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Quem sai aos seus

Um blogue para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Quem sai aos seus

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Há coisas estúpidas que só me acontecem a mim

Por exemplo, consegui despachar em meia hora, no mercado, as seguintes compras: legumes, peixe, 10 hamburguers, fruta, compras de detergente, fiambre, salmão e minis superbock. Estava felicíssima. Carregada como uma burra (ao ponto do caixa do super me ter guardado as cervejas enquanto ia pôr as coisas ao carro), mas felicíssima. E quando chego ao carro, o que é que tinha acontecido? Tinha perdido a chave do mesmo. Quer dizer, eu não a tinha perdido. Eu achei que a tinha perdido. Revirei tudo. E nada. Revirei mais uma vez, hiperstressada. E nada. E voltei para trás, carregada como uma burra. Fui a todos os sítios onde tinha estado: multibanco, legumes, três bancas de peixe, talho, fruta... nada. Voltei aos legumes, onde tinha deixado as coisas e voltei a revirar os sacos. E então, escondida num bolso que me tinha esquecido de inspecionar, lá estava ela. A chave. Do mal o menos. Mas, bom, consegui perder mais tempo nestas coisas estúpidas do que em tudo o resto. É isso: Lina Santos, desde 1976 a ouvir dizer, com alguma razão, "só não te esqueces da cabeça porqu a tens agarrada".

Já passámos a euforia do ano novo e podemos voltar aos nossos defeitos?

É que tenho de voltar ao vídeo das advogadas e às redes sociais. Depois daquele momento de excitação em que todos os dias tínhamos o "sabor do dia" no Facebook e no Twitter, agora temos o momento de excitação em que já ninguém se pode indignar com nada. Por exemplo, eu acho o vídeo das advogadas sexy lamentável. Acho que para publicidade a um escritório de advogadas, mais parece que estão a vender serviços de sexo. Lamento se ofendo, é a minha opinião e não estou a falar de algo que não me diga respeito, estou a falar de um vídeo feito para os outros verem em que elas alegadamente, e só alegadamene, publicitam o seu trabalho. O que é que certos planos daquele vídeo -- os ipads, as pernas, a pulseira, etc. -- acrescentam aos conhecimentos jurídicos daquelas senhoras? Bom, mas esta é a minha opinião e, já agora, também acho que são livres de o fazer. Façam, pá. Ficam ridículas. Mas façam. Mas nem é disso que se trata. Trata-se de agora, vá-se lá saber porquê, se ter tornado moda que todos podemos fazer tudo o que nos dá na telha e ninguém pode criticar. Mas não posso criticar porquê? Posso. E além de poder, porque não me estou a meter na vida de ninguém, não vou deixar de o fazer partindo do princípio que agora todos podemos fazer tudo o que nos dá na pinha sem que ninguém pare um segundo para refletir sobre o que se faz. Logo agora que vou chegando à conclusão que o mal é mesmo pensarmos tão pouco...

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