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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Sobre a baixa natalidade

Henrique Raposo tira-me, de novo, as palavras da boca. Não é muito fácil aceitar isto, mas é verdade: não temos mais filhos porque não queremos (pelo menos um certo tipo de pessoas em Portugal). Não porque não podemos. Incluo-me aqui, apesar de ser mãe de três, por uma razão: não pudesse eu fazer uma série de coisas que posso fazer e não teria tido filhos sequer. Uma delas, a título de exemplo: carro. Jamais, no meu brutal egoísmo, conceberia ter de andar com um filho para cima e para baixo em transportes públicos. Não por causa dos autocarros, como é óbvio, mas porque me daria imenso trabalho (coisa que não preocupa nada outras pessoas a julgar pela quantidade que vejo nos autocarros com os filhos). E, portanto, quando falamos de natalidade, o que me importa é falar menos de dinheiro (o que é muito para uns, é pouco para outros), mas das condições que se criam para que as crianças nasçam (também custa dinheiro, claro, mas de outra maneira). Por exemplo, mais igualdade de género, mais igualdado laboral, mais igualdade salarial. E, de maneira geral, mais valores.

Uma pessoa tem sempre de ter cuidado quando diz "mais valores" associado a filhos porque o risco de ser associada a grupos radicais defensores da procriação sem limites é grande. E não é nada disso que quero. As pessoas devem poder escolher o número de filhos em total liberdade, mas que gostava de um mundo com menos ganância, isso gostava. No fundo, acho que gostava que as pessoas escolhessem livremente ter mais filhos. Enfim, eu sei que isto não é assim tão simples... mas. pronto, acho que se percebe a ideia... Ou, pelo menos, este meu dilema interno de ver as pessoas a reclamarem por educação e saúde gratuitos e gastarem dinheiro em objetos que as satisfazem (e por causa dos quais se cria imenso emprego, é verdade) mas de que efetivamente não precisam. Grrrr... Que nó difícil de desatar.

Francisca, a minha filha que vai ensinar palavrões às vossas

A Francisca faz 17 meses no dia 4 (acho que são 17, já me custa contar e obrigaram-me a deixar a Matemática quando fui para o 10.º ano) e está uma espevitada. Para nós, cá em casa, é surpreendente. Se a Teresa estava a dar os primeiros passos com esta idade, a Chica já tenta correr (atrás das irmãs, claro), já sobe o degrau da casa de banho e outros pequenos obstáculos que lhe vão aparecendo. É fenomenal. O efeito de imitação é brutal. Anda sempre atrás da Madalena e da Teresa, só quer os brinquedos delas, raramente vai ao seu próprio quarto e fala imeeeeeeenso. Claro que como as irmãs falam mais (e mais explicado) quase nos esquecemos disto mas o facto é que ela já se faz entender. "Não quero", "É meu", "Miza", o mencionado "có... có...", para além de mamã e papá, são o que mais diz ao longo do dia. Tenho quase a certeza que tendência se vai manter por muitos e bons anos e, por isso, temo que ela venha a ser aquela 'ranhosa' que irá espalhar a desordem e o horror no infantário introduzindo crianças inocentes nos palavrões e nos fenómenos da moda como a "Violetta" ou o que estiver a bombar dentro de dois ou três anos.

 

É uma criatura a atirar para o pequenote (percentil 25 na altura, 50 de peso, de acordo com as últimas medições da pediatra). Dá-me muita vontade de rir isto. Até há pouco tempo, tudo o que deixava de servir à Quica ia diretamente para a Alice, nascida sete meses depois. A Alice, filha de uma princesa, é prematura. Nasceu pequena mas no verão pôs as pilhas. E começou a crescer, a crescer, a crescer... Já pesa 10.500 Kg, ultrapassando pela direita a minha pigmeia. Pigmeia mas muito perfeitinha, note-se.

Estou apaixonada pelas minhas filhas #1 (e este post fala de cocó)

Não levem a mal que vos diga isto, minhas meninas, o meu amor por vocês é contínuo e constante, mas há dias em que, simplesmente, renovamos votos e sinto que estou mesmo mesmo apaixonada. Cada coisa parva que dizem é motivo para me apetecer vir para o blogue registar. Estou para saber se a culpa é das coisas que dizem -- por serem realmente divertidas -- se é só fruto do tempo (Primavera=menos de quatro semanas. Hip Hip Hurra!). Ontem foi um desses dias.

Tão simplesmente porque a Teresa chama a estes simpáticos cavalinhos "minopóneis".

 

Ora, há duas perspetivas de ver isto. Um: Coitada, que negada para falar inglês. Dois: Coisa mais querida da sua mãe que diz isto com aqueles olhinhos queridos de S. Bernardo. Qual é que escolhi? Pois, claro. Minopóneis.

 

Por outro lado, a Madalena saiu-se com esta pérola:

- Quero viver no Brasil. E ter um hotel.

Sempre é uma inovação. Tendo em conta que a sua máxima aspiração há uns tempos era ser bombeira (WTF!!!) e, antes disso, pintora.

 

Finalmente, a Francisca. Sobre esta criança ainda será preciso falar mais detalhadamente, em todo o caso queria partilhar com o mundo (desculpa, rica filha) que a número 3, a escassos dias de completar 17 meses, já se 'esconde' para as necessidades e depois anuncia o assunto ao mundo. "Có...", "Có..." (isto foi ontem à noite no quarto das irmãs quando estava a deitá-las).

 

Praia do Forte: E aquele detalhe que faz toda a diferença

 

 

Chama-se Club Careta Careta e tem atividades para as crianças a partir dos 4 anos entre as 10.00 e as 12.00, entre as 15.00 e as 18.00, entre as 19.00 (jantar) e as 22.00. Deve ser a principal razão por que o resort onde ficámos foi considerado o melhor sítio do género para crianças de toda a América Latina. Não sei de quem é a classificação, mas posso dizer que é mesmo-mesmo espectacular. Na foto, a Madalena está numa aula de surf. Em outros dias, fez uma visita a uma floresta, visitou a casa das tartarugas e comeu sorvete na vila. O clube tem várias piscinas de várias alturas (mas sempre com pé), um campo de jogos, sombra... À noite, a pequenada ia jantar com os "tios" (monitores) e ainda via um filme e fazia mais uns jogos.

A Teresa, como é pequena, teve a companhia de uma babá. Muitas vezes não pôde fazer as mesmas coisas que a irmã e as amigas, mas sempre pôde estar perto e desfrutar do seu canto preferido: a brinquedoteca e estar com o seu boneco do coração, o nenuco mulato. E ficar protegida do sol intenso.

 

Só assim foi possível aos adultos desfrutarem do sol.

 

Ainda estou a digerir a maravilha deste achado, mas acho que se resume a isto: eles entretinham as crianças e os pais ficavam só com as partes boas. Verem os seus filhos divertirem-se. Ficar longe de birras, sem jantares stressantes. Nada de "come Teresa, Madalena não te sujes. Despachem-se. Já disse que só comem gelado se se portarem bem". Só ficámos com as coisas boas (mesmo que tivesse sido necessário ser mais duros em alguma ocasião). Elas adoraram. E nós então... Dava vontade de ir ter com os pais que estavam a ter aqueles jantares tensos com os filhos e dizer "Vocês sabem que existe o clube careta careta?".

 

PS: Antes de irmos, díziamos sempre que ia ser de tal forma que no último dia íamos dizer "meninas, estão altas". Não foi lá, mas confirma-se. Cresceram durante as férias! As fardas estão apertadas como se fosse setembro.

 

Praia do Forte: fazer amigos entre os animais

 

 

 

A fuga das tartarugas careta careta (ou cabeçudas).

O caminho que fazem até ao mar fica na memória e 30 depois voltar para pôr os seus ovos, dizem os especialistas do Projeto Tamar.

Com tanta, tanta sorte, ainda nem bem tínhamos pousado as malas já nos estavam a chamar para esta largada de tartarugas. Eram cerca de 30 e a primeira a chegar à água teve direito a palmas e tudo. Alguém perguntou quantas sobreviviam. "Faltam umas 970 para chegarmos a uma", disse a bióloga. É uma espécie ameaçada (já esteve em vias de extinção), daí retirarem os ovos da praia e 'cultivarem-nos' em cativeiro. Existem vários ninhos sinalizados ao longo da praia. De manhã passa o tartarugueiro (adoro a ideia de exisitir esta profissão), observa as pegadas das cabeçudas e marca o local. Mais tarde, são levados para as instalações do Tamar até saírem da casca. Não sou assim tão fã da natureza, mas adorei esta história. Costumava ir fazer uma caminhada às 07.00, 07.30 e tive sempre esperança de encontrar pegadas ou o tal senhor a identificar desovas. Nunca tive sorte.

 

 

 

 

Estes mini-macacos chamam-se mico-qualquer coisa e estavam por todas as partes. Especialmente no pequeno-almoço. Podem morder e até transmitir doenças pelo que havia indicações para não lhes dar de comer. Algumas pessoas, claro, borrifavam-se no assunto e davam-lhes pão e fruta e outros alimentos, o que não é uma ideia agradável. No geral, eram bastante pacíficos e nunca houve problemas. Mas, lá está, nunca nos metemos com eles.

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