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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Nirvana

Não sei se somos muitos ou poucos, mas faço parte daquele grupo que fica aparvalhada quando na caixa de comentários de uma foto do passado (geralmente o mais embaraçosa possível) lê coisas como "saudades!", "bons velhos tempos!" (estamos de acordo quanto aos "velhos"), "quem não gostava de voltar atrás no tempo?". Quem? Sim, quem? Quem não deseja voltar a esses tempos tão bons, sem telemóveis, sem internet, sem tv cabo, sem namorado, sem poder fazer tudo o que lhe desse na telha, sem saber se ia arranjar trabalho quando fosse adulta e com os mesmos quilos do pós-parto. Sim, quem? Quem é essa mal agradecida que não gostava de lá voltar? Eu digo-vos quem: EU (para o caso de ainda não estar claro). E não é só que não queira, é que considero um insulto. Não troco a minha vida por nada.

 

Mas a melhor notícia é esta. Sem dúvida.

Abrir o Facebook e descobrir que a minha amiga D. foi mãe é que foi a melhor notícia do dia. Da semana. Do mês.

Sempre que uma pessoa de quem gosto tem um filho, fico feliz. Mas esta história é, realmente, mais extraordinária do que as outras.

Primeiro porque é o terceiro bebé desta família. Tenho muita simpatia por pessoas com três filhos (vá-se lá saber porquê).

Depois, porque gosto muito desta minha amiga. Fomos da mesma turma no 10º, 11º e 12º ano, nunca mais tivémos uma proximidade enorme mas reencontrámo-nos profissionalmente e gosto mesmo dela, não preciso de muito mais para achar que ela é uma pessoa que vale a pena. E se já achava isso antes, agora então...É que a D. teve um AVC há quase 2 anos. Ela, como é muito crua, diz logo trombose que é para pôr as pessoas em sentido.

A cabeça ficou impecável mas ficou com lesões no lado esquerdo que a obrigaram a uma fisioterapia muito forte nos meses que se seguiram (normal!), um processo que dura até hoje. Saber que esse obstáculo, inultrapassável para tantos de nós (para mim seria), não a impediu a ela e à família de avançarem para outra criança é algo tão maior do que tudo o que conheço que me dá aquela esperança de que o mundo é afinal um sítio muito aprazível. Isto não é daqueles casos em que uma pessoa diz que com pouco faz a festa.

 

Daniel, uma história incrível

O 'achamento' do bebé Daniel foi uma das melhores notícias do dia, ontem (estou a funcionar ao retardador). Eram 08.40 quando, no jornal, abri o Facebook e a vi um post da Maya anunciando que a CMTV tinha dado à primeira mão que o menino tinha aparecido. Liguei para a correspondente na Madeira que, cinco minutos depois, me estava a ligar para confirmar que o miúdo estava a caminho do centro de Saúde da Calheta. À excelente notícia que é o aparecimento desta criança juntou-se a adrenalina de dar uma notícia interessante logo de manhã (o CM chegou mais tarde no site) e acrescentar detalhes logo a seguir, o que é um orgulho. Pela parte que me toca foi também uma singela maneira de trabalhar em "crimes" (secção onde gostaria de fazer uma passagem, para grande horror de algumas pessoas). 

 

É mesmo uma história incrível, a do bebé Daniel. Como toda a gente com dois dedos de testa disse hoje, não é possível um bebé de 18 meses fazer tudo isto sozinho. Tem de haver qualquer alguma tramoia aqui. Só pode.

 

 

 

 

 

 

 

Trabalhar como marialvas

Mais uma vez, uma prosa de Henrique Raposo, desta vez focando aspetos que me parecem essenciais e, super importante, sem a divisão de género (um erro em que caio tantas vezes como aquelas em que critico quem o faz). Este excerto resume bem o que se passa:

"Entremos nas grandes questões. Exemplos? A falta de entrosamento entre as férias dos miúdos e férias dos pais (o problema de Marrafa de Carvalho), as relações de trabalho crivadas de machismo (o problema de quase todas as mulheres ) e o próprio horário de trabalho (um problema geral). Em Portugal, parece que toda a gente tem o horário laboral do marialva: começa-se a trabalhar a meio da manhã, almoça-se tardiamente e, neste sentido, a ida para casa ocorre muito tarde. Como é óbvio, esta organização do trabalho é uma arma de destruição da natalidade. Moral da história? Somos o povo mais mimoso à face da terra, mas não conheço outra sociedade com um dia-a-dia tão adverso à presença de crianças".

 

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