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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Obrigada

Obrigada a todos os que mandaram sms, que enviaram mails ou que deixaram comentários aqui no blogue e no Facebook. Fiquei muito babada e emocionada. Foi um dia muito feliz e a nossa pequenina-cada-dia-menos-pequenina adorou todos os minutinhos. E como um dia não são dias...

 

 

[Devo confessar que lhe "apaguei" duas mordidelas de melga da testa.]

Um caminho com dois sentidos

Estava a ler este post da Kiki e a pensar que os blogues são terapias do caraças. Isto são euros e euros que poupamos em psiquiatras e psicólogos, não me digam que não. Uma pessoa aprende muito a ler os outros e a escrever (alguns diriam que é porque as palavras fazem coisas).

Às vezes leio os blogues dos outros e penso: aquela pessoa tem uma vida tão difícil, aquele problema é uma pedra no sapato tão grande... Era incapaz de viver com esse peso. Mas ela parece-me feliz... Outras vezes sou eu que venho aqui irritar-me com as coisas chatas que me acontecem. Parvoíces, problemas da vida (a vida como ela é), o que não corre como quero... Escrevo, escrevo, escrevo. E depois penso: mas eu quero que as minhas filhas leiam isto? Mas o que é isto interessa? Esta pessoa merece que perca mais do que cinco segundos da minha atenção? E apago tudo. E quando não apago quase sempre me arrependo. Não é porque elas não me irritem ou porque mude de opinião (embora também aconteça). É porque vê-las postas em palavras me mostra como são nada na contabilidade geral do universo. E quem é que gosta de se ver confrontado com a sua mesquinhez? Eu cá não... Também me acontece uma coisa ainda mais simples: "Mas tu queixas-te de quê mesmo?". Deve ser por estas e por outras que a maioria das pessoas se dedicar a partilhar apenas aquilo de que gosta ou com que se sente bem.

Abram o Champomi, a Teresinha faz dois anos

Sim, já. Já passaram dois anos desde este dia. Parece que foi ontem e, ao mesmo tempo, que já foi há muito. Vou repetir isto todos os anos até ela me dizer "chega, mamã!".

 

A Teresinha é a nossa filha Monty Python. Sempre pronta para dar uma boa gargalhada e pregar uma partidinha, apesar de não dar confiança nenhuma a estranhos. É carinhosa. Dá beijinhos há muitos, muitos meses, faz-me festinhas no caminho entre a garagem e o infantário e quando lhe peço um "abracinho" enrola aqueles bracinhos gordinhos à voltado meu pescoço e aperta com força. Corre pela casa a grande velocidade, quer calçar os sapatos sozinha e é mestre a beber água pelo copo sozinha e só com uma mão. Adora o Ruca de paixão, consegue ver vários episódios seguidos. Gosta de falar e mesmo que a gente não entenda não se deixa intimidar. Continua. Adora falar ao telefone. Grita: "Oh, Bó" para a avó e "Oh, Bô" para o avô. Não é grande espingarda para comer. Por ela era só sopa e fruta todos os dias a todas as refeições. As bolachas é que são a sua perdição. Está sempre pronta para comer mais uma. Conhece todas as partes do corpo. Do dela e dos outros. Cumpre várias ordens seguidas na perfeição: "Vai buscar os sapatos à sala e trá-los à mamã". Usa os bonecos com destreza. Deita-os, tapa-os com mantinhas e fraldas, dá-lhes colo...

 

Já tinha dito e repito: está na sua melhor fase.

 

E aqueles dentinhos da frente com um ligeiro intervalo entre eles? A-do-rá-veis! Só me apetece apertá-la.

 

Hoje, às 16.15, quando tiverem passado exatos dois anos desde que veio ao mundo, vamos cantar-lhe os parabéns com os amiguinhos da escola comme il faut e como ela merece.

 

Perder

People.com

 

Por mais pena que tenha da Telma Monteiro (e tenho), o que não me sai da cabeça é isto: Jordyn Wieber, campeã mundial de ginástica, afastada da competição individual porque, apesar de ter conseguido o quarto melhor resultado em termos absolutos, só podem entrar as duas melhores atletas de cada país. Não sabemos o que lhe vai (realmente) na cabeça mas podemos imaginar tendo em conta que tem 17 anos, que estes foram os seus primeiros Jogos Olímpicos e que nos próximos terá 21 anos, idade de reforma para uma ginasta de alta competição. Fico pasmada com a força destas miúdas com esta idade. A não ser que tenham a sorte de ter 14 anos ou 15 anos e um nível absolutamente fantástico, é quase impossível repetirem a experiência. Passou quatro anos a trabalhar como uma moura, venceu tudo o que havia para vencer e no momento mais importante... isto! Bolas, pá... Ninguém merece.

Post que só podem ler depois dos 16 anos

Estamos a há 24 horas a rir às gargalhadas com este texto. Um excerto, pedindo desde já desculpa às peles mais sensíveis: "O narrador reconhece, a dado passo, uma diferença geracional de vulto: Julieta “não foi educada, como nós, a falar de sexo como se fosse comida” (p. 97). Não é verdade. Julieta fala de sexo como se fosse comida. Basta ir à página 1 48 deste livro, onde a senhora, em diálogo com a filha, duvida que o genro fosse bom “a enfiar a salsicha”.

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