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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Rotina vs coelhos da cartola

Confesso que começo a ficar farta de gente a "botar faladura" sobre relações e como manter a chama acesa e como, para tal, é importante ir a hotéis passar fins-de-semana idílicos, brunches em sítios da moda e que cozinhem jantares de chef. Nenhum desprezo por esse género de atividades, nenhum mesmo mas,  já agora, uma pessoa quando é pobre não pode ser feliz na relação que tem? Não sei... Faz-me espécie que a continuidade de uma relação dependa apenas de coisas que se compram e vendem. Se calhar sou eu que sou antiquada mas achava que o êxito e fracasso dos namoros/casamentos tinha mais a ver com os (bons) valores que devemos ter na vida e, por arrasto, num namoro/relação. E de estar à altura das circunstâncias. Que é o mais difícil. Mas não. Parece que hoje em dia tudo se resume a tornar banais as coisas mais excecionais. Como se para manter a chama acesa fosse preciso estar sempre a tirar coelhos da cartola. Não tenho a pretensão de deter qualquer verdade sobre este assunto (até me sinto um bocado embaraçada de comentar estes temas), mas, apesar de adorar surpresas (que adoro), acho que é nos intervalos que tudo se joga. No quotidiano mesmo. Naqueles dias em que o mundo parece uma grande porcaria e alguém com o gesto certo faz tudo valer a pena.

"Amanhã vou ficar o dia todo em casa"

Como é que me posso admirar quando a Madalena parece achar que pode tomar decisões sozinhas Ontem, como não atendi o telefone, a minha mãe decidiu telefonar para casa e perguntou à neta: "Amanhã queres vir para minha casa?". Ela respondeu: "Não, amanhã vou ficar o dia todo em casa". E quando finalmente falei com a minha mãe ao telefone a conversa já era "Falei com a Madalena. Ela disse que amanhã fica em casa". Quatro anos! E, no entanto, parece que às vezes temos de lembrar que somos nós que tomamos as decisões.

Lloret de Mar

"Há pessoas que nunca saem depois chegam a Lloret de Mar e querem tudo de uma vez". Estou a citar de cor opiniões várias que tenho ido lendo nos jornais e na televisão. Opiniões de miúdos que já estiveram ou estão na vila espanhola e até de pessoas adultas e com responsabilidades. Que adolescentes de 17 anos digam coisas deste género, não me espanta. Mas gente crescida? Com formação e responsabilidades? Estou siderada. Uma pessoa cai de uma varanda porque em Portugal não saía? Apanham-se bebedeiras porque os pais estavam demasiado em cima? Isto não faz sentido nenhum.

A única coisa que me parece mais ou menos sensata é a probabilidade estatística que alguém de maneira ingénua sublinhava numa reportagem do DN (não tenho link): em milhares que todos os anos vão Lloret de Mar, morreram dois. Claro que são dois mais do que deviam, é óbvio, mas ainda assim uma probabilidade. Fosse em que lugar fosse, seria sempre uma tragédia e dói-me a alma pensar nos pais deste miúdo. Perdem um filho (que coisa tenebrosa) e ainda há uma espécie de apontar de dedo coletivo como que a dizer "deixaram-no ir, não é? no fundo, a culpa é vossa".

Ponho-me no lugar destes milhares de pais e pergunto-me como poderei dizer não às minhas filhas quando elas, bem comportadas e a ponto de acabar uma etapa importante das suas vidas, me pedirem para ir uma semana de férias para um sítio que desaprovo tanto. Não estou a falar de cor. Estive em Lloret de Mar em trabalho, em 2002, e é deprimente. E talvez não tão deprimente como em 2012. Mas o ponto é: como se pode fazer a apologia da liberdade com responsabilidad e depois na hora h dizer que não. Talvez existam pais com esse estofo mas eu acho que isso também está errado.

Pela minha parte, a única coisa que posso esperar é que as vossas viagens de finalistas ou o que quer que seja, sejam para destinos mais revigorantes e interessantes do que um sítio onde apenas se bebe e se fuma, onde nem praias, nem discotecas, nem a vila em si são particularmente giras.

Coisas bonitas

Se não tivesse já planos para 1 de abril era aqui que ia: a Guimarães, ver o concerto para crianças e famílias de "Pedro e o Lobo", de Sergei Prokofiev, tocado pela Orquestra Estúdio, dirigida por Maestro Vasco Faria, às 16.00, no Centro Cultural Vila Flor. Apresentação e narração de Jorge Castro Ribeiro. Se alguém for, é favor passar cá a seguir para contar.

Que sono

Se há talento que assiste à Teresinha é dormir. A Teresinha é capaz de ir dormir às 20.50 e ser preciso acordá-la às 08.30 do dia seguinte. Dorme até às 09.30 ao fim-de-semana e nunca perde uma sesta. Desde que não seja no carro, que dormir sentada faz mal ao pescoço. E, soube agora, é a super-dorminhoca da escola. Disseram-me na semana passada: "Os outros acordam, fazem barulho, abrimos as janelas e ela continua a dormir". That's my girl!

À atenção da imaginarium

Escusam de continuar a inventar sofisticados brinquedos para a pequenada.

À minha filha Teresa basta-lhe uma caixa com sapatos. Tira e põe. E põe e tira. E depois chama-me e com a sua minúscula mão faz sinal para me sentar ao lado dela e depois eu tenho de lhe fingir que lhe calço todos os pares que ela escolhe.

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