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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

25 motivos para celebrar abril

1. Salazar, poupadinho e austero, também começou como ministro das Finanças. Estremeci a ler isto e apesar de apreciar a voz de encantador de serpentes de Vítor Gaspar, decidi dar-lhe com os pés. Aquela mentira descarada do "lapso" sobre os subsídios de férias deixou-me ainda mais de pé atrás. Lembremo-nos disso para não tropeçarmos duas vezes na mesma pedra. 

2. A vida das mulheres era muito pior antes e se nos descuidamos vai voltar a ser pior. Se os empregos escassearem não vão ser os machos alfa a ficar a casa, claro. Isto a mim preocupa-me muito por vocês.

3. Uma pessoa poder ser de esquerda e pode ser de direita porque o mais importante é ser democrata.

4. Escrever-se o que se quer e saber-se que, se não formos nós, outros poderão pôr o dedo na ferida.

5. Existir o António Variações. E o Castelo Branco (por mais desagradável que ele se tenha tornado aos meus olhos).

6. Cravos vermelhos.

7. Abrir os olhos a quem pensa que a austeridade não é só nas carteiras, como acontece no hospital de Braga. Começa-se na cor dos cabelos e no mastigar da pastilha e não tarda está a controlar-se o tamanho das saias. Que tem isto a ver com boas práticas hospitalares? Estou a ouvir "nada"? Pois, bem me parecia.

8. Coca-cola.

9. Que os miúdos do liceu possam fazer uma festa numa véspera de feriado e andarem em grupinhos a fazer barulho por baixo da minha casa. E falarem do que quiserem.

10. Poder ler tudo o que quero.

11. Poder ver todos os filmes que quero.

12. E ouvir todas as canções.

13. Poder viajar sem ter de pedir autorização ao marido.

14. A pílula sem sentimentos de culpa (embora no meu caso isso pareça não fazer muito sentido!)

15. Que uma pessoa do campo possa ter ido à universidade porque ela está aberta a todos.

16. Lembrarmos que existem professores e que esses professores, as pessoas de quem os nossos filhos se vão lembrar quando forem adultos, que devem ser exemplos de vida, estão a ser tratados abaixo de cão como não queremos os nossos filhos recordem ninguém.

17. Que mesmo defeituosa, haja uma justiça para todos.

18. Votar.

19. O sistema nacional de saúde.

20. O plano nacional de vacinação.

21. Beijos na boca na rua.

22. Isqueiro sem licença.

23. O casamento entre pessoas do mesmo sexo.

24. Saber que é sempre possível começar de novo.

25. "Grândola, Vila Morena"

 

(Hoje sou como as pessoas que dizem que não vão à igreja porque têm a sua maneira de se encontrar com Deus. Não desço a avenida mas o meu espírito está com as liberdades)

It's a girl

Sei que bolsas, mercados, Vítor Gaspar, Passos Coelho em pessoa e até os príncipes de Espanha estão suspensos desta informação e não vos quero fazer esperar mais. It's a girl!

Três filhas, nem acredito.

 

Se gostava de ter um rapaz (parece que também é uma coisa que interessa...), bem, tinha curiosidade, mas agora, escassas 15 horas desde que a que vimos, exibicionista, a mostrar-se na ecografia, acho que sempre esteve escrito que tinha de ser assim. Mortinha que chegue o Verão de 2013 para ter três miúdas de fato de banho igual na praia! E, não, não vou ter um quarto filho.

 

Mais uma miúda resolve imensas questões práticas. A começar nos quartos e a acabar nas roupas. Com a Teresa entusiasmei-me no número de coisas cor-de-rosa. O que até é uma pena porque agora que desculpa vou ter para comprar roupinhas novas?

 

A única coisa dramática é que entretanto me lembrei que um dia vou ter filhos com 14, 16 e 18 anos. Borbulhas, saídas, férias sozinhas, "não-tenho-nada-para-vestir, carros e motos.

 

É possível que nunca mais durma. Estou a tentar fazer-me à ideia.

Se a vergonha matasse...

O meu pior defeito, com diferença e grande avanço em relação aos demais, é não ser pontual. Tenho sentimentos de culpa horríveis quando me atraso e acho sempre o mundo vai acabar. Mas o pior momento aconteceu há duas semanas na reunião de pais da escola da Madalena, precisamente por ter chegado a horas (estava de férias). Quem é que também lá estava à hora marcada? A mãe de seis.

Feliz dia do livro



"Booklovers", Divine Comedy


Hoje é dia de S. Jorge. Em Barcelona, Sant Jordi. E também o dia em que a tradição mandar dar uma rosa às meninas e um livro aos meninos. Felizmente, a tradição já não é o que era e as meninas já têm direito a livros também. Livros não tenho para oferecer mas tenho esta música na minha lista das minhas preferidas. No final da vida espero ter lido pelo menos um livro de cada um dos autores.

Experiência 1, 2, 3





Pedro Ayres Magalhães escreveu "A Sombra" em 1985 na ressaca da morte de António Variações, uma pessoa que "estimava muito" e a quem tinha produzido o segundo disco (aquele que tem a "Canção do Engate" e "Dar e Receber", por exemplo). Falar com ele foi viajar a um Portugal recente que já não existe ou que, existindo, começava a despertar. O das pessoas que se intrigavam com isso de o fado ser uma canção reacionária, os que queriam chamar a música tradicional para a música pop portuguesa, como ele acabou por fazer nos vários projetos com que se envolveu. E se bem que os Madredeus são muito importantes, minha cabeça só pensava: "Estou com um dos Heróis do Mar, estou com um dos Heróis do Mar". Ele diz que não era assim tão diferente do que faz hoje e agora já estou tentada a achar que ele tem razão.

Experiência 1, 2, 3





A Catarina Furtado é uma pessoa muito difícil de apanhar. Toda a gente que trabalha temas relacionados com televisão e social sabe-o. No entanto, para falar sobre o trabalho que desenvolve como embaixadora das Nações Unidas mostrou-se imediatamente disponível. Talvez todos preferíssemos ouvi-la falar sobre assuntos mais picantes -- o marido, os filhos, a RTP, as audiências e as invejas -- mas é preciso reconhecer que é uma pessoa realmente empenhada neste compromisso e esse mérito ninguém lhe tira. Não sou muito dada ao voluntariado ou a querer ajudar pessoas no outro lado do mundo, mas compreendo quem o faz e até fiquei a desejar que realmente os seus projetos e desejos se tornem realidade. Tem razão num ponto, de que nos falava quando as câmaras se desligaram: assistimos a pobreza muito forte por aqui e temos de ser sensíveis, mas não acontece não termos casas de banho ou morrer porque não há hospital. Faz toda a diferença, realmente.

Experiência 1, 2, 3

 

Parece impossível mas foi graças à deputada Francisca Almeida (PSD) que entrei pela primeira vez na Assembleia da República. Ela foi muito simpática e prestável. Agradecemos sempre a disponiblidade das pessoas porque estamos conscientes que o seu trabalho não é dar entrevistas sobre temas que não estão diretamente relacionados com as suas tarefas políticas. Ainda que, graças ao testemunho da deputada (e advogada), acredite que mais pessoas, pessoas novas, se interessem pela política. Adorei o facto de, com toda a naturalidade do mundo, ter contado que no seu primeiro dia de trabalho caiu e que isso, aliás, é habitual nela. É preciso ser muito descontraída!

Manuel Moura dos Santos, não és o meu ídolo

Falta de dinheiro dá nisto: as televisões acabam a pôr programas requentados e foleiritos aos domingos à noite.

Por um lado "A Tua Cara Não Me É Estranha", um programa que preenche todos os requisitos da categoria "Acidente no IC 19: é impossível não olhar" graças ao cheiro a decadência que tresanda de Merche e às respostas espetaculares de Luciana Abreu. Não vou tecer grandes comentários. Já sei que apoquentam. Só digo isto: um bocadinho de glamour, tá?

Mas se isto já é pobreza, uma edição 500 do "Ídolos", que dizer...

Já sei que tem resultado muito bem e que é a cara da SIC mas o Manuel Moura dos Santos anda a enervar-me desde a última edição. E não é por essa coisa de o "Ídolos" ser o momento mais alto da carreira do senhor ou não apreciar a sinceridade com que se dirige a alguns candidatos. É porque não corta o cabelo e aparece sempre com um ar oleoso e camisolas com borboto. Mas há necessidade?

 

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