para a frente, alguns desejos e planos.

Trabalhar mais e menos. Fazer mais coisas mas ser mais eficiente. Perder menos tempo com tralha.

Correr mais e menos. Continuar a correr às segundas, quartas, sextas e domingos e fazer uma meia maratona (chamem-me doida!). Mas andar com mais calma pela vida em geral. Não estar sempre a correr atrás do prejuízo. Mais calma.Descansar mais e fazer mais coisas. Não ficar só pela vontade de fazer coisas, fazer mesmo. Mas dormir mais e melhor. Deixar de fazer essa coisa parva que é ficar acordada até depois da meia noite para depois no dia seguinte lamentar atrasar-me. E organização e método e disciplina. E menos listas de coisas para fazer e de encher as minhas folgas de 300 atividades burocráticas que me fazem correr todo o tempo em vez de simplesmente aproveitar a vida. *Votos a destempo dentro do plano -- viver mais.

Libertar espaço no disco rígido, outro propósito de 2015

Ignorar e afastar-me de pessoas que considero nocivas. Pobres coitadas, podem ser ótima gente mas os nossos santos não se cruzam. Por mais que tente, não tenho mais do que conversas frustrantes. Todas as coisas que dizem me irritam tanto como as que lhes digo. Não sei se isto acontece a outras pessoas, nunca falei com ninguém sobre isto, mas conheço duas pessoas assim. Se dizes "quero correr 20 quilómetros em 2015", te dizem "isso é de mais para ti" ou "gosto do El Corte Inglés" e respondem-te "eu é mais loja do chinês" (no comments). Talvez eu seja esta pessoa para algumas pessoas por aí (já se sabe que tudo nesta vida é relativo), mas, bom, se sou peço desculpa. Não era minha intenção. Quanto a mim, desejo manter-me à distância. Largueza, fáxavor.

Claro que aqui entra o verdadeiro busílis da questão: e quando esta pessoas que me frustram são amigas de pessoas de quem gosto? Dupla frustração! Deve ser por causa deste pequeno pormenor que nunca falei disto com alguns amigos mas o facto é que há amigos de amigos meus com quem não gosto de estar. Esforço-me, ok, mas não quero. Tudo o que puder fazer para os evitar, faço. Na verdade, isto só me acontece com uma pessoa. Mas acontece. E não gosto. Não gosto pela minha amiga. Que culpa é que ela tem de se dar com uma pessoa de quem não gosto? Claro que posso sempre ser completamente honesta e dizer "não gosto dela". Posso, claro. Mas também penso que para o número de vezes que a tenho de viver também posso engolir o sapinho. E aguento. Só que sempre, sempre, sempre, que estou com esta pessoa fico com a sensação que era preferível não estar ali.

O mais certo é tudo ficar na mesma em 2015. Muda o ano, mas eu continuo a mesma. O que quer dizer calar-e e não dizer nada à espera que o sol volte a brilhar. É uma maneira de viver como outra qualquer. Mas lá que gostava de deixar em terra a bagagem que não serve para nada gostava.

PS: Estou a aproveitar os últimos dois dias do ano para descarregar o fel. Prometo voltar a ser um ursinho carinhoso a partir das 00.00 de 1 de janeiro. Estou só a fazer uma limpeza geral no disco rígido.

 

Irritantes mas cada vez mais queridas

three children.jpg

A Francisca diz-me coisas como "quem manda eu, não tu" e refere-se ao que não gosta como "pocaía" [porcaria, caso não se entenda], mas está mais fofa que nunca, porque também diz coisas como "mãejinha" e "não xou bebé" ao mesmo tempo que tenta dar de comer ao seu nenuco ou lhe põe mantas para o proteger do frio.

A Teresa batizou uma nova fragância, o cheiro a pipi-rabo, que nos tem divertido muito e tem facilitado quando é hora de tomar banho. Também cresceu e anda a aprender a defender-se. O que mais lhe custa é zangar-se com a irmã por coisas como "a Madalena diz que eu sou feiosa" e não gosta muito de se defender. Geralmente, pede a nossa ajuda para essas contendas.

A Madalena descobriu as anedotas. Gosta e ri-se. Se puder não fazer os TPC e baldar-se às tarefas, fá-lo. Em compensação, é bastante rápida e esperta quando os faz.

Sentimos (acho que falo pelo pai também) que estamos numa fase ascendente. Estamos a deixar de ter bebés mas as nossas filhas são muito mais interessantes, dizem coisas muito mais giras hoje do que há um ano. Tomar banho pode ser uma experiência frustrante. Esta manhã entrou a Té a pedir leite (e só podia ser a mãe), a Madalena entrou a pedir ajuda com a ficha de matemática e a Quica porque queria trocar as pilhas do micro-ondas. É difícil, mas, como explicá-lo, estou feliz por tê-las ao meu lado a fazer estas coisas.

 

 

 

Ser e deixar ser - o primeiro propósito para 2015

Hoje no meu Facebook:

"Encanitam-me os casais que perdem a identidade qd têm filhos e que passam a ser "pai" e "mãe" para o marido/mulher."

Estou a dar este exemplo, podiam ser outros. Podia ser outro dia, com alguma polémica mais acesa. Logo a seguir às controvérsias que parem ratos, o segundo desporto preferido dos Facebookers é dizer mal para a geral sem nunca concretizar e, geralmente, sobre assuntos tão relevantes quanto o que cito acima.

Ora, um dos meus mais firmes propósitos para o ano que vem é não fazer isto. Não perder o meu tempo a apontar o dedo ao que os outros fazem porque basicamente não tenho nada a ver com isso. Se possível, manter-me também o mais longe possível de pessoas preocupadas com o que os outros fazem porque a vida é curta e não há tempo a perder. Pretendo também que esta seja a minha última auto-advertência sobre este assunto.

A primeira corrida

Quem me dissesse há um ano que havia de terminar 2014 a fazer 10 quilómetros a correr far-me-ia sorrir.  Pensava "adorava" mas achava impossível. Mas não é. E ontem fiz a primeira corrida oficial, São Silvestre de Lisboa, 10 quilómetros pelo centro da cidade, ao lado de milhares de estranhos (diz que éramos 10 mil) e algumas pessoas conhecidas. Levei um chip atado ao ténis esquerdo que dá 01:06:32 de tempo. Já tenho feito melhor, segundo o app do iphone, mas who cares?!. Fiz uma corrida, fiz uma corrida, fiz uma corrida. E percebi coisas de que as pessoas falam. Querer baixar tempos. A adrenalina de nos superarmos. Como é fixe haver gente apoiar-nos.

Na Ribeira das Naus, recebi um sms do António e das crianças a dar força e quase me vinham as lágrimas aos olhos.

Depois, aos cinco quilómetros, mais coisa menos coisa, gritaram pelo meu nome e eu não fazia a mínima ideia de quem teria sido. Mas gostei. Quando cheguei a casa tinha uma mensagem no FB dos autores deste inopinado apoio e ainda gostei mais. 

Subir a avenida da Liberdade foi penoso. Não apenas pela subida em si mas porque muita gente parava, o que é muito desmotivante. A mim valeu-me ter a família na grade a animar-me. Correr é, afinal, um estado de espírito. Só pensava nas dicas da minha prima Susana. "Pensa que é já ali, só um bocadinho e já está". Dei a volta ao Marquês sem ver nada, mas na descida, o último quilómetro, recuperei toda a energia. Só pensava em voltar a vê-los de novo. E, pronto, terminou. Uma hora e pouco depois.

Agora já estou a pensar na próxima.

E depois veio o Natal

Sobre os presentes nem vale a pena falar. Chega um momento em que tudo é demais! Mas ficaram felizes com os seus mil playmobil, a plasticina, a Nancy academia de maquilhagem, a casa do Mickey Mouse, os Nenucos e os seus acessórios e, o grande êxito de todos os êxitos, uma fita de majorette. Nunca deixa de me impressionar a capacidade das crianças de ficarem felizes com as coisas mais simples enquanto os adultos se esfalfam por lhes oferecer coisas caras e complexas. Sempre uma lição.

Entretanto, a Francisca viciou-se em "sonos" de Natal e a Teresa quer "filhotes" (sonhos, também, mas ela confunde-os com filhós) e a Madalena aprendeu uma anedota. Porque é que o aluno comeu os trabalhos de casa? Porque o professor disse que eram canja.

E ri-se, ri-se, ri-se... E nós também.

PS: A varicela está a curar-se aos poucos e as manas ainda não apareceram com borbulhas. Teme-se o pior lá mais para o fim do mês.

Advento #24. Fazer o Natal de alguém

Comprei uns sapatos na Massimo Dutti que a empregada da caixa trocou com outra pessoa. Só reparei no assunto na terça-feira à noite e só os pude ir trocar na quarta de manhã. Quando lá cheguei a rapariga renasceu. "Ai, que bom. Graças a Deus" e coisas deste género. Até fiquei embaraçada. Foi logo buscar os e quase nem respirava nem conseguia articular palavra. "Pu-los no sítio errado e a minha colega também pôs o embrulho dela no outro sítio, o banco estava a tentar contactá-la... Ainda bem, ainda bem" E depois deu-me o saco certo, passou a tal outra colega e percebeu que a mala que eu tinha levado por engano estava a ser devolvida. Quando virei as costas ainda consegui vê-las a darem um "high five" e a abraçarem-se.

Advento #23. Aquele 1% de prendas de prendas para comprar que te lixa a vida

Portanto, consegui controlar os danos e ter tudo despachado hoje. Tudo exceto uma coisa que quero muito dar ao meu marido. Tudo menos o presente do meu irmão. Tudo menos o presente do meu pai. Mas estava tudo controlado. Conseguia resolver tudo de manhã. Mas depois veio o trânsito e já não vconsegui. Tentei ao almoço, já tarde e estão 20 pessoas à minha frente...
Até posso gostar de confusão de natal, a agitação e o stress. Mas só quando está toda a gente louca menos eu, que vou cheia de tempo. Nunca acontece...

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